<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063</id><updated>2011-08-01T17:40:51.139-07:00</updated><title type='text'>Lime Green Crocs</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>65</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-3202985279809910173</id><published>2010-10-27T03:51:00.000-07:00</published><updated>2010-10-27T04:16:08.054-07:00</updated><title type='text'>It's Alive!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/TMgJvXmnR0I/AAAAAAAAAMY/_ouLHp6HINo/s1600/imagesCA09I7O5.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 259px; FLOAT: left; HEIGHT: 194px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532682851619129154" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/TMgJvXmnR0I/AAAAAAAAAMY/_ouLHp6HINo/s320/imagesCA09I7O5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá, ambos os leitores deste blogue! Tive saudades!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes longos meses de ausência, aprendi que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Arubaito significa «trabalho», em japonês, e vem do alemão «Arbeit».&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Os leões albinos não estão extinção, são só raros.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;A crocslite, o material de que são feitos os crocs, é resistente aos dentinhos afiados dos leões bebés.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;As bolas de berlim em Berlim não se chamam bolas de berlim, a massa é mais cozida e menos doce, são cobertas de açucar em pó e têm recheio de geleia.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;A Catalunha quer a independência e cada bairro de Barcelona quer a independência (não sei se querem ser província ou estado autónomo).&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;A Vanity Fair espanhola é por vezes melhor que a americana e tem sempre artigos sobre as regiões autónomas.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;A Vogue portuguesa tem piada.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;A Colorama dura o dobro da Risquée, é mais cremosa e tem nomes poéticos como «chiclete» e «garota de Verão» (digno de Vinicius, vai!).&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Os botins à gladiador podem também ser chamados «equestres» (Balhnik dixit).&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Muitos adolescentes não vêem os Simpsons.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Nem o Family Guy nem o American Dad.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;South Park, então...&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Estranhamente, vêem o How I Met Your Mother, o que prova indiscutivelmente que o mundo está perdido.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;O Santini do Chiado está sempre cheio. O de Cascais também. O de São João do Estoril, menos.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;A Kate McGarrigle morreu o ano passado.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;É menos embaraçoso do que se pensa chorar sozinha num concerto, sobretudo quando o Rufus diz que adora estar em Lisboa e a última vez que esteve cá foi com a mãe e que tinham ido ver o padrão dos descobrimentos e aquele mosaico das caravelas e que agora foi triste voltar porque a mãe tinha partido na sua própria viagem.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Quando se está nervoso antes de entrar em palco, um calicezito de vinho do Porto é o melhor.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;O Facebook cansa um bocado e não é nada user-friendly. Mal por mal, mais vale um blog.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-3202985279809910173?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/3202985279809910173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=3202985279809910173' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/3202985279809910173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/3202985279809910173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2010/10/its-alive.html' title='It&apos;s Alive!'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/TMgJvXmnR0I/AAAAAAAAAMY/_ouLHp6HINo/s72-c/imagesCA09I7O5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-3685844595571827001</id><published>2010-02-22T13:01:00.000-08:00</published><updated>2010-02-22T13:52:37.117-08:00</updated><title type='text'>Duas Situações Entram Num Bar...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/S4L8nS-QP_I/AAAAAAAAAMI/9zo_yrntAXw/s1600-h/Picture+2.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 230px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/S4L8nS-QP_I/AAAAAAAAAMI/9zo_yrntAXw/s320/Picture+2.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441189051855028210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Como talvez saberão ambos os dois leitores deste blogue, a empresa onde trabalho passou recentemente a funcionar em regime de horário flexível. Esse dramático acontecimento tem tido efeitos pantagruélicos (também não sei) na novela que é a minha vida, mas dois dos efeitos conjugaram-se hoje de forma curiosa:&lt;div&gt;1- tenho menos tempo para escrever no blogue;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2 - ouço muito mais rádio no carro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que é o que se chama dar uma grande volta para dizer que hoje ouvi uma coisa no programa do Alvim e lembrei-me de vir escrever no blogue.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ora hoje o entrevistado do Alvim era o em todos os sentidos da palavra e apetece dizer literalmente mítico editor da &amp;amp; etc., Vítor Silva Tavares. Vale a pena i&lt;a href="http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/prova-oral/"&gt;rem buscar o podcas&lt;/a&gt;t disto porque o homem tem umas belas histórias para contar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estava eu a ouvi-las, deliciada, e a sentir-me nostálgica por um mundo editorial que nunca conheci e temo nunca vir a conhecer, quando puseram no ar um ouvinte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Digo já à partida que era um ouvinte muito bem intencionado. O contexto era, em geral, o da decadência dos hábitos de leitura. Diz então o ouvinte que concorda, que é uma pena, e que precisamente tinha acabado de vir de uma escola onde tinha estado a, e passo a citar, dinamizar uma iniciativa. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda entretive a esperança de que o senhor fosse traficante de droga ou scout de uma agência de modelos, mas não, era mesmo uma iniciativa (que requeria dinamização externa, aparentemente, mais ou menos como uma peça do Ikea) destinada a motivar os petizes a ler.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Vítor Silva Tavares disse qualquer coisa como "pois" e eu entretanto desliguei porque, 1), tinha chegado ao ginásio e 2) tinha a cabeça a rodopiar de revolta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como saberão os dois ambos leitores deste blogue, enquanto todos os adolescentes incautos da minha geração fugitivos da matemática hesitavam entre Psicologia, Letras ou Direito, eu escolhi fazer a voltinha com mais paisagem que vai dar ao desemprego, também conhecida como curso de Filosofia. E há uma coisa que para as gentes de Filosofia é como kriptonite para o Superhomem, queijo de cabra estragado para as pessoas alérgicas a lactose ou a voz da Manuela Moura Guedes para o resto da humanidade, são os conceitos vagos. Nós somos, apesar do que parece, gente muito literal. Autenticidade é autenticidade. Boa fé é boa fé. A Vontade Nietzscheana é a Vontade Nietzscheana, não é a vontade de ir à casa de banho. A Ideia platónica é a Ideia platónica, não é a ideia de ir ao cinema em vez de ficar em casa. A Categoria aristotélica é a Categoria aristotélica, não é a categoria de um jogador. As palavras significam coisas. E aquilo que nos faz felizes, como a um gatinho com um novelo de lã, é ligar palavras e coisas. Somos uma gente simples, nós os estudantes de Filosofia. O que nos faz entrar em curto-circuito são palavras que não significam nada. Vagarias. Vazios. Deturpações do próprio conceito de sentido. Anti-palavras. Sopros de ar sem finalidade melódica ou lógica. Palavras como "situação", "modo", "complicado", e outros eufemismos espremidos de qualquer sentido. E quando uma frase é composta quase exclusivamente dessas vagarias - vide, "dinamizar uma iniciativa" - ... bom, dá-nos uma coisinha má.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A verdade é que não se pode estudar Filosofia sem um certo pendor para aquilo a que antigamente se chamava "palha" e agora possivelmente se chama "extensão sinonímica do sujeito". Um exemplo belíssimo disso era aquele cartoon delicioso do Independente, a Filosofia de Ponta. Afinal, não se pode fazer 7000 anos de reflexão acerca de tudo o que existe, porque, como e com que finalidade existe, sem incorrer em alguma verborreia. Mas regra geral a tendência para discorrer extensivamente sem finalidade aparente era visto com uma relativa tolerância, mais ou menos como quando se faz batota nos abdominais e se puxa com as costas (vim do ginásio).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi só quando cheguei à fase dantesca do curso, o estágio pedagógico, que percebi, mais ou menos como um protagonista de um filme de acção quando se apercebe da verdadeira extensão do plano de domínio do mundo do vilão, que isto da "palha" era na verdade todo um palheiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando começamos a trabalhar numa coisa a que se chamava "plano de aula", disseram-nos que íamos definir as aulas segundo materiais, conteúdos e objectivos. Mas conteúdos e objectivos numa aula não são a mesma coisa, pensei ingenuamente? O diálogo foi mais ou menos assim:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Orientadora: Então que objectivos definiriam para esta unidade lectiva dedicada à Ética?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu (para mim mesma): Nestas cinco aulas sobre Kant? (em voz alta): Ahn, ensinar o imperativo categórico?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Teria, aparentemente, sido mais aceitável que tivesse sugerido transformar a sala de aula numa masmorra e depois convidar pedófilos sádicos a castrar ritualmente os alunos que tinha a meu cuidado. "Ensinar", explicou-me a minha orientadora, era uma forma de violência ideológica, psicológica e social. "Ensinar" significava impor conteúdos à mente passiva do aluno. Se eu achava que a carreira no ensino passava por "ensinar", estava a reduzir o aluno a uma nulidade ontológica, ética, social, política e pessoal. Estava a privar o aluno da sua voz, da sua personalidade, da sua identidade. Estava a escravizá-lo num sistema ideológico e político que perpetuava o mito da passividade do aluno e da dinâmica imperialista do saber. Estava, ao que parece, um passo abaixo de Hitler. Um passo muito pequeno.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixei escapar um pequeno: "ah mas..." antes  de a orientadora passar a libertar-me das correntes de fascismo ideológico a que 4 anos de "aprendizagem" (pois, é sempre assim, os abusadores começam por ser vítimas) me tinham prometaicamente agrilhoado. A finalidade do ensino, explicou-me ela, a sua vocação suprema, o dom que tem a prestar à humanidade, é deixar, ou melhor, criar as condições que potenciem que, o aluno descubra por si os conteúdos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Refreei-me de apontar, que sendo neste caso o conteúdo o imperativo categórico, era pouco provável que o aluno o encontrassse atrás do sofá, mas devo ter feito uma expressão pouco persuadida, porque a orientadora passou então a evocar aquela arma irredutível da Filosofia que é a Alegoria da Caverna: "o mundo das Ideias tem de ser descoberto, não pode ser mostrado."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma vez mais, refreei-me de apontar que estávamos em Massamá, e não numa caverna, embora à primeira vista houvesse semelhanças, e reparei para mim mesma: "então em vez de dizer "ensinar", tem de se fazer palha".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Numa demonstração assustadora da verdade das teorias platónicas, os meus colegas de estágio tinham chegado à mesma conclusão, como verificámos num interlúdio digno do Memnon tido no café da esquina:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"então aqui na coluna dos objectivos em vez de ensinar tem de se escrever outros verbos".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi um ano de descoberta sinonímica: em vez de ensinar, veiculámos, transmitimos e revelámos. Deixámos observar, permitimos descobrir e incentivámos à visualização. Quando nos sentíamos um bocadinho mais ditatoriais, fazíamos notar. Mas, pela minha parte, nunca cometi esse crime contra a humanidade que era ensinar, o que se fez notar no desempenho uniformemente medíocre dos meus pobres alunos. Que até eram uns putos porreiros, mas que nunca aprenderam Filosofia. Tendo em conta que eram de Artes, não lhes fez falta nenhuma, e há tempos encontrei um aí pela vida e estava a dar-se muito bem, feliz que nem um cão (no sentido grego tardio do termo).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pode parecer tautológio, mas é literalmente verdade que há muito, muito mais a dizer acerca da "palha" e da sua proliferação nas nossas vidas. Mas, para citar Epicuro, o micro-ondas apitou e agora vou jantar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-3685844595571827001?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/3685844595571827001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=3685844595571827001' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/3685844595571827001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/3685844595571827001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2010/02/duas-situacoes-entram-num-bar.html' title='Duas Situações Entram Num Bar...'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/S4L8nS-QP_I/AAAAAAAAAMI/9zo_yrntAXw/s72-c/Picture+2.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-8113492703233031671</id><published>2009-12-27T05:05:00.001-08:00</published><updated>2009-12-27T05:05:59.855-08:00</updated><title type='text'>Diz que Chove Sempre em Lisboa</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/Sc_UoHidlZI/AAAAAAAAAJ4/hZA6_RuVocA/s1600-h/19032009.jpg"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/Sc_UoHidlZI/AAAAAAAAAJ4/hZA6_RuVocA/s320/19032009.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318703470631294354" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px; " /&gt;&lt;/a&gt;Há tempos ouvi - não sei se num livro, na televisão, num filme, no autocarro ou na conversa embriagada de dois desconhecidos -- que era um exercício interessante registar os primeiros pensamentos que se tem de manhã (ou não necessariamente de manhã), logo ao acordar, antes de se despertar completamente. &lt;div&gt;O que pensei hoje ao acordar foi algo como o "e strano" da Traviatta. Acordei ao som de um cão a ladrar e com a luz cinzenta de um dia de chuva a entrar pela janela. Nada de invulgar, mas achei curioso que num país como Portugal, conhecido pelo "sea-sun-and-sand" e pelos maus-tratos a animais, chova tanto e se ouçam tantos cães a ladrar. É um daqueles jeitos de Portugal que são os estrangeiros que tanta vezes mais apanham. Por exemplo, nunca tinha reparado no quanto venta neste país até o ver mencionado como marca saudosa do país numa peça escrita por uma &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;ex-pat&lt;/span&gt; americana .&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em sequência quase imediata lembrei-me dos títulos de dois livros. Sempre Llums a Lisboa, um romance de uma catalã, de que conheço apenas o título e a cativante capa (que é a rua do, ai, aquela que sobe dali quem vem da baixa e sobe para o largo das belas artes, ai, aquela que é muito íngreme e passa um eléctrico - que indicação tão precisa, não é? Bom, já vejo). Acho piada à paixão irresistível, como uma atracção quase astronómica, que os catalães têm por Lisboa. Os catalães são como traças e Lisboa um candeeiro. Eles são como coelhinhos e Lisboa uma pick-up de máximos ligados. O que é simpático, porque gosto muito de catalães e acho que é mais ou menos como um bom gin, nunca se tem demais em casa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O título do outro livro é parecido e é quase uma expressão idiomática na minha vida: Era Lisboa e Chovia. O que eu invejo a simplicidade e elegância desta frase. O l&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;ittle black dress&lt;/span&gt; dos títulos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que me fez lembrar uma coisa que já pensei muitas vezes: do privilégio que é crescer rodeado de livros. A mera presença física de livros tem uma influência pervasiva numa pessoa, mais ou menos como amianto tipográfico que, por uma osmose simples e não rareficada, faz entrar coisas bonitas e interessantes na cabeça das pessoas. No mínimo, ao estar rodeado de livros pode ser-se absolutamente superficial e parecer muito informado, até erudito, mas sempre interessante. Os livros são um acessório que faz &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;pandan&lt;/span&gt; com tudo, sobretudo num país de comportamentos tão uniformes como Portugal, um país dominado por &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;best-sellers&lt;/span&gt; onde, a dada altura, ume percentagem considerável da população está seguramente a ler um dos livros do top 5. Estar perto de livros permite-nos pelo menos parecer bem e ter algum tema de conversa - mesmo que não se faça ideia que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar, se alguém encontrou o símbolo perdido, se Caim sempre matou Abel, o que é que ela fez no dia em que o esqueceu, ou seja lá o que for que o Rodrigues dos Santos escreveu desta vez.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E mesmo que não seja só para impressionar, deambular por uma estante de livros é uma das&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;flaneries&lt;/span&gt; mais engraçadas que se pode fazer. Naqueles ramos de lombadas encontra-se muitas vezes uma poesia involuntária criada pelo &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;pot-pourri&lt;/span&gt; de títulos, texturas e cores. Sobretudo em estado mais ou menos selvagem - livros aos molhos, aos baldes, à mão-cheia, às pilhas em escadas como nalguns alfarrabistas, ou escondidos em segunda fila numa estante, deitados por cima dos outros, ou ainda em carrinhos, como na foto (c&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;ourtesy de MB&lt;/span&gt;) - pode surgir uma espécie de saborosa sopa de letras: rumo ao farol o longo adeus à sombra das jovens em flor o vasto mar de sargaço a mais longa viagem cruzada sem cruz como um ladrão na noite. E isto sem os abrir e sem fazer ideia de quem os escreveu ou qual é a história que contam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque depois, quando se abre aquela porta... à frente de uma estante de livros, somos todos Alice naquele átrio ao fundo da toca do coelho, rodeada de portas e chaves e bolos mágicos. Algumas das pessoas que melhor conheci numa existiram fora do espaço entre capas e às vezes dou por mim a tentar lembrar-me de onde vi determinada coisa, e não foi, como pensava, a caminho do trabalho, mas no final do capítulo 17. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esta capacidade mágica que os livros têm de nos fazer perder no seu mundo foi a primeira indicação que tive de que os objectos podem ser mais do que aquilo que são, ou significar mais do que aquilo que indicam. Ou, dito de outra forma, que há portas em todo o lado. Os livros são portas, mas quem já ouviu um arquitecto falar incasavelmente sobre a importância de um arco ou um designer rodear, absorto, um candeeiro de cantos improváveis, ou um estudante de filosofia a fazer desenhos na areia para tentar perceber o pardoxo de Russell, sabe que pode haver portas em todo o lado. São infinitas as maneiras de ver o mundo, ainda que o mundo seja finito. E, para os dias de chuva que sempre parecem acontecer em Lisboa, haverá algo mais divertido do que isso?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-8113492703233031671?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/8113492703233031671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=8113492703233031671' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/8113492703233031671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/8113492703233031671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2009/12/diz-que-chove-sempre-em-lisboa.html' title='Diz que Chove Sempre em Lisboa'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/Sc_UoHidlZI/AAAAAAAAAJ4/hZA6_RuVocA/s72-c/19032009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-6485522476302326649</id><published>2009-12-12T11:09:00.000-08:00</published><updated>2009-12-12T12:22:19.209-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Há dias estive num lançamento que teve lugar algures entre 1945 e 1968.  Era o lançamento de um livro de gestão - de marketing, para ser mais precisa - por isso eu não ia propriamente à espera de Proust. Ainda assim fiquei algo sobressaltada ao ver a livraria cheia de "fatos" (embora nenhum fosse acima de Zara, e não garanto que debaixo de alguns não estivessem camisas de manga curta). A moda masculina é um mundo que não domino de todo, e tenho de admitir que compreendo perfeitamente os homens heterossexuais quando os meus amigos homossexuais me mostram duas camisas aparentemente exactamente iguais e me perguntam: "então, qual fica melhor?" Mas sei que, não podendo (geralmente) recorrer a sapatos, carteiras, pulseiras, anéis, brincos, clutches, botins, pregadeiras, chapéus, botas de salto, bóinas, ou pumps (isto tudo só para poder citar: "for God's sake, Patsy, even Amanda de bloody Cadenet could think of the word accessories"), deve ser inimaginavelmente mais difícil para os homens ficarem bonitos. Por isso mesmo, imagino que a escolha de camisas, gravatas e sapatos, para não falar do fato propriamente dito, seja determinante. O que torna ainda mais incompreensível a decisão consciente e deliberada de usar aquelas camisas brancas de... lycra, será?, sabem quais são, aquelas quasi-semi-transparentes com riscas tracejadas. Camisas do Lidl, chamemos-lhe. Sou fã da cadeia alemã, têm queijos e iogurtes e oh por amor de tudo o que é santo aproveitem agora para comprar os deliciosos doces de Natal que eles fazem - mas não comprem lá camisas. As pessoas que usam camisas do Lidl (ou do Continente, ou do Minipreço ou, o que neste contexto vai dar mais ou menos ao mesmo, da Zara) justificam-se normalmente citando a famosa história de Einstein só ter um modelo de roupa - tinha o armário cheio de um modelo da mesma roupa, para não perder tempo a decidir o que vestir. Faz sentido - para Einstein. Mas a não ser que a pessoa vá descobrir a Relatividade, não tem desculpa para vestir um fato de segunda.&lt;div&gt;Pela longa digressão pelo tema da moda masculina, os leitores deste site já terão ambos adivinhado que este lançamento (ah poir era, era o tema deste post!) não me deixou muito feliz. Voltemos à narrativa do mesmo:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por entre uma selva de terilene e poliéster, com um constante burburinho de "Oh sôtor, como está sotôr, oh meu amigo, como está meu caro" a entontecer-me os ouvidos, fui falar com o autor e o apresentador do livro. Ambos gestores de topo, responsáveis por centenas de postos de trabalho e milhões de euros de investimentos. O tempo destes homens vale muito dinheiro. E passaram cerca de 15 minutos desse valioso tempo a discutir como, quando e onde cada um se sentava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não era neurocirurgia. Não era Física Quântica. Nem sequer era calcular o PIB. Era só decidir quantas cadeiras teriam de ser retiradas, sendo que os apresentadores eram 4 e o número de cadeiras presentemente colocadas era de 7. I kid you not.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Após algum tempo de assistir à ponderação do problema, percebi que tinha simplificado a questão. Havia de facto 7 cadeiras, mas apenas 3 delas eram cadeirões (sofás, poltronas, maples, coisas almofadadas, vá), sendo as restantes cadeiras desdobráveis. A questão era, portanto, a quem se deveria dar a primazia de se sentar nas cadeiras mais confortáveis. E que dificuldades poderia isso levantas a nível da gestão de egos e da engenharia de hierarquias. Eles estava a ponto de abrir o excel para fazer um spreadsheet disto quando eu fiz uso dos anos e anos de National Geographic aos Domingos de manhã: detectei um ligeirissimo traço de medo/ fraqueza/ fragilidade da parte do autor e ataquei: "Como não há mais cadeirões, o X (o autor) vai ter de se sentar numa das desdobráveis, sim?" (Formular uma ordem como uma pergunta é uma arma de persuasão muito eficaz: exemplo, o caso de Aníbal quando disse aos seus soldados: "E se fossemos subindo para os elefantes,. ok? Assim podíamos, sei lá, atravessar os Alpes, não era?"). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Debateram a questão mais cinco minutos. Enquanto o faziam, eu própria debatia-me com a questão de tentar determinar quão difícil poderia ser, para dois MBAs, um deles de Harvard, dois profissionais com anos de experiência em várias empresas Forbes 500 (ou Forbes 1000, pelo menos), dois homens aparentemente capazes de navegar o feroz oceano da liderança de todo, quão difícil seria, pensava eu, para dois líderes de excelência como estes, simplesmente deixar a gravidade agir sobre os seus rabos? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Finalmente, sentaram-se. Lição de vida: a gravidade acaba sempre por ganhar. Não garanto que não tenha sido a Mae West a dizer isto. Ou foi o Larry Flint?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passado algum tempo tinhamos quatro gestores sentados, um público ansioso por ouví-los, um retroprojector a funcionar e só estavamos meia-hora atrasados. Ouro sobre azul.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A apresentação em si começou com o chorrilho de chavões que se espera de um gestor a fazer um discurso. Há alguns anos atrás, ainda os contava e organizava em categorias (chavões genéricos, como a repetição desnecessária da palavra "excelência", ou mais específicos, como o neo-anglicismo: "estratégia de visualizing", "competência de spotfinding", etc).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-6485522476302326649?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/6485522476302326649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=6485522476302326649' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/6485522476302326649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/6485522476302326649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2009/12/ha-dias-estive-num-lancamento-que-teve.html' title=''/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-8589873280072245377</id><published>2009-12-09T11:14:00.000-08:00</published><updated>2009-12-09T14:24:15.853-08:00</updated><title type='text'>Gripe Aaaargh</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SyAEbybou3I/AAAAAAAAAMA/ladXrq-_5m0/s1600-h/woman_screaming1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 297px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SyAEbybou3I/AAAAAAAAAMA/ladXrq-_5m0/s320/woman_screaming1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413331627540003698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;T menos 72 horas.&lt;div&gt;Sábado, 5 de Dezembro, 13:45, Monte Estoril, café: Peço um café e uma fatia de tarte de lima. A minha mãe, contrariando um hábito de 50 anos, pede um chá. Pergunto se se sente bem e ela responde que tem estado um pouco agoniada, facto que atribui a uma açorda de marisco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;21:00, em casa: recebo um telefonema da minha mãe a dizer que teve febre, foi à CUF e a mandaram fazer o teste da gripe A. Esta informação é FYI only.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;T menos 24 horas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Segunda-feira, 7 de Dezembro, 20:00, em casa: ao contrário de todas as previsões, de ausência de febre, dores musculares, alucinações psicadélicas ou qualquer outro sintoma que não seja uma ligeira indisposição potencialmente atribuível a uma açorda, confirma-se o diagnóstico da minha mãe: é gripe A. Receitam Tamaflu, antibióticos e repouso. E avisar as pessoas com quem tem estado em contacto frequente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ground Zero.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Terça-feira, 8 de Dezembro, 13:15, centro de atendimento permanente da CUF. Entro na sala de espera. Vários rostos meio-tapados por máscaras viram-se na minha direcção. Refilo "oh por amor de deus" um décibel mais alto que o necessário e falo com a recepcionista. Segue transcrição aproximada do diálogo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Boa tarde, queria fazer o teste da gripe A".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"O teste tem de ser prescrito por um médico".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Ah, é que a minha mãe foi diagnosticada com a gripe ontem e como tenho estado em contacto com ela achei melhor fazer o teste."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Hoje só temos um médico de serviço, isto está um bocadinho demorado."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho pensamentos pouco caridosos acerca da pessoa de José de Mello e pergunto:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Mas posso marcar uma consulta, ou esperar?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"É por ordem de chegada e estão, ora deixa cá ver, um dois, três... sete pessoas à frente. Quer fazer a inscrição?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Sim, se faz favor."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Silêncio embaraçoso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"E onde está a paciente?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Sou eu."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Ah, pensei que era para a sua mãe."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Volto a insultar a memória de José de Mello, deixo os meus dados e vou sentar-me o mais longe possível dos mascarados. Que, de qualquer maneira, estão a olhar fixamente para um ecrã gigante que só transmite a SIC Notícias. Sem som.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;13:30: Ponho os phones, ligo o walkman na Europa-Lisboa e saco da Vanity Fair. Já a li, mas guardei a peça sobre o Avedon e a década de 60 para um dia de chuva. Este é o dia de chuva.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;13:45: Noto, com uma ponta de inquietação, que ainda não foi chamada uma única pessoa. Começo a fazer um cálculo aproximado do tempo que pode demorar e uma lista de sítios por perto aonde posso ir para matar tempo. Há um único sítio, e a grande atracção é ter uma loja de crocs e outra da Occitane en Provence. Pouco apelativo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;13:55: O artigo sobre Avedon refere um fotógrafo alemão que o influenciou, um tal August Sander. Faltam 3 páginas do artigo. Lembro-me que o meu telemóvel tem acesso à net e faço uma pesquisa por imagens de August Sander. Pelo que consigo ver em dimensões microscópicas, parece interessante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;14:30: Passa um rapaz de braço ao peito. Está naquela fase da puberdade em que ainda faz coisas de criança, como chorar baixinho por se ter magoado. Sinto uma pena tremenda do rapazinho que possivelmente acabou de partir o braço. O pai anda à volta dele, a pegar no casaco e a voltar a pousá-lo, claramente à procura de alguma coisa que fazer para ajudar o filho. É uma cena comovente.  Por volta das 15:40 esta família vai voltar a passar pela sala de espera, altura em que a minha compaixão se terá transformado num desejo irreprimível de partir um braço a cada restante membro da família.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;14:35: O artigo do Avedon chega ao fim. Re-folheio o resto da revista. Este mês era particularmente boa e não me sobra nada para ler, a não ser as peças sobre compras, jóias, perfumes, sapatos, trinkets, etc, destinadas a ser precisamente folheadas e não lidas. Volto a perguntar a mim mesma se aqueles chocolates em forma de cães poderão ser encomendados desde os EUA, se terão retrievers de pêlo raso, e se valerão os US$ 28,00. Depois aplico mais ou menos as mesmas perguntas à coluna em forma de balão da Sony. Fantasiar com uma nova aparelhagem ocupa-me os restantes minutos das 14:00.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;15:00: Também trouxe um livro, ou o que é que acham? Começo a ler. Cada frase tem de ser lida e relida devido a uma séria dificuldade em concentrar-me.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;15:20: Reparo que algumas pessoas vão sendo chamadas e pergunto-me se será coincidência ou paranóia ou apenas uma distorção auditiva que todas tenham nomes muito, muito parecidos com o meu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;15:40: Ocorre-me que o teste da gripe A não é coberto pelo meu seguro e vou ter de pagar mais ou menos o equivalente a 15 maços de cigarros. Começo a ponderar opções potenciais: o centro de saúde está fechado, e de qualquer maneira o tempo de espera lá é o dobro. E esse é o tempo de espera para se poder ficar à espera: vai-se de manhã, espera-se para tirar uma senha, volta-se à tarde, espera-se para ver o médico. Às vezes acabam as senhas. Invejo Cuba.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;15:45: A minha criança interior ameaça atirar-se ao chão interior e fazer uma birra interior por estar à seca há tanto tempo. Levanto-me e vou até à recepção. O recepcionista diz que tenho duas pessoas à frente. A criança interior acalma-se.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;16:15: Sou chamada. Entro num cubículo onde me espera uma médica muito, muito queque. E que parece um bocadinho, mas só um bocadinho, a rainha Sofia. Explico-lhe a situação, fazendo algumas pausas para me lembrar da situação, porque duas horas de espera transformaram-me o cérebro em gelatina. A médica usa mais interjeições ("ufff", "aiii", "oh, isso então...") do que substantivos ou verbos. É uma comunicação algo truncada e temos um momento um pouco irmão Marx quando ela me pede que me deite na marquise quando o que quer dizer é que quer que me sente na marquise. "Ponha-se aí" tem a sua ambiguidade, concordarão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;16:25: A médica sabe duas coisas: 1), que o pin da Borboletas na Barriga que eu tenho ao peito é muito querido; 2) que eu devo fazer o teste da gripe A e não devo ir trabalhar até ter os resultados. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;16:27: Levam-me para uma sala de espera, vazia, para esperar pela técnica que me virá fazer o teste. A enfermeira que me conduz até à sala dá-me uma máscara. Não a visto. A enfermeira aconselha-me a vestí-la. Segue uma transcrição aproximada do diálogo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Mas estou sozinha aqui na sala." (pergunto-me a mim mesma: estarei? será que esta sala está cheia de fantasmas e é normalmente usada para testar capacidades mediúnicas?)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Sim, mas é por causa dos profissionais de saúde."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Então, quando eles (eles?) entrarem, ponho a máscara."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixo cair a máscara para trás da marquise assim que a enfermeira sai. Aconchego-me na mesma (marquise, não enfermeira) a ler o resto do livro que comecei na outra sala de espera.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;16:47: Chega a técnica. Espeta-me um pauzinho, estilo lápis de manicure, nas amígdalas. Espeta outro pauzinho na minha narina direita, o que de faz imensas cócegas. Não consigo parar de rir enquanto agradeço à técnica e ela me informa que os resultados devem chegar no dia seguinte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;16:57: Depois de perguntar a alguns profissionais de saúde transeuntes se preciso de voltar a falar com a médica, se tenho de entregar alguns papéis a alguém ou se me posso ir embora (enquanto a minha criança interior me acusa de ser má mãe), volto ao cubículo da médica. Ela receita-me paracetamol e anti-inflamatórios (para fins lúdicos, aparentemente) e garante-me que já teve pacientes com tantas dores musculares que tinham de tomar "imensos" analgésicos. Assalta-me a suspeita de que a médica está na verdade a falar ao telefone, por auricular, e que nada do que disse até agora era de facto dirigido a mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;16:58: a médica pergunta quando é que chegam os resultados. A cortina está meio aberta e entretanto aproxima-se do cubículo um outro profissional de saúde transeunte. Segue-se uma bizarra coreografia de mal-entendidos e quase-entendidos, que tentarei reproduzir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Médica - Quando é que tem os resultados?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu - A técnica disse que chegavam amanhã.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Profissional de Saúde Transeunte - O quê, amanhã?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu - Sim, foi o que me pareceu que disse a sua colega.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Médica - Pareceu? Mas então não lhe perguntou?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu - Sim, ela disse...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Profissional, etc - Mas está mal, olhe que isto demora entre 24 e 48 horas, não é assim, não sei quem é que lhe disse isso mas...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Médica - Mas afinal o que é que se passa? Mas afinal quanto tempo é que leva? Mas final quem é que fez o teste?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Profissional, etc - Não deviam dizer às pessoas que é 24 horas quando pode demorar mais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu - Se calhar eu é que ouvi mal...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Médica - Mas ouviu mal?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Profissional - Afinal, quando é que chegam os resultados do seu teste?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por volta desta altura começo a balbuciar coisas sem nexo num tom ligeiramente agressivo, como uma testemunha incompetente num drama de tribunal de segunda categoria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;17:00 (aproximadamente): Saio do cubículo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;17:01: Pago na recepção e confirmo se têm o meu telemóvel para me ligarem com os resultados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;17:05: O recepcionista acaba de imprimir e carimbar todas as vias de todos os recibos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Epílogo:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não tenho gripe A. A minha mãe está melhor. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-8589873280072245377?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/8589873280072245377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=8589873280072245377' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/8589873280072245377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/8589873280072245377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2009/12/gripe-aaaargh.html' title='Gripe Aaaargh'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SyAEbybou3I/AAAAAAAAAMA/ladXrq-_5m0/s72-c/woman_screaming1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-576629327012257807</id><published>2009-11-30T14:32:00.000-08:00</published><updated>2009-11-30T14:56:37.818-08:00</updated><title type='text'>Referendum my shiny culturally sensitive ass</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SxRNgmK36pI/AAAAAAAAAL4/T7vCdDWyGrk/s1600/Milka-Cow-25254.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 293px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SxRNgmK36pI/AAAAAAAAAL4/T7vCdDWyGrk/s320/Milka-Cow-25254.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410034274776115858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hoje de manhã ouvi uma notícia sobre minaretes.&lt;div&gt;Fiquei radiante. Sabem há quanto tempo, oh ambos os leitores deste blogue, é que espero por uma manchete, um &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;soundbite,&lt;/span&gt; uma frasesinha de abertura de noticiário que contenha a palavra "minarete"? A brejeirice, como a flora intestinal, é muitas vezes descuidada, mas é igualmente indispensável para o bem-estar e a circulação geral das coisas. Ao ouvir a palavra "minarete" na rádio, tive a mesma sensação que tenho quando vejo benecol nas prateleiras do supermercado: bom, aqui estiquei-me um bocado na metáfora, mas vá, fiquei contente e a segunda-feira de ponte chuvosa  ficou um bocadinho mais soalheira ao pensar na quantidade de brejeirices que ia poder dizer ao longo do dia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Infelizmente, a notícia era bem mais nauseabunda do que imaginava, e não daquela forma agradável que algumas piadas de revista têm de quase nos fazer perder o almoço. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parece que os suíços, esse povo reservado, neutro e sem exército, conhecido mais pela sua banca discreta, as suas vacas púrpuras e os seus relógios descartáveis, têm um lado menos agradável. Não é que dois partidos de extrema-direita suíços propuseram levar a referendo público a proposta de proibir a construção de minaretes em mesquitas, na Suíça?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se isto fosse uma revista, como ainda esperei que fosse - e que a exímia jornalista estivesse só a fazer um &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;set-up &lt;/span&gt;particularmente longo para um &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;punch-line&lt;/span&gt; um pouco obtuso - agora começava a tocar a banda e o cómico saía do palco a dançar, ou então desatava tudo a cantar o fado. Mas não era revista, era realidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não é o que referendo foi para a frente?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E não é que os suíços - e sim, posso generalizar, porque foram 57%, contem-nos, cinquenta a sete por cento, deles - votaram pela proibição dos minaretes?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, admito que aqui ainda ouvi um vago eco da Marina Mota a gritar, naquele s&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;tage whisper&lt;/span&gt; que ela tem que se ouve do Parque Mayer ao Campo Pequeno: "Pois, quem se lixa são as suíças!", seguido de um figurante de - sim, claro - suiças a dizer algo como "quais, estas?", mas não chegou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah proibir a (caramba, isto não está fácil, mas é o verbo certo!) erecção de partes de edifícios de culto, é? Ah negar a liberdade de culto? Ah descriminar contra uma minoria religiosa? Ele é isso? Ah, tá bem, tá bonito. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como não sei o suficiente sobre a Suíça para os insultar de forma simultaneamente divertida e instrutiva, passei à segunda parte da questão: mas agora um referendo é a casa da mãe Joana? Entra lá quem quer, é? Referenda-se tudo? A consulta popular não é um &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;quizz&lt;/span&gt; do Facebook, minha gente!  Isto não é o levanta-a-mão-se-preferes-pepsi, meus amigos. Como é que é sequer constitucional levar-se a referendo uma sugestão que é essencialmente anti-democrática? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se calhar estamos mesmo numa revista e eu é que estou distraída. Espero que sim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, pela enésima vez nos últimos oito anos, dei graças a Alah por não ser muçulmana. E pedi-Lhe desculpa por qualquer coisinha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-576629327012257807?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/576629327012257807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=576629327012257807' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/576629327012257807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/576629327012257807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2009/11/referndum-my-shiny-culturally-sensitive.html' title='Referendum my shiny culturally sensitive ass'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SxRNgmK36pI/AAAAAAAAAL4/T7vCdDWyGrk/s72-c/Milka-Cow-25254.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-125365138103312847</id><published>2009-10-26T02:45:00.000-07:00</published><updated>2009-10-26T03:29:35.439-07:00</updated><title type='text'>Uma Aventura no Ministério</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SuV5X4AJpEI/AAAAAAAAALw/HMC71G-A-Qk/s1600-h/image.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396853179550377026" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 152px; CURSOR: hand; HEIGHT: 227px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SuV5X4AJpEI/AAAAAAAAALw/HMC71G-A-Qk/s320/image.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A Isabel Alçada é ministra da educação, já viram? Estou chocada - e não só por ser das primeiras vezes que ouço o nome da Isabel Alçada sem ser precedido das palavras «de Ana Maria Magalhães e...». Não estão cheios de vontade agora de ter a Alice Vieira como ministra da cultura? E o Vasco Granja como ministro do trabalho e da solidariedade social? E o Quino como ministro da economia? E a Enyd Blyton como ministra do ambiente e do ordenamento do terrítório?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É a vantagem de se ter sido puto em meados dos anos 80 em Portugal, havia destes anacronismos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-125365138103312847?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/125365138103312847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=125365138103312847' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/125365138103312847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/125365138103312847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2009/10/uma-aventura-no-ministerio.html' title='Uma Aventura no Ministério'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SuV5X4AJpEI/AAAAAAAAALw/HMC71G-A-Qk/s72-c/image.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-4144728368912175511</id><published>2009-10-22T08:12:00.000-07:00</published><updated>2009-10-22T08:25:13.724-07:00</updated><title type='text'>A Superação do Almoço pela Análise Lógica do que Diz a Senhora do Lado</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SuB5GwAg58I/AAAAAAAAALo/u6m_phFV_AU/s1600-h/singing_in_the_rain.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395445510463088578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 258px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SuB5GwAg58I/AAAAAAAAALo/u6m_phFV_AU/s320/singing_in_the_rain.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Num opúsculo chamado &lt;em&gt;A Superação da Filosofia pela Análise Lógica da Linguagem&lt;/em&gt;, Gottlob Frege postula que toda a Filosofia, sobretudo a Ontologia, não passa de uma falácia lógica baseada numa substantização indevida de elementos essencialmente linguísticos. Dito de outra forma: a Ontologia está toda mal porque pensa que há coisas que não há. Segundo Frege, a Ontologia assenta toda ela no conceito de Ser, conceito esse que, não correspondendo a nada de verdadeiro e exeistente, não pode ser base de ciência alguma. A Filosofia, diz ele, basicamente, mais valia estar a estudar unicórnios ou o sexo dos anjos, em termos de resultados cientificamente viáveis e/ou práticos. Um exemplo que Frege dá da incorrecção do conceito de «ser»: quando se diz «está a chover», ninguém se lembra de perguntar «quem» ou «o que» é que está a chover. O estudo da ontologia é mais ou menos como fazer essa pergunta: presumir a existência de algo quando ela não... existe. Pois. A Ontologia, a sério, é uma tripe. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ora, hoje ao almoço a senhora que estava sentada ao meu lado, que não era de Ontologia, acho que é da tesouraria, mesmo, refutou Frege e toda a escola da Filosofia Analítica de um só golpe. Ela disse:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;«Hoje o tempo vai chover.»&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E embrulha!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-4144728368912175511?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/4144728368912175511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=4144728368912175511' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/4144728368912175511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/4144728368912175511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2009/10/superacao-do-almoco-pela-analise-logica.html' title='A Superação do Almoço pela Análise Lógica do que Diz a Senhora do Lado'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SuB5GwAg58I/AAAAAAAAALo/u6m_phFV_AU/s72-c/singing_in_the_rain.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-3073474496010620568</id><published>2009-07-30T04:26:00.001-07:00</published><updated>2009-07-30T04:51:45.649-07:00</updated><title type='text'>Tive Dois Anos para Deixar Crescer Garras, Mãe: Encarnado-Selva!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SnGIv6t9HLI/AAAAAAAAALg/3IstAxm3zPU/s1600-h/jungle_red.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364218987972205746" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SnGIv6t9HLI/AAAAAAAAALg/3IstAxm3zPU/s320/jungle_red.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SnGIfmIh4HI/AAAAAAAAALY/Bf36xvdfr0w/s1600-h/jungle_red.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu fí-lo, finalmente fí-lo! Que se lixe a modéstia e a discrição que se vá pôr num porco: pintei as unhas de encarnado! E não é um encarnado qualquer - um encarnado maçã-da-Bela-Adormecida, encarnado-Capuchinho-Vermelho, encarnado-ressaca-anos-80!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não é que eu seja uma pessoa muito dada ao recato e ao pastel em geral. Antes pelo contrário. Desde que comecei a pintar as unhas (uma aventura recente) que me tenho deleitado com cores como o rosa-choque, o verde-pinheiro, o azul-elétrico, e o amarelo-Calipo já está na wish-list. Mas o encarnado era uma ponte longe demais. Porquê?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A explicação é simples e previsível: um trauma de infância. Quando eu e as minhas primas tinhamos aquela idade em que usavamos ganchos com brilhantes, ouvíamos Ministars (não se riam, seus bandalhos, vocês também ouviam!) e eramos capazes de nos vestir inteiramente de uma só cor (incluindo leggins de Inverno, aqueles de lã mais densos e grossos que um pudim, usados com botas - botins!), aquela idade mágica e quase proustiana em que o&lt;em&gt; pandan&lt;/em&gt; nunca é demais e &lt;em&gt;glitter&lt;/em&gt; nunca enjoa -- nessa idade, dizia, eu e as minhas primas tinhamos verniz. Não lembro como nem porquê, mas lembro-me que quase todas as crianças portuguesas da minha idade tinham acesso a coisas que hoje seriam consideradas inapropriadas ou até mesmo tóxicas, como tintas para os cabelos (das bonecas), vernizes e perfumes e batons (para nós, feitos clarmente de plástico radiocativo), pulseiras que pelavam e gomas de cores que indicavam claramente que estavamos a comer corante com açucar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sentadas à mesa da cozinha, eu e as minhas primas estavamos cuidadosamente a aplicar a 20ª camada de verniz quando a minha Tia Alice gritou, para choque e consternação de todas: «Mas vocês estão parvas? Que pirosas, parecem umas sopeiras! Já a tirar isso». &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ficamos demasiado atordoadas para sequer pensar em nos queixarmos. Na altura, embora isso fosse falado pelos crescidos da família e proximidades afectivas, não sabíamos que:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;a) A Tia Alice se auto-medicava.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;b) A Tia Alice bebia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;c) a) e b) concidiam frequentemente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;d) Uma mulher de quarenta anos que prefira estar com crianças quando há adultos por perto não é de confiança para muitas coisas, incluindo conselhos de moda.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;e)Uma mulher adulta que tire algum prazer em questionar o &lt;em&gt;fashion sense&lt;/em&gt; de crianças de 8 anos pode apresentar perturbações psiquiátricas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;f)A Tia Alice era uma cabra.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Alguns dos comentários de a) a f) foram expandidos e reiterados pelas nossas mães e amigas, quando nos viram a entrar na sala, mudas que nem ratos e de mãos vermelhas de tanto esfregar (e já não encarnadas de tanto verniz). Ainda nos tentaram convencer a não ser parvas e não ligar (porque é que as crianças passam a vida a ser admoestadas para não serem parvas? São crianças, não são ministros nem CEOs, podem ser parvas à vontade!), mas a verdade é que, nos 25 anos que se seguiram, continuei a não ser capaz de pintar as unhas de encarnado - embora tenha feito muitas outras coisas pindéricas e sopeirentas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas hoje, aha!, acabou-se a tirania mental! Tome lá esta, Tia Alice, misture no seu martini e embrulhe!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-3073474496010620568?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/3073474496010620568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=3073474496010620568' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/3073474496010620568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/3073474496010620568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2009/07/tive-dois-anos-para-deixar-crescer.html' title='Tive Dois Anos para Deixar Crescer Garras, Mãe: Encarnado-Selva!'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SnGIv6t9HLI/AAAAAAAAALg/3IstAxm3zPU/s72-c/jungle_red.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-3557345976472083651</id><published>2009-07-24T02:48:00.000-07:00</published><updated>2009-07-24T02:50:52.059-07:00</updated><title type='text'>Felicidades!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SmmD8mWIR0I/AAAAAAAAALQ/gscVc9tlLK4/s1600-h/cassata-italienne20071023.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361961908470040386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 238px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SmmD8mWIR0I/AAAAAAAAALQ/gscVc9tlLK4/s320/cassata-italienne20071023.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Minha querida Kassata, muitos p.'s pelo bolinho que tens no forno! Vai ser o doce mais doce...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-3557345976472083651?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/3557345976472083651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=3557345976472083651' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/3557345976472083651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/3557345976472083651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2009/07/felicidades.html' title='Felicidades!'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SmmD8mWIR0I/AAAAAAAAALQ/gscVc9tlLK4/s72-c/cassata-italienne20071023.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-579643255129865170</id><published>2009-07-21T14:43:00.000-07:00</published><updated>2009-07-21T15:07:47.263-07:00</updated><title type='text'>Mas qual?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SmY69SbU55I/AAAAAAAAALI/QxMlBirEYT8/s1600-h/ma2.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SmY62qVlhcI/AAAAAAAAALA/eZdf04yslZw/s1600-h/6a00d8341c683453ef00e54f611a8c8833-800wi.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 225px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SmY62qVlhcI/AAAAAAAAALA/eZdf04yslZw/s320/6a00d8341c683453ef00e54f611a8c8833-800wi.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361037117183329730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Uma pergunta que assola frequentemente a mulher de hoje, nos seus raros momentos de descanso, é: “Como posso ser mais regular?”.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;Depois, quando a mulher moderna já comeu fibras de manhã durante 14 dias e tem mais tempo para pensar, pergunta-se não poucas vezes: “Se eu tivera sido uma diva, que diva tivera eu sido?”. Uma que conjuga verbos correctamente? Não sei. Mas, para descobrir, basta fazer o teste que tão gentilmente lhe ofereço, a si, mulher ou homem moderna:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Quando vai até à varanda:&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;a)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Fuma um Vogue Slim, contempla languidamente o Central Park e pensa que pedaço de património da cidade vai salvar a seguir.&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;b)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Dirige-se à multidão embevecida que a espera com cartazes de louvor e gritos de admiração, mostra as jóias, faz gestos bem ensaiados e pede-lhe para não chorarem por si porque a verdade é que você nunca os deixou.&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;c)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Dirige-se à multidão enraivecida que leva a cabeça dos seus guardas em espigões e clama pelo seu sangue, e desarma-os momentaneamente com um gesto de inaudita elegância, antes de fugir pela vida.&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;d)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Acena ao longe, sorri, recebe os bouquets de rosas e prepara-se para as perguntas dos jornalistas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O maior insulto da sua vida foi quando:&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;a)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mataram o Bobby.&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;b)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Você confessou àquele almirante inglês que ficara chocada quando um atrevido na multidão lhe chamou “puta” (a si, não ao almirante) e ele respondeu: “mas é natural, minha senhora, eu há anos que não ponho os pés num navio e as pessoas ainda me chamam almirante.”&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;c)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Já perdeu a conta, mas a falta de empatia pela morte do Delfim foi marcante.&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;d)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Aquela ovação condescendente no último recital.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O seu maior embaraço ou trauma de família é:&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;a)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O pai, que caiu de bêbedo antes do seu casamento e nem a levou ao altar.&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;b)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Quem não tem família não tem embaraços. A minha família é o meu marido e o meu trabalho.&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;c)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A mãe, que nunca está satisfeita consigo.&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;d)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A mãe, que a tenta explorar desalmadamente e diz a quem quiser ouvir que você é uma ingrata.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Não sai de casa, nem sequer da cama, sem:&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;a)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Pérolas, três fiadas.&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;b)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Pérolas, ouro, prata, platina, chumbo, safiras, rubis, esmeraldas, casquinha, diamantes e o que mais couber.&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;c)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Pérolas, no cabelo, claro.&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;d)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Pérolas, uma fiada, e um anel do tamanho da cara.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O amor da sua vida é:&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;a)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Os filhos e os amigos.&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;b)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O meu marido.&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;c)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;The one that got away.&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;d)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O amante que a abandonou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O seu maior medo é:&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;a)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Oh, a mim há muito tempo que me tiraram o medo!&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;b)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A solidão, nem que seja por um segundo.&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;c)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Falhar, desiludir aqueles que acreditaram em mim.&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;d)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Falhar, desiludir-me a mim mesma.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O seu trabalho é:&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;a)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A sua vida, no sentido em que a sua profissão é ser quem é.&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;b)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Fazer tudo o que puder pelos outros, pelo meu marido, por um bem maior, pela minha causa, e nunca parar nem desistir.&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;c)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Muito complicado, vago, abrangente e não sei muito bem em que consiste.&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;d)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Um dom e uma maldição, que traz prazer aos outros e a mim, só alivio quando não falho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;  &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;No instante antes de morrer, pensa:&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;a)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Só mais um dia.&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;b)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Só mais uma vida inteira.&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;c)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Só mais um minuto.&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;d)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Nem mais um minuto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Arrepende-se de:&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;a)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Nada. No fim, tudo acabou por ser necessário. Não podemos separar o bem do mal, e talvez nem tenhamos de o fazer.&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;b)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Não ter feito mais, não ter trabalhado mais, não ter amado mais.&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;c)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Nada. Fiz tudo o que podia quando o podia fazer, e sempre com a melhor das intenções. Para ter uma vida diferente, teria de ter sido outra pessoa.&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span lang="PT"  style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;d)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Em um só momento da vida, não ter dado tudo por tudo. Mas não sei em que momento o devia ter feito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Faça lá a sua introspecçãozinha (agora com as fibras todas que tem comido até deve ser mais fácil) e responda. A solução vem no próximo post.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-579643255129865170?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/579643255129865170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=579643255129865170' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/579643255129865170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/579643255129865170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2009/07/mas-qual.html' title='Mas qual?'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SmY62qVlhcI/AAAAAAAAALA/eZdf04yslZw/s72-c/6a00d8341c683453ef00e54f611a8c8833-800wi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-4533339750575204559</id><published>2009-07-03T15:34:00.000-07:00</published><updated>2009-07-03T16:01:01.037-07:00</updated><title type='text'>Noçãolos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/Sk6No72YVZI/AAAAAAAAAKo/VBd5RbOHvjk/s1600-h/158med.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/Sk6No72YVZI/AAAAAAAAAKo/VBd5RbOHvjk/s320/158med.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354372741390161298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estou sem palavras.&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Sprachlos&lt;/span&gt;, até diria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para os um leitor deste blogue que não saiba, tenho andado a dar no alemão. Já há algum tempo, na verdade, mas ultimamente tem-se tornado mais grave. Saco revistas de moda alemãs de há dois anos do &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;mull&lt;/span&gt; (caixote de lixo) da biblioteca -- o que sempre dá jeito para saber o que se vai usar em Lisboa daqui a dois anos --, levanto discos em alemão da mediateca (recomendo vivamente esta pequena Carla Bruni/Rommy Schnider &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;wanabee&lt;/span&gt;, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=z3gWmMJ5cO4"&gt;Anette Louisan&lt;/a&gt;), estou ler, muito &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;langsam &lt;/span&gt;(devagar) um romance juvenil alemão e a fazer um curso intensivo de um mês antes de começar o próximo ano lectivo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Intensivo. Isso devia ter-me posto de sobreaviso. Intensivo foi o que os alemães fizeram a Londres durante a &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Blietzkrieg&lt;/span&gt; (em português, dar cabo do canastro com bombas) e aos judeus da Europa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas nada me preparou para o que experienciei na aula de hoje. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Hn6xpeuNyr4"&gt;Isto&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, a ideia preconceituosa que as pessoas têm dos alemães é redutora: eficientes, frios, sistemáticos, organizados. E sim, deve ser difícil pertencer a um país cuja imediata associação é com o genocídio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas isto... O que se pode dizer de um país onde há uma CANÇÃO que ajuda a DECORAR as conjugações dos VERBOS IRREGULARES?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ocorreu-me - no sentido em que passou em rodapé na minha mente a cada interminável segundo da canção - uma única palavra, do nosso rico e não-declinado português:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;FO-DA-SE!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E acreditem que ISTO, ouvido numa sala rodeada de portugueses a tentar desesperadamente não corar, não olhar uns para os outros e não rir, parece interminável.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E agora -- isto tem um lado &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;The Ring&lt;/span&gt; -- tendo ouvido isto, caros leitores deste blogue, tentem lá não ficar a cantarolar verbos irregulares na terceira pessoa do singular do presente, pretérito e perfeito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É, não é? Ah, pois é.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-4533339750575204559?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/4533339750575204559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=4533339750575204559' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/4533339750575204559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/4533339750575204559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2009/07/nocaolos.html' title='Noçãolos'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/Sk6No72YVZI/AAAAAAAAAKo/VBd5RbOHvjk/s72-c/158med.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-7144951647157232193</id><published>2009-07-01T14:21:00.000-07:00</published><updated>2009-07-01T14:49:52.218-07:00</updated><title type='text'>Medmoiselle!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SkvZ8fyZ-0I/AAAAAAAAAKg/jmDjsnSFCqA/s1600-h/tullie_hse_isabella_blow_roses_pic008_392x470.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 267px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SkvZ8fyZ-0I/AAAAAAAAAKg/jmDjsnSFCqA/s320/tullie_hse_isabella_blow_roses_pic008_392x470.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353612215408261954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, aconteceu.&lt;div&gt;Eu sabia que este dia ia chegar, mas nada me preparou para isto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Está uma pessoa tranquilamente a comprar tabaco. Pede uma pessoa para trocar dinheiro para a máquina de tabaco. Aproxima-se uma pessoa de trocos na mão da máquina de tabaco. Vê uma pessoa duas crianças de fato e gravata (sabe a pessoa que são crianças porque as mangas dos fatos dão-lhes até às falanges e têm as gravatas enfiadas dentro das camisas. E usam os óculos de sol como bandeletes o que, a sério, faz a pessoa pensar onde irá parar esta juventude).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ouve a pessoa:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Olha lá, deixa passar a senhora".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A SE-NHO-RA!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se a pessoa estivesse vestida com as calças de ganga de domingo, que a pessoa já tem desde antes da queda do Muro de Berlim, e com a t-shirt de sábado (que tem mais manchas que o Muro de Berlim), e a carregar sacos de compras, vá, ainda se compreendia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas vindo a pessoa fresquíssima e arranjadíssima de uma reunião (de trabalho, não dos AA), com um impecável vestido &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;vintage&lt;/span&gt; (passe o oxímoro) e umas encantadoras melissas, pergunto:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A pessoa merece isto?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A pessoa não merece isto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tive de fazer um esforço considerável (nada recomendável, na minha idade) para não gritar que senhora devia ser a puta da mãe dele. Se não fosse pelo medo de ouvir algum comentário acerca das flutuações de humor típicas da menopausa, tinha desatado a chorar no ombro da colega com quem estava a tomar café. Tal como não sabe que as gravatas são para usar por cima, e não por dentro, das camisas, e os óculos para usar nos olhos e não no cabelo, esta criançada não distingue idades a partir dos 25 e aglomera-as todas na abrangente categoria de pessoas que não têm o cartão jovem (será que ainda há cartão jovem? Os jovens ainda usam cartão? Ainda se diz jovens?)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que vale é que o &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;New York Times&lt;/span&gt;, essa senhora ainda mais provecta na idade do que eu, me preparou para o inevitável com &lt;a href="http://www.nytimes.com/2009/06/25/fashion/25IRONY.html?_r=1&amp;amp;emc=eta1"&gt;este delicioso artigo&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;*suspiro* Pois é. Está na altura de me juntar à tribo das Coco Chanéis, das Mrs. Havisham, das Isabella Bowes (que era uma falsa velha, ou velha mais em espírito) e das Wally Simpsons-Windsors do mundo. Na verdade, uma das minhas ambições na vida sempre foi a de ser uma velha excêntrica. Imaginei algo como ir comprar o jornal de papagaio ao ombro, fazer-me de surda para turistas que me pedissem indicações, ensinar os netos a fazer cocktails, congestionar as ruas tentando ler cartazes de concertos a partir do meio do passeio e depois pedir aos transeuntes mais stressados que me explicassem como se pronuncia "ticketline", desenhar grafittis ordinários nos albuns de família, rir-me das conversas de desconhecidos em cafés e dizer num &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;stage whisper&lt;/span&gt; "ora agora!" (por acaso isso já faço). Ou filiar-me no Bloco de Esquerda, não sei algo que me fizesse parecer alienada mas não o suficiente para ser internada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas pensei que tinha mais tempo (&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;famous last words)&lt;/span&gt;. Não sabia que era para já, que ia ter de começar a ser uma velha excêntrica quando ainda sou mais nova que a Wally era quando fisgou o Duque de Windsor!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;*suspiro redobrado*. Bem, acho que vou seguir a sugestão do &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Times&lt;/span&gt;. Vou vasculhar as minhas gavetas de roupa interior para encontrar umas meias que sirvam de acessórios para o cabelo, comprar umas camisetas às riscas para usar debaixo de camisas de flanela atadas num nó à cintura e caçar umas aves para usar penas como f&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;ashion statements&lt;/span&gt;. E comprar uns quilos de maquilhagem berrante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para Senhora, Senhora e Meia! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;PS - E não precisei de ir à Universidade da Terceira Idade para finalmente aprender a inserir &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;links&lt;/span&gt; neste maldito blogger!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-7144951647157232193?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/7144951647157232193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=7144951647157232193' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/7144951647157232193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/7144951647157232193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2009/07/medmoiselle.html' title='Medmoiselle!'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SkvZ8fyZ-0I/AAAAAAAAAKg/jmDjsnSFCqA/s72-c/tullie_hse_isabella_blow_roses_pic008_392x470.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-6751246331857173492</id><published>2009-06-22T12:18:00.000-07:00</published><updated>2009-06-22T13:13:34.610-07:00</updated><title type='text'>Mais Marley, menos Prozac</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/Sj_l4dDJRAI/AAAAAAAAAKY/K6U9rQ7kGr8/s1600-h/200242509-001.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 318px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/Sj_l4dDJRAI/AAAAAAAAAKY/K6U9rQ7kGr8/s320/200242509-001.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350247640372691970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para assinalar a catrefada de tempo que eu deixei passar sem escrever neste blogue, vou ser extemporânea.&lt;div&gt;Há dias vi o filme &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Marley e Eu&lt;/span&gt; (não, não foi em DVD, foi mesmo em cinema; vão ao dicionário ver "extemporânea"). Gosto muito do Owen Wilson, não suporto a Jennifer Aniston, mas adoro cães. A última vez que tinha visto a Jeniffer Aniston foi numa repetição do &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Friends&lt;/span&gt;, que não consigo achar piada nem fazendo-me cócegas com uma pena. Mas a última vez que vi o Owen Wilson antes do &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Marley&lt;/span&gt; foi no brilhante&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt; Darjeeling Express&lt;/span&gt;, cheio de ligaduras, pensos e conflitos interiores muito bem expressos num u&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;nderstatemen&lt;/span&gt;t de representação mais que louvável. E antes disso, numas fotos desfocadas do senhor a sair do hospital depois de uma tentativa de suicídio (ou, como os agentes de imprensa lhe chamam, "acidentes com gás num fogão eléctrico" ou "desventuras a fazer a barba nos pulsos"). O que serviu bastante para pôr o filme em contexto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As coisas nem sempre parecem o que são e raramente são o que parecem. A imagem certa no contexto certo com a intenção certa pode ter um resultado tão trágico e infeliz como um soufflé que se deixou cozer demais. A comédia nem sempre tem os resultados cómicos desejados. O Will. E Coyote de certeza que acreditava, com todo o coração, que se pisasse aquele X no chão ou pusesse a pata na catapulta, não lhe acontecia nada, tal como não acontecera ao pápa-léguas segundos antes. Mas é preciso ter um coração de pedra para ver aquele focinho a descair sob a sombra da bigorna prestes a cair-lhe em cima e não ficar um pouco comovido. Um palhaço numa festa de anos de crianças é uma coisa muito divertida, até que reconhecemos o palhaço como o nosso orientador de tese de mestrado e nos lembramos que ele costumava ter as mãos a tremer quando dava aulas antes das 10 da manhã.  (Não, isto não é baseado num caso real... acho eu.) Isto para dizer que &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Marley e Eu &lt;/span&gt;é um dos filmes mais trágicos que já vi. Tão trágico que nem sequer chorei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez seja por causa do ar ainda totalmente despido de esperança no sentido da vida de Owen Wilson (ele às vezes tem ares da Vivien Leigh depois do &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Eléctrico Chamado Desejo. &lt;/span&gt;Passei grande parte do filme à espera que ele dissesse que sempre dependeu da bondade dos estranhos). Talvez seja por a Jeniffer Aniston manter, durante uma hora e meia, uma expressão mais cansada que um soldado americano a fazer a enésima ronda pelo mercado ao ar livre de Bagdade. Talvez seja por o cão morrer no fim e eu no fundo ser uma criança que nunca percebeu muito bem a necessidade narrativa de os cães morrerem no fim. Mas oh céus, que filme tão triste.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Owen Wilson é John Grogan um jornalista admitidamente medíocre que arranja um emprego a escrever crónicas sobre a vida local (um trabalho que ele despreza mas ainda assim considera acima das suas capacidades). É casado com uma mulher que o suporta menos mal e faz um suspiro profundo antes de lhe dizer seja o que for, incluindo "bom dia", e que é claramente mais dotada profissionalmente do que ele, mas que deixa de trabalhar assim que nasce o primeiro filho -- e ela não se importa nada com isso, a sério, é melhor assim, deixa estar ("suspiro"). O melhor -- e, ao que parece, único -- amigo é um repórter correspondente que passa metade do tempo em viagem e a outra metade a engatar raparigas bonitas, tonificadas e dispostas a tudo, e ainda arranja tempo para tomar café com ele e perguntar: "conta-me lá outra vez como é bom estar casado?". Os vizinhos, só os conhece quando um deles é assaltado à porta de casa e isso faz com que se decidam mudar para uma zona ainda mais queque, cara e isolada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por isso, ele compra um cão. A razão oficial do cão é servir de "treino" para terem filhos. Mas, para quem sabe encontrar subtextos e tem alguma formação em psicanálise e/ou mitologia grega, o cão é uma compensação para um complexo de Peter Pan mal resolvido, um cheirinho de hedonismo pagão numa vida apertada em constrições cristãs, um pouco de &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;eros&lt;/span&gt; numa existência completamente afogada em &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;tanathos&lt;/span&gt;. Prova conclusiva disso? O cão caga onde quer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho admitir que sou uma d&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;og person&lt;/span&gt;. Adoro cães. São fofos, leais, amantíssimos, engraçados, fofos, companheiros, honestos, fofos e atentos protectores. Mas como boa inimiga da ma fé, procuro sempre os potenciais motivos ocultos das coisas, e tenho de admitir: os cães são a perfeita compensação dos espíritos selvagens restritos pelas circunstâncias. A Emily Dickinson tinha um cão. A Elizabeth Barrett  Browning tinha um cão, cuja biografia foi escrita por Virginia Woolf, que também tinha um cão. A Emily Bronte tinha um cão. A Margarida Rebelo Pinto, por exemplo, não tem cães. Estão a ver onde quero chegar?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que é que se faz com os cães? Passear e brincar. As duas actividades mais sãs e mais ansiadas pelo ser humano. Só que, ao contrário dos seus amigos bípedes, os cães estão-se, muitas vezes literalmente, a cagar: rosnam a quem não gostam, lambem as mãos a quem gostam, cheiram, pisam, esfregam-se e comem o que bem lhes apetece (quando o conseguem apanhar), correm atrás do que querem, saltam para onde querem, e raramente andam em linha recta. A natureza, dizia Hundertwasser, não tem linhas rectas. O coração humano tão-pouco, mas muitas vezes vivemos vidas desenhadas à régua.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ok, antes que eu comece a falar como um instrutor de Ioga; estava a tentar ilustrar o papel do Marley na vida daquele jornalista frustrado, marido mal-amado, pai pouco capaz e escritor só por acidente famoso, John Grogan. Um dos fios narrativos do filme é (haha, trocadilho) a trela do cão. O Marley, como sabem todos aqueles que se dão ao trabalho de ler subtítulos, é o pior cão do mundo. Porta-se - de todas as maneiras possíveis - mal. Por isso, anda sempre de trela (vão passear para uma praia de cães mas se um cão se portar mal na praia é expulso dela) -- que passa grande parte do filme a partir para correr atrás desse Algo eternamente transcendente, efémero e simbólico (ou de um gato). Num momento perto do fim, Marley e o dono estão na praia. Estão a dias de mudar para outra cidade, onde o dono vai começar um novo trabalho (presumivelmente uma promoção, para a qual ele não se sente nem preparado, nem motivado, nem qualificado), levando consigo uma mulher algo reticente ("suspiro. Bom, queres mesmo este emprego, não é?") e uns filhos que estão entre o hiperactivo e o desordeiro. Num acto de transferência que faria com que Freud se engasgasse na bebida ou começasse a tossir insistentemente e a bater com a caneta no bloco de notas, o jornalista decide: &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;what the hell&lt;/span&gt;. Este cão andou de trela a vida toda, preso enquanto via todos os outros a brincar e a correr. Ele merece um momento de liberdade. E solta o cão. Que, numa sequência mediocremente musicada, corre pela praia, saltita ao redor de outros cães, abana-se freneticamente... e depois, prontamente, caga à beira-mar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais tarde, não se percebe se como consequência directa disto ou não, eles mandam abater o cão. A devota esposa, que foi dona do cão desde antes de ser mãe, fica em casa porque tem mais que fazer. Os miúdos, que têm um pai depressivo, uma mãe passiva-agressiva e vivem numa quinta isolada onde neva durante 9 meses por ano, têm inveja do cão ( e, um dia, virão a entrar pelo liceu adentro com caçadeiras, estou convencida). O homem vai despedir-se do seu fiel amigo e chora compungentemente ao testemunhar esta castração simbólica ritual. Depois escreve um livro que é publicado em toda a galáxia e o leva a ganhar biliões de carcanhol. O fim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sabem aquela cena de cinema quando o público não gosta de um filme e começa a atirar pipocas para o ecrã? Pois é. Eu fiquei com vontade atirar Prozac para o ecrã.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E chamam a isto comédia? Por favor. Para a próxima já sei: quando me quiser rir, vou ver o &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;E Tudo o Vento Levou&lt;/span&gt; ou uma daquelas &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;sitcoms&lt;/span&gt; do Bergman!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-6751246331857173492?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/6751246331857173492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=6751246331857173492' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/6751246331857173492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/6751246331857173492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2009/06/mais-marley-menos-prozac.html' title='Mais Marley, menos Prozac'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/Sj_l4dDJRAI/AAAAAAAAAKY/K6U9rQ7kGr8/s72-c/200242509-001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-3748730861749100797</id><published>2009-06-01T13:30:00.000-07:00</published><updated>2009-06-01T14:03:50.624-07:00</updated><title type='text'>Laisse Tomber les Filles (cele-la au moins)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SiRCJMsYjDI/AAAAAAAAAKQ/Pw8ebmfQ2n0/s1600-h/article-0-04F8EE4E000005DC-427_224x600.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 119px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SiRCJMsYjDI/AAAAAAAAAKQ/Pw8ebmfQ2n0/s320/article-0-04F8EE4E000005DC-427_224x600.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342467783761890354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Oh, Lindsay.&lt;div&gt;Lindsay, Lindsay, Lindsay, Lindsay, Lindsay.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Linds.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;*suspiro*&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então não se estava mesmo a ver, rapariga? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma DJ? A sério? Oh filha, isso via-se logo que ia acabar mal. Que a miúda só te ia dar baile. Que tu ias cair naquelas cantigas todas. Que seriam feitos um monte de trocadilhos foleiros - e isto só em português, nem imagino em outras línguas!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se tens de começar a tua vid lésbica semi-out com um estereótipo gay, porque não uma tenista? Como a Dana, do L Word, que bem que ela ficava com a Alice, lembras-te? Se te lembras, há-des contar-me como é que foi que elas acabaram porque uma amiga gravou-me os DVDs mas havia uma data de episódios que estavam todos pixelizado e passei daquela altura em que a Dana e a Alice estavam a dançar um slow no Planet (e a Kit estava a voltar para a Tina, e a Jenny estava beber lexívia e a Shane estava fazer beicinho e a Helena estava pagar bebidas e sapatos Prada a toda a gente a Kit estava a dizer "Oh, sugar, don't do that, honey, please baby" a alguém, mas isso podia ser qualquer temporada) para aquela altura em que a Dana está a sair de casa da Alice e deixa-a em lágrimas (ooooh!) e entra no carro daquela sonsinha da ex-namorada. Mais um estereótipo gay, não é, Linds? Mas isso estás tu a aprender agora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seja como for, uma tenista ao menos tinha o corpinho tonificado. E dava-te bola. Pronto, acabaram-se os trocadilhos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Linds, Linds, Linds. A tua mamã não te ensinou nada, para além de mostrar mais decote, tomar anfetaminas para conseguires ir à escola e fazer uma data de filmes da Disney e pôr sempre o pezinho para a frente para ficares melhor de perfil nas fotografias porque mesmo sem comer durante dias uma mulher pode sempre ficar a parecer gorda? Esta mãe tão extremosa que está agora a chular a tua maninha para viver desde que tu, sua filha ingrata, deixaste de render? Esta mãe que te passou pérolas como "a partir dos 30 a tua carreira acaba", "o teu pai deixou-nos porque tu és gorda e preguiçosa" e "eu dei-te cama e comida durante 3 anos, agora faz pela vida", não te ensinou a avaliar o carácter das pessoas? Parece mentira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha querida (palmadinha na almofada para sinalizar "anda cá, senta aqui que vou contar-te uma coisa"), é verdade que a Samantha era um achado. Aquilo do cabelo oxigenado era um bocado camião-retro demais, mas a cena dos chapéus (fedoras!) tinha o seu estilo e a miúda tinha um certo charme. E aposto que tinha umas playlists bem boas, e se há uma coisa que as DJs percebem é de ritmo, o que é sempre bom. Mas, linda-fofa, tens de perceber que uma DJ que passa a vida na noite, a ser galada por tudo o que mexe, não é propriamente, digamos, relationship material. Por muito que tu andasses entre a Fshion Week de Nova Iorque e a pré-saison da Riviera para ir fazer de arm-candy enquanto a menina punha música, nunca ias ser o suficiente para ela. Não perceber, Lindsay? Uma DJ está sempre a ouvir a música seguinte e nunca a que está a tocar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bem. Isto foi mesmo zen. Mas o que eu te quero dizer, Linds, é que tu foste a mulher que crashou o site da New Yorker com a tua """homenagem""" à Marilyn Monroe. És uma bad girl. Uma hot girl. Uma, sob muitos aspectos, pita, com a vida toda pela frente. E as pessoas de pele clara e sardas envelhecem super bem. Não precisas disto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não precisas de andar a fazer comentários foleiros no Facebook. Não precisas de ir tooodas as noites a casa da Sam tocar à porta e ficar a discutir aos berros até amanhecer, até a gaja arranjar uma ordem judicial que te proíbe de te aproximares dela. Não precisas de ser barrada - a sério, barrada! - de uma festa em que ela está a pôr música. Tu és a Li-Lo! Tu não tens de ser uma bunny boiler.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;OK, admito que a faceta de perseguidora psicótica te fica encantadora, mas tens a sorte de quase tudo te ficar bem. Não sei, amor. Fica em casa a ver imensos episódios da Oprah. Ouve Gloria Gaynor, Whitney Houston, Céline Dion, KD Lang (oooh, não, too close!, nada muito butch nos primeiros tempos), The Man That Got Away pela Judy Garland. Vê imenso Sexo e a Cidade e o E Tudo o Vento Levou. Passa a cena final vezes e vezes sem conta até os vizinhos chamarem a polícia porque já não te podem ouvir sussurrar: "But I must think about it, I'll go crazy if I don't". Compra roupa foleira (ok, esse passo parece que já estás a dar).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, mais importante que tudo: come litros de doces e hidratos de carbono. Sandes de tudo e mais alguma coisa, com muita manteiga, e baldes de gelado. A sério, miúda. Acredita em mim: mais Lindsay é melhor Lindsay.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E (isto perde um bocado em tradução): muita força.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Outra música gira para ouvires, a versão inglesa do título deste post, pela April March: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;www.youtube.com/watch?v=7NDsbEiCxXw&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-3748730861749100797?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/3748730861749100797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=3748730861749100797' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/3748730861749100797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/3748730861749100797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2009/06/laisse-tomber-les-filles-cele-la-au.html' title='Laisse Tomber les Filles (cele-la au moins)'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SiRCJMsYjDI/AAAAAAAAAKQ/Pw8ebmfQ2n0/s72-c/article-0-04F8EE4E000005DC-427_224x600.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-7743816054837965268</id><published>2009-04-15T13:00:00.000-07:00</published><updated>2009-04-15T13:59:10.108-07:00</updated><title type='text'>Para os Lombares</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SeZKmU_BvTI/AAAAAAAAAKI/JBVtwi44WyE/s1600-h/lrg-2-PilatesBallMassager.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 311px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SeZKmU_BvTI/AAAAAAAAAKI/JBVtwi44WyE/s320/lrg-2-PilatesBallMassager.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325025631740738866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há duas coisas que eu sempre quis encontrar na vida e que nunca consegui: um bom corte de cabelo e uma boa aula de ginástica. Já lá estive perto, já encontrei cortes e aulas satisfatórios, divertidos, engraçados, mas bons, daqueles que se sabe que é para o resto da vida... não. Isto é, até agora.&lt;div&gt;A frustração capilar é capaz de se dever a um mero problema de comunicação. Se eu digo a um cabeleireiro, "quero uma coisa assim tipo Meg Ryan", fazem-me um corte à Figo; se digo "um assim do género da Amália", fazem-me um corte à Pauleta; se digo "escadeado, tipo Jennifer Aniston", fazem-me um corte à Beckham (David, não Victoria); e se digo que quero "curtinho, como a mulher do Beckham", fico a parecer o João Pinto. Pode ser alguma dívida kármica que eu tenha com o mundo do futebol, não sei, mas sai sempre um bocadinho ao lado da baliza, o corte de cabelo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora, a ginástica... Acho que encontrei A aula.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para perceberem bem o sucedido, oh ambos os leitores deste blogue, há que saber algo acerca de mim que é um pouco vergonhoso: eu sou O target publicitário. Eu compro qualquer balde de merda que tenha uma boa estratégia de marketing por trás (incluindo, por exemplo, usar a expressão "balde de merda" mais vezes do que seria necessário só porque aparecia naquela canção giríssima dos Ena Pá sobre um urso de pelúcia). Isso não é nada de mais, dirão ambos os leitores deste blogue. Toda a gente é mais ou menos receptiva às suegstões do marketing, dirá um; pois é, dirá o outro. Mas o meu defeito é apaixonar-me por campanhas de marketing mesmo sabendo que o produto é uma merda. Outro exemplo típico: se eu na altura tivesse &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;disposable incom&lt;/span&gt;e, em vez de só uma semanada, teria gasto tudo em quantidades loucas de WC Pato, só porque amava de morte o anúncio com o patinho. Aliás, não era tanto o anúncio em si ser giro, ou o patinho ser fofo, mas só o facto de haver um PATO num ANÚNCIO. Parecia um admirável mundo novo. Aquilo deliciava-me.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um efeito mais ou menos semelhante foi surtido (sim, sei que não há passiva deste verbo) quando alguém me disse que o Pilates tinha sido inventado na Alemanha após a Grande Guerra para ajudar à recuperação dos soldados feridos. Céus , o que me foram dizer. Em uns meros cinco segundos, o seguinte filme passou-me pela cabeça:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Karl Wilhelm Philip Heinrich Von Turm und Pilates nasceu em Viena em 1890, oriundo de uma família aristocrática com fortes tradições militares. Os pais eram de um pendor artístico e bastante liberais. Por exemplo, não eram nada anti-semitas, ao ponto de serem considerados, em alguns círculos sociais, uns desmancha-prazeres. Na verdade, o pai de Willi (como era chamado) tinha ficado revoltado com o caso Dreyfuss, e tinha chegado a escrever uma carta de protesto formal ao seu oficial comandante em defesa do Col. Dreyfuss, exigindo que o império Austro-Húngaro anexasse a França, ou pelo menos deixasse de beber vinho francês. A mãe de Willi disse-lhe para deixar de ser parvo e deixar a carta em paz que eles tinham uma recepção às oito e tinham de se vestir e que se despachasse mas era. O pai de Willi disse que estava bem, mas que então ia chamar Alfred ao próximo filho que tivessem (Fred, o irmão mais novo de Willi, que veio a ser um notório artista de cabaret com o n&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;om de guerre&lt;/span&gt; "Mathilde").&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Willi foi educado nas melhores academias militares (vão ao google ou ao wikipedia ver quais eram que eu não estou para tanto) e, quando estalou a Grande Guerra, foi dos primeiros a pôr os pés na Flandres. Motivava-o o mais puro e refinado sentido de dever (convém lembrar que o Dever era o MDMA do início do século) e uma vaga sensação de que alguém, de preferência alguém de inclinações imperiais, que soubesse tocar bem piano e tivesse lido Goethe e Kant de trás para a frente, pusesse "ordem neste chavascal" que era a Europa. É claro que o inferno das trincheiras transformou este jovem idealista numa sombra do que outrora fora. Ao testemunhar a humanidade no seu pior e mais vil, percebeu quão determinantes eram as condições materiais na formação do espírito, deu razão a Hegel em geral e a Schoppenhauer em particular, e fez de tudo, incluindo coisas que nunca se adequariam a qualquer formulação do imperativo categórico, para sobreviver e voltar a casa - a Viena, esse bastião da cultura e da civilização. Uns meses antes do armistício, o seu regimento foi bombardeado com gás mostarda na terra-de-ninguém. Willi e outro oficial foram os únicos sobreviventes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No hospital, disseram-lhe que os efeitos daquele gás ainda não eram totalmente conhecidos e que se preparasse para não voltar a ter a mesma vida activa de antes. Nunca poderia voltar a andar de cavalo a trote nem a jogar gamão de forma entusiastica. Mas, pelo menos, estava são; o outro oficial do regimento passaria o resto da vida num asilo de loucos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Regressou a Viena poucas semanas após o armistício e não reconheceu o mundo que o esperava e pelo qual tinha lutado. A cidade parecia-lhe repleta de sombras violentas que vagueavam pelas ruas sem destino. Willi passava os dias no quartel, a ler, evitando os outros oficias. Por vezes, ia com alguns amigos civis correr os cabarets e as tabernas da cidade. Uma vez, já muito bebido, caiu numa sarjeta e não se conseguia levantar. Pareceu-lhe que nunca tinha saído das malditas trincheiras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Antes da guerra, tinha estado noivo de uma rapariga encantadora: Clara, uma rapariga de uma família da alta burguesia, bastante endinheirada, cujo espírito era em absoluto o de um artista. Como a sua homónima, tocava e compunha para piano, amava o bailado e o teatro, e acreditava que só através da expressão artística o espírito humano podia aspirar ascender aos planos mais elevados. Willi amava Clara de todo o coração, mas tinha deixado de lhe escrever pouco tempo após o início da guerra. Agora, justificava o seu afastamento da mulher amada dizendo que não a queria prender a um compromisso com um homem desfeito; a verdadeira razão, contudo, era outra. Willi não conseguia admitir a Clara que tinha deixado de acreditar que o espírito humano se pudesse elevar a um plano superiores - apenas era capaz de decaír a níveis cada vez mais baixos de bestialidade. As trincheiras, para ele, tinham destruído a possibilidade da arte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, como um pequeno Werther sartreiano, não conseguia obrigar-se a terminar formalmente o seu noivado. E Clara também nunca o tinha voltado a contactar. A família, que se mantinha em contacto com a dela, insinuava-lhe por vezes que ela estava pacientemente à espera dele. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um dia, o silêncio formal rompeu-se: Willi recebeu um convite para o baile de aniversário de casamento dos pais de Clara. Pareceu-lhe uma ironia da mais cruel: um baile? Ele, um deficiente, um doente pulmonar, que mal era capaz de subir um lance de escadas sem tossir como um tuberculoso, num baile cheio de jovens a vibrar de vitalidade e força? Talvez a ver Clara a dançar com um deles -- o novo noivo, o marido?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nessa noite, Willi foi ver uma actuação do irmão. Mathilde queria falar com ele e pediu-lhe que fosse ao seu camarim depois do espectáculo. Num cubículo na cave, cheio de boas e sapatos Schiaparelli, Mathilde ralhou-lhe como só um irmão sabe: que não o compreendia, que se sentia orfã de irmão, que não o queria ver a desistir da vida, quando tantos jovens austríacos tinham morrido naquele lamaçal do inferno e ele, ele podia ainda caminhar por Viena de braço dado com a sua amada. Bastava querer. "Sabs, &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;mein scahtz&lt;/span&gt;, ", disse, passando-lhe a mão pelo cabelo, "não é tão difícil como parece. É só deixar acontecer".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mathilde saiu para receber uns admiradores e Willi ficou sentado no camarim, cabisbaixo, com um corpete elástico de Mathilde na mão. Suspirou. Fechou os olhos. Respirou fundo. Sentiu o ar a encher-lhe os pulmões feridos. Era como se fosse a primeira vez que respirava fundo desde 1914. Extasiado, esticou o corpete com ambas as mãos e expirou. Sentia-se renascido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos dias seguintes, recuperou uns apontamentos de anatomia e física que tinha do liceu e mergulhou na leitura, uma vez mais. Improvisou exercícios com alguns elásticos e pesos rudimentares. Sentia-se vivo e cheio de energia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passadas algumas semanas, os pais de Clara celebravam o seu aniversário de casamento com um baile. Clara estava ao seu lado a receber os convidados, à porta. Lentamente, um vulto aproximou-se, de longe. Era um oficial. Subiu as escadas pausadamente, degrau a degrau, e chegou ao topo da longa escadaria sem arquejar, com uma respiração perfeita e fluída. Clara caminhou suavamente até ele e disse:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Willi. Eu sabia que vinhas"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estão a ver? Se calhar não foi nada assim, mas só a ideia...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seja como for, são uns exercícios muito fixes e sabe maravilhas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-7743816054837965268?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/7743816054837965268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=7743816054837965268' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/7743816054837965268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/7743816054837965268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2009/04/para-os-lombares.html' title='Para os Lombares'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SeZKmU_BvTI/AAAAAAAAAKI/JBVtwi44WyE/s72-c/lrg-2-PilatesBallMassager.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-8415169310085226581</id><published>2009-04-10T15:57:00.000-07:00</published><updated>2009-04-10T15:59:38.429-07:00</updated><title type='text'>Vigília Pascal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/Sd_PLgvCq9I/AAAAAAAAAKA/UV9z1vUWozI/s1600-h/Cam000091.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/Sd_PLgvCq9I/AAAAAAAAAKA/UV9z1vUWozI/s320/Cam000091.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323201081247968210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Buda ensinou que as posses humanas são efémeras.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, mas as necessidades humanas são, para além de efémeras, ridículas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sei que há uma piada latente nesta imagem, mas não consigo chegar até ela. Sugiram, oh ambos os leitores deste blogue!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-8415169310085226581?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/8415169310085226581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=8415169310085226581' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/8415169310085226581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/8415169310085226581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2009/04/vigilia-pascal.html' title='Vigília Pascal'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/Sd_PLgvCq9I/AAAAAAAAAKA/UV9z1vUWozI/s72-c/Cam000091.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-10201519359405998</id><published>2009-03-03T12:54:00.000-08:00</published><updated>2009-03-03T13:01:49.162-08:00</updated><title type='text'>Stalag</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/Sa2arBycibI/AAAAAAAAAJw/GikVhE5YJS8/s1600-h/images.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 103px; height: 114px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/Sa2arBycibI/AAAAAAAAAJw/GikVhE5YJS8/s320/images.jpeg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309069599744756146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No meu ginásio, somos medidas, pesadas e analisam-nos a massa corporal todos os meses.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; Depois, fazem uma média de pontos por matéria gorda, quilos e centímetros perdidos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As que têm mis de 20 pontos ganham uma maçã encarnada, as que têm mais de 15 ganham uma azul, as que têm mais de 10 ganham uma amarela, as que têm mais de 5 ganham uma azul, e as que têm até cinco ganham uma verde. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de cada análise, os resultados são anunciados à turma toda com uma salva de palmas e cola-se as maçãs num placard.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"O que é que acontece às meninas que não ganham pontos?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nunca mais as voltamos a ver.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-10201519359405998?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/10201519359405998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=10201519359405998' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/10201519359405998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/10201519359405998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2009/03/stalag.html' title='Stalag'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/Sa2arBycibI/AAAAAAAAAJw/GikVhE5YJS8/s72-c/images.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-2413702769200147664</id><published>2009-03-03T12:44:00.001-08:00</published><updated>2009-03-03T12:53:59.777-08:00</updated><title type='text'>Socialismo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/Sa2Y3Q_8acI/AAAAAAAAAJo/ht2YtLk8uUU/s1600-h/karl-marx354x440.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 258px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/Sa2Y3Q_8acI/AAAAAAAAAJo/ht2YtLk8uUU/s320/karl-marx354x440.gif" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309067610963077570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(Interior, fim de tarde, o meu ginásio. Equipamentos de exercício sob uma luz suave. Música electrónica por toda a sala. Um grupo de mulheres faz treino aeróbico e musculação. Uma delas, MARIA, uma rapariga pálida de olhos azuis, que eu pensava que era de Leste, mostrando assim não ser completamente despovida de preconceitos raciais, olha distraidamente para o lado enquanto exercita os bíceps. A INSTRUTORA, aquela que é muito simpática e queque, e nos pergunta sempre o que fizemos no fim-de-semana e se temos visto alguns filmes giros, repreende-a:)&lt;div&gt;INSTRUTORA: Maria! A'tão, tá a pensar em quê? Concentre-se, vá força nas máquinas!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;MARIA: Tava a pensar na Ilene.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;INSTRUTORA: Ela está no Brasil, não é?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;MARIA: Não, já voltou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;MULHER A FAZER AGACHAMENTOS: Ela veio na semana passada aos abdominais, não foi?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;MARIA: E eu vi-a ontem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;INSTRUTORO: Ontem? Ontem foi Domingo, querida!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;MARIA: Eu sei. Chamei uma manicure lá a casa e veio ela. Fez uma pedicure à minha mãe e depois arranjou-me as unhas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Desce cortina)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-2413702769200147664?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/2413702769200147664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=2413702769200147664' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/2413702769200147664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/2413702769200147664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2009/03/socialismo.html' title='Socialismo'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/Sa2Y3Q_8acI/AAAAAAAAAJo/ht2YtLk8uUU/s72-c/karl-marx354x440.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-5900848180536977047</id><published>2009-02-25T13:06:00.000-08:00</published><updated>2009-02-26T07:05:05.304-08:00</updated><title type='text'>Bill and Steve, not Adam and Eve</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SaavlnrdQrI/AAAAAAAAAJg/YL7pAoBguvc/s1600-h/harveymilk460.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307122271743984306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 209px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SaavlnrdQrI/AAAAAAAAAJg/YL7pAoBguvc/s320/harveymilk460.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Isto porque: estava há tempos a discutir - não era bem uma discussão, era um animado câmbio de pontos de vista concordantes; estava a concordar com veemência, pronto - com um amigo acerca do ultrajante peso da direita católica na oposição ao casamento gay, e lembrei-me deste anti-slogan, cujo sentido é mais ou menos este: o que é preciso, em qualquer tempo mas sobretudo neste de crise, é empreendedorismo sem qualquer interferência na vida privada dos cidadãos, num estado que garanta a todos plenos direitos. E mais uma data de coisas foram ditas, mas, para parafrasear e ao mesmo tempo pedir desculpa a Martin Lutrher King, estou farta de lutar por algo que me pertence por direito, por isso não vou falar do casamento gay nem de todas as coisas brilhantes que eu e este meu amigo dissemos a respeito. Fica só o slogan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que vem a propósito de, também: uma instância de como às vezes temos de lutar por aquilo que nos pertence por direito, ou, dito de outra forma, há cada vez mais gente com uma grande lata. Há dias fui com a minha mãe à Perfumes e Companhia porque queria comprar um esfoliante da Clinique. Estou a citar as marcas todas na esperança de as envergonhar um bocadinho. A menina que lá trabalhava explicou-me como tratar das minhas necessidades básicas de hidratação (o que dava uma belíssima fala para um filme porno, mas não foi o caso) e depois incitou-me, incentivou-me, evangelizou-me a usar um determinado hidratante. Quando peguei no frasco do mesmo, ela suspirou e disse: "Pronto. E agora, os olhos?" Por momentos pensei que fosse uma referência edipiana obscura, por isso perguntei qualquer coisa como "quais olhos?". Os meus, explicou ela, o que é que eu fazia por eles? Enchê-los de boa televisão, bom cinema e literatura, aparentemente, não chega. Havia que cuidar do chamado "contorno dos olhos" (cuidar do contorno do olho também era uma boa fala para um filme porno). Disse-lhe educadamente que não queria mais creme, obrigada. Estava a conter-me, na verdade, porque sou da opinião que a imposição de cosméticos, com base na infusão de uma profunda insegurança, ao sexo feminino, através dos media e da publiciudade, &lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: italic"&gt;en masse&lt;/span&gt;, é um dos motores da economia mundial, e que nunca haverá uma verdadeira crise financeira enquanto as mulheres, que ainda ganham, em média, menos que o homens, gastarem grande parte do seu rendimento em cremes manufacturados para melhorar defeitos imaginários em partes do corpo anatomicamente irrelevantes, a não ser que se esteja sob a luz crua dos holofotes de um &lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: italic"&gt;cover shoot &lt;/span&gt;da &lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: italic"&gt;Vogue,&lt;/span&gt; o&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: italic"&gt; &lt;/span&gt;que, admitamos, acontece a poucas de nós. Para não usar todos estes advérbios com a menina, que me parecia algo impaciente, fui só repetindo um educado "ah não, deixe lá estar", o que pareceu enfurecê-la ainda mais. A sua insistência foi fazendo um &lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: italic"&gt;crescendo&lt;/span&gt; digno de Brahms, até culminar num arrasador: "é que se não fizer nada, daqui a uns anos está como ela", apontando para a minha mãe. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ora, a minha mãe é uma aficcionada de programas de vida selvagem, e tem um conhecimento enciclopédico de formas de matar, esfolar, mutilar, devorar, encastrar, estropiar, caçar e em geral causar o fim da vida por predação. E também o sabe aplicar à vida mais selvagem que ocorre fora das savanas, oceanos e florestas. Mas neste momento preferiu usar a estratégia consagrada por alguns predadores mais selectivos: fingir que não ouviu. Eu, que ainda não "acabei como ela", fui menos esperta, e ouvi.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Admito-o: não sei muito de marketing e desconheço se a eficácia da fórmula "insulte a mãe do cliente" tem mesmo contrapartidas comerciais eficazes. Estou a lembrar-me, por exemplo, da famosa campanha "beba Coca-Cola, seu filho da puta", e da sua rival, "a puta da tua mãe bebe Coca-Cola; pede Pepsi". E quem não se lembra do nosso nostálgico: "tal como a tua mãe roda lá pela rua, a pasta medicinal Couto anda na boca de toda a gente". Mas não sei, comigo não resultou. Saí e levei só o esfoliante original, o que já foi uma vitória parcial para a sociedade patriarcal. Mas fiquei a pensar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A lata em geral não devia prescrever. Lembrei-me, nas horas e dias imediatamente a seguir, de inúmeras respostas satíricas e devastadoras. Serei privada da satisfação que me dariam só por o&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: italic"&gt; timing&lt;/span&gt; não estar do meu lado? Devia-me ser permitido, por exemplo, seguir esta menina na rua e lançar-lhe farpas em resposta à pergunta que me fez, começando pelo mais pobre "e a alternativa é acabar como a menina, com os olhos maquilhados como se fosse um guaxinim?" e indo até ao sofisticado, se bem que hermético, "sabe qual é a vitória de uma gata em telhado de zinco quente?" (que ficaria bem seguido de um belo &lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: italic"&gt;bitch-slap&lt;/span&gt;).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Enfim, isto para dizer que o senhor da fotografia é o Harvey Milk, não o Zero Mostel, e que às vezes é difícil manter a boa disposição quando se está a lutar por algo que nos pertence por direito.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-5900848180536977047?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/5900848180536977047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=5900848180536977047' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/5900848180536977047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/5900848180536977047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2009/02/bill-and-steve-not-adam-and-eve.html' title='Bill and Steve, not Adam and Eve'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SaavlnrdQrI/AAAAAAAAAJg/YL7pAoBguvc/s72-c/harveymilk460.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-3240932984342511490</id><published>2009-02-18T12:42:00.000-08:00</published><updated>2009-02-18T13:23:34.879-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SZx8PpC3EFI/AAAAAAAAAJY/2cTJ-sSZET4/s1600-h/PierreEtGilles-1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 209px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SZx8PpC3EFI/AAAAAAAAAJY/2cTJ-sSZET4/s320/PierreEtGilles-1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304251069293334610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Diz que há um bispo. Ou entidade eclesiástica de destaque. Foi aos media ou assim. Não sei, ouvi no carro (foi no rádio, não tinha um bispo no carro) e era de manhã e depois tive imenso trabalho. Normalmente, vocês sabem, oh 3 leitores, que eu até gosto de apresentar os factos todos, mas não me obriguem a ir verificar&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt; ipsis verbis &lt;/span&gt;o que ele disse. O que foi reportado foi que o Bispo ou assim disse, anunciou, &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;ex catedra&lt;/span&gt; e publicamente, bem alto e para quem quiser ouvir, que a homossexualidade não é normal.&lt;div&gt;E pimba. Eu sabia, eu sabia! Ainda não vi o &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Dúvida&lt;/span&gt; - por falar em qual, acho que Hollywood anda a espiar as minhas fantasias secretas, porque puseram finalmente a Meryll Streep a fazer de freira má; se um dia fizerem um &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;remake&lt;/span&gt; do &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;8 Mulheres&lt;/span&gt; com a Lindsay Lohan e a Deborah Cristal, fica confirmada a teoria - bom, ainda não vi o &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Dúvida&lt;/span&gt;, mas há tempos que suspeitava do seguinte: aquilo do Concílio Vaticano II era verniz que ia estalar. Ah, pois é, bebé. Ou pensavas o quê? Ecumenismo, ecumenismo, há muitas moradas na casa do meu Pai (vá lá, leiam a Bíblia!) e isso tudo, mas a Salvação é a Salvação, a Danação é a Danação, Pecado é Pecado e Igreja é Igreja. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Primeiro, foram aqueles Padres da congregação não-sei-de-quê que negaram o Holocausto. Depois, foi um outro Padre (cujo sobrenome - juro, que nesse dia estava a ouvir o rádio com atenção - é Abramovich! &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Oy Vey&lt;/span&gt;!) que tentou desculpar os revisionistas anti-semitas dizendo que aquelas câmaras não eram bem de gás, eram mais de banho e desinfecção, e que também ninguém ligava tanto ao Holocausto se não fosse pelo facto de os judeus mais ou menos assim como que controlarem os média mundiais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois foi o meu até-então-bem-querido-e-fumador-em-série Catedral Patriarca a dizer que o casamento de cristãs com muçulmanos era "um monte de sarilhos". Tem piada, mas não tem, porque na semana a seguir a revista &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Sábado&lt;/span&gt; publicou uma """""reportagem"""" (o excesso de aspas é para denotar que questiono a seriedade da mesma, duh!) sobre os horrores que certas pobres cristãs tinham sofrido às mãos dos maridos muçulmanos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E antes disso tinha sido esta reportagem muito gira que li no &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;NY Times&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color: rgb(51, 51, 51);   font-family:'Trebuchet MS';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;www.nytimes.com/2009/01/11/magazine/11punk-t.html?_r=1&amp;amp;emc=eta1&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sobre neo-calvinismo. Apetece-me escrever imenso acerca deste conceito, mas fica para depois. Por enquanto, convém só que conste que, embora existam muitas coisas boas acerca das quais ser neo ou apreciar em tom retro - a estética da propaganda comunista, a música &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;disco&lt;/span&gt;, as patilhas em homens (e algumas mulheres), as calças de ganga deslavadas - uma doutrina religiosa que afirme a salvação pela Graça Divina com exclusão da acção humana parece-me... uhm... perigosa? Sobretudo quando a dita é acompanhada de música fixe e atrai uma população heterogénea de almas perdidas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não é para ser alarmista, mas... mais ninguém está a ver, tipo, Munique 1923? (Vá lá, vão à Wikipedia!)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando se começa a ouvir vagamente no rádio comentários anti-semitas, racistas e homofóbicos, numa altura de crise económica, bom... esta na altura de levantar o guito da conta suiça ou &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;offshore&lt;/span&gt; em geral e bazar para algum paizeco esquecido (como outrora foi Portugal). Porque não estão muito longe a evacuação em massa e a reeducação política através da inserção de uma bala na nuca. Para dar só um exemplo assim mais soviético. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Voltando à batata apostólica: eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, este verniz da tolerância ia estalar das bem manicuradas unhas da doutrina católica. Os católicos são mais ou menos como aquela tia-avó meio bêbeda nos jantares de família. Começa por ser cordial e bem-educada, fala com as irmãs e faz festinhas aos pequenos, ajuda a trazer coisas da cozinha, mas atenção. Podem ter a certeza que, depois de vários cálices de Porto enchidos às escondidas e todo o vinho que ela conseguir surripiar dos copos dos convidados mais distraídos, a dita tia-avó se vai passar. E é então que a vão ouvir dizer, num &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;stage whisper&lt;/span&gt; gélido e alto, tudo o que ela sempre pensou acerca do segundo casamento do sobrinho, do facto da prima ainda ser solteira, do cão dos netos, da casa e do marido da irmã, da plástica da sobrinha e do sítio para onde vocês todos podem ir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Por falar nisso, não tenho uma tia-avó assim, mas aceitam-se candidaturas)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou seja, o gato saiu do saco. Foi dito: a homossexualidade não é, do ponto de vista deste e certamente de outros vicários de Cristo, normal. Mas, para ser algo que este Bispo não foi - caridosa -, vamos tentar ver a coisa por um prisma mais simpático. Se calhar o que ele queria dizer era que os homossexuais, não sendo normais, têm poderes paranormais. Podem dobrar colheres com o pensamento, por exemplo (ou vergar pessoas com comentários sarcásticos). Podem adivinhar o futuro (mormente "ele não me vai voltar a ligar" ou "ela não vai parar de me ligar"). Um superpoder têm de certeza. Quem já fez um &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;coming out&lt;/span&gt; sabe que isso é muito, muito mais difícil do que voar, mudar de roupa numa cabine telefónica ou saltar por cima de arranha-céus.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E é certamente mais admirável que usar uma batina para condenar os seus (dele) irmãos em Cristo. Ora, francamente, bicha!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-3240932984342511490?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/3240932984342511490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=3240932984342511490' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/3240932984342511490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/3240932984342511490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2009/02/diz-que-ha-um-bispo.html' title=''/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SZx8PpC3EFI/AAAAAAAAAJY/2cTJ-sSZET4/s72-c/PierreEtGilles-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-8369619387769118406</id><published>2009-02-11T14:32:00.000-08:00</published><updated>2009-02-11T14:38:55.854-08:00</updated><title type='text'>Isso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SZNTU3WrarI/AAAAAAAAAJQ/e4laFt3IYKE/s1600-h/Marshmallows1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SZNTU3WrarI/AAAAAAAAAJQ/e4laFt3IYKE/s320/Marshmallows1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301672804266764978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ai, amores, tive o dia todo aflitinha pa vos vir contar. Vá, Três Leitores Deste Blogue, vamos ali há bica num estante enquanto eu ponho a sopa ao lume.&lt;div&gt;Antão:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tava eu hoje a desser as escadas (a ver se ando mais a pé que a pessoa o dia todo sentada não faz nada bem) e passei por umas meninas lá do segundo (do administrativo, não era da contabilidade).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E vai uma, ah, então vão vocês comprar as gomas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E vai outra, ah e das quais é que trazemos?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E diz uma outra, ah a ver se trazem é daquelas gomas insufláveis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E vai outra, das quais?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E vai uma: marshmallows?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E vai a outra: isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Prontos, agora tenho de ir que deixei a sopa ao lume. Até mai logo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-8369619387769118406?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/8369619387769118406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=8369619387769118406' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/8369619387769118406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/8369619387769118406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2009/02/isso.html' title='Isso'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SZNTU3WrarI/AAAAAAAAAJQ/e4laFt3IYKE/s72-c/Marshmallows1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-3344537128378893313</id><published>2009-02-03T12:22:00.001-08:00</published><updated>2009-02-03T12:59:07.073-08:00</updated><title type='text'>O Que Escrever Quando Não Se Tem Nada Para Escrever: Jornalismo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SYiwFrM_unI/AAAAAAAAAJI/ktMlxqhbf9c/s1600-h/3QAluminum-Ice-Bucket.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 292px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SYiwFrM_unI/AAAAAAAAAJI/ktMlxqhbf9c/s320/3QAluminum-Ice-Bucket.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298678573144455794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;ACTUALIDADE &lt;div&gt;O dia de hoje foi uma vez mais marcado por um forte acréscimo de trabalho. Segundo relatórios não-oficiais, das 5 tarefas agendadas para hoje pela Tentativa Desesperada de Manter Alguma Organização no Trabalho (TDMAOT), apenas uma foi cumprida, e apenas parcialmente. Embora as estimativas oficiais apontem para números mais elevados e as autoridades apelem à calma e ao diálogo, Eu revelei-me preocupada com o volume de trabalho e a ausência de liderança efectiva.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A par da TDMAOT, As Colegas (AC) demonstrou também elevados índices de preocupação e stresse, sendo a declaração oficial de que "isto anda bem, anda" subscrita por unanimidade. Cada sector de AC apresentava reivindicações distintas, mas todas elas com um traço comum: o elevado volume de trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os orgãos reivindicativos apresentavam como principal responsável pelo Lindo Estado Em Que Isto Anda (LEEQIA) a Pessoa do Novo Director de Marketing (PNDM). Tendo assumido funções há apenas duas semanas, provocou reacções distintas no seio dos orgãos representativos. Embora não esteja estabelecida uma relação causal directa, está contudo comprovado que a sua chegada coincidiu com um aumento do volume de trabalho - aumento esse que tem provocado a indignação da comunidade internacional. Publicações internacionais relatam incidentes de peroculosidade vária, tais como explosões com namorados e/ou companheiros, consumo indevido de calorias excessivas, e um ímpeto incontrolável de bater com a cabeça na parede. A nível nacional, tem-se verificado uma forte vontade de espetar com a cabeça num balde de água gelada e um decréscimo da vontade de sair, apesar de protestos e manifestações por parte de amigos e família.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para além da sessão plenária das 16:00, a TDMAOT convocou uma sessão extraordinária de Cigarrada com AC para discutir em mais pormenor o LEEQIA e os desígnios sondáveis e insondáveis da PNDM. Até ao fecho desta edição, a única conclusão apresentada foi a de que "ainda hoje é terça-feira".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;DESPORTO&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os adeptos do Pilates viram hoje as suas expectativas goradas ao chegar cinco minutos mais tarde à aula. Observando as estritas regras da disciplina, não são permitidas entradas tardias. Fontes próximas de Mim culparam o trânsito, embora entre alguns adeptos corresse também o rumor de que a Direcção não decora correctamente os horários das aulas. "Aquilo ali anda sempre uma confusão: nunca sabe se a aula é às sete ou às sete e um quarto e depois olha, chega atrasada", comentou o meu Sentido de Auto-Crítica. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Contudo, a aula de Circuito decorreu sem incidentes e foi, na verdade, um belo evento desportivo. Sob a direcção da Treinadora Boazinha, foram executados correctamente e com muita energia todos os exercícios, incluindo alguns Triplos Joelhos e Abdominais particularmente exigentes. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Espera-se uma adesão muito forte à sessão de amanhã de Quarta-Feira de Abdominais. Estará a equipa de casa preparada para este desafio? Amanhã teremos a resposta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;CULTURA&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais uma vez, a Culturgest serve de casa à música do mundo, desta feita com o festival Hootenany de música folk norte-americana. Na raíz de estilos tão diversos como o blues, o country e o próprio rock, o folk primitivo norte-americano é de uma riqueza musicológica e etnológica assinalável. As pessoas que tiveram a sorte de conseguir bilhetes para o concerto de hoje de Pete Seeger e não esperaram até à última da hora para passar na FNAC ou ligar à Ticketline poderão confimá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;METEREOLOGIA&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os rigores da estação não deixaram de se fazer sentir durante o dia de hoje, tendo-se o frio acentuado ao anoitecer. Os termómetros indicam que hoje mesmo assim não estava tanto frio e que o vento ainda é o que mais incomoda. Prevê-se que o excesso de frio, o cansaço da chuva e a ânsia pela Primavera forneçam motivo de conversa até meados de Março.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;PÁGINAS SOCIAIS&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A correspondente desta secção encontra-se de baixa ou então tem a cabeça enfiada num balde de água gelada. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-3344537128378893313?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/3344537128378893313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=3344537128378893313' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/3344537128378893313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/3344537128378893313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2009/02/o-que-escrever-quando-nao-se-tem-nada.html' title='O Que Escrever Quando Não Se Tem Nada Para Escrever: Jornalismo'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SYiwFrM_unI/AAAAAAAAAJI/ktMlxqhbf9c/s72-c/3QAluminum-Ice-Bucket.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-5016704103987508333</id><published>2009-01-02T06:15:00.000-08:00</published><updated>2009-01-02T14:00:50.954-08:00</updated><title type='text'>12 Passas e um Funeral</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SV6Ofdby_lI/AAAAAAAAAJA/uEU0nBXvbUs/s1600-h/Cam000083-1.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SV6Ofdby_lI/AAAAAAAAAJA/uEU0nBXvbUs/s320/Cam000083-1.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5286819683707846226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A partir de 2009, vou mesmo a sério tentar:&lt;div&gt;1 - Não começar cada ano a dizer "ai que horror, bebemos tanto!"&lt;div&gt;&lt;div&gt;2 - Fumar menos, mas mais intensamente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3 - Não gritar com a televisão cada vez que oiço que Israel fez um "um uso desproporcional da força", mesmo que isso tenha claramente origem num anti-semitismo latente misturado com um paternalismo neo-colonialista e que o jornalista admita, na mesma frase, que milhões de israelitas estão a ser bombardeados diariamente por uma organização que, embora eleita democraticamente, tem como fundamento básico o desejo de destruição de um Estado de Direito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4 - Na mesma linha, mas generalizando e aplicando a resolução acima a colegas, amigos, familiares e pessoas que demoram horas a atender-me num café: não perder a paciência tantas vezes e, quando a perder, perdê-la de maneira elegante e divertida. (Apontamento: agir mais como a Joan Crawford quando representava e menos como a Joan Crawford quando espancava a filha com o cabide de arame).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5 - Na mesma linha: rever filmes claramente maus mas divertidos, como o &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Mommy Dearest&lt;/span&gt; e tudo o que a Disney tiver para oferecer. Chorar desalmadamente nos mesmos; é catártico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;6 - Ser menos passiva-agressiva, mas mais intensamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;7 - Aprender coisas novas e úteis, incluindo, mas não apenas, como fazer hiperligações neste blogue e ler em alemão. E falar o mesmo, usando todas as preposições correctamente e conjugando os verbos todos na perfeição, até os muito irregulares. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;8 - Voltar a ver o &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Eastenders&lt;/span&gt;, independentemente das horas a que passar, agora que a Bianca voltou, a Janine está mais magra e judia, por alguma razão, o Phil se vai tentar casar pela enésima vez com uma loira deslavada e de más intenções e a Pat se veste cada vez mais como um travesti em fim de carreira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;9 - Usar saias e/ou vestidos regularmente, pelo menos uma vez e meia por semana, e vencer a fobia de collants (embora em teoria tenha objecções morais a esses embrulhos de salsichas e não perceba porque é que ainda não se inventou algo mais confortável, mas enfim, como dizia toda a gente que valha a pena ouvir, uma senhora que é senhora passa o dia a encolher a barriga e a suster a respiração).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;10 - Fazer jogging ou andar de bicicleta à beira-mar e lançar olhares reprovadores aos condutores poluentes e gordos, em vez de ficar a olhar com inveja e culpa para os desportistas de fim-de-semana quando passo por eles de carro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;11 -Beber menos, mas mais intensamente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;12 - Começar cada ano a dizer: "ai foi tão divertido!"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, na foto, o meu presente de eleição de 2008.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sempre por bom caminho - e segue!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-5016704103987508333?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/5016704103987508333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=5016704103987508333' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/5016704103987508333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/5016704103987508333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2009/01/12-passas-e-um-funeral.html' title='12 Passas e um Funeral'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SV6Ofdby_lI/AAAAAAAAAJA/uEU0nBXvbUs/s72-c/Cam000083-1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-4186853574524763114</id><published>2008-12-29T16:19:00.000-08:00</published><updated>2008-12-29T16:49:53.253-08:00</updated><title type='text'>Credo!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SVlvkQREvAI/AAAAAAAAAI4/bpCOckqebdU/s1600-h/MMSEDITIMAGE0.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SVlvkQREvAI/AAAAAAAAAI4/bpCOckqebdU/s320/MMSEDITIMAGE0.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285378306328542210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E achava eu que isto ia mal...&lt;div&gt;Pelo Natal, um amigo ofereceu-me um perfil no Facebook (sim, sei que é de graça, foi uma piada, a não ser que o meu amigo fosse o Steffano Dolce ou a Miuccia Prada, porque adorava ter um perfil Prada, mas não foi). Estava a dar voltas àquilo e a tentar ver se valia os milhões que a Google pagou pela cena quando vi, na configuração do perfil, que uma das opções para descrever o estado civil é "isto está complicado".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Canta Rufus Wainwright que "a vida é um jogo e o amor verdadeiro é um troféu". Sim, é cínico, é charmoso, é giro de se dizer às duas da manhã a uma criatura &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;wide-eyed&lt;/span&gt; que se quer impressionar, mas é só uma canção. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há uns tempos atrás, reparei que uma das mensagens pré-definidas da Tmn, a par de "estou já a ir" e "vemo-nos às ... em ..." era - a sério, está lá no site deles! ... estão prontos para isto, oh três leitores fiéis?... Uma das mensagens pré-definidas era... "amo-te".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O amor nem sequer é um troféu, é uma mensagem pré-definida. Sei que há muitas formas de amar; há quem construa um Taj Mahal, há quem vá preso dois anos (referência obscura a Oscar Wilde, se calhar até é mau exemplo porque depois ele ficou todo lixado com o namorado quando foi mesmo preso e amuou para o resto da vida, mas enfim), há quem cante o fado, mas parece-me que carregar em 6 teclas de um telemóvel não é muito. Quando se ama a sério. Digo eu, não sei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não quero parecer a Carrie Bradshaw, até porque estou zangada com essas quatro senhoras desde que saiu aquela abominação de filme, mas será que isto está assim tão complicado?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parece-me que descrever o seu estado civil como "isto está complicado" é como descrever a existência humana como "isto dá trabalho" ou a gravidez como "isto engorda". São relações, caramba! Envolvem outras pessoas, sistemas operativos altamente complexos. Eu já fico com dores de cabeça a tentar perceber como funciona o meu leitor de mp3, quanto mais com uma relação!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E já que incluem essa opção, porque não outros clássicos, como "a minha mulher não me compreende", "o meu namorado nunca ouve o que eu digo", "a minha mãe tinha razão acerca de ti", "estamos a tirar um tempo" ou "gosto dela mas não a amo"? Lá está, se tivessem pensado nisso antes, aposto que tinham conseguido vender o Facebook por mais uns trocos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sabem o que é que é complicado? É comer algodão doce com uma mosca. Sim, caso os meus três leitores estivessem a tentar perceber o que é esta foto, é uma mosca que pousou no meu algodão doce. Tive um momento retro há tempos e decidi comer um, o que já não fazia há uns 20 anos. Sabe muito bem, &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;by the way&lt;/span&gt;, recomendo vivamente. Uma pequena mosca começou a esvoaçar à volta do dito, aproximou-se demais, como Ícaro do Sol, e ficou lá presa. Se calhar só estava a seguir a irrestível atracção do açucar e queria só provar um bocadinho, mas ficou lá presa, não conseguiu mexer mais as asas, e morreu (acho eu. Não a comi, caso estivessem a pensar nisso).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esta elaborada metáfora é só para lembrar que o amor, tal como o algodão doce, é por natureza uma situação complicada. Mas regra geral sai-se a ganhar: eu comi o meu algodão doce e a mosca teve a morte mais feliz que um insecto pode desejar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E como é Natal (ou vizinhança do mesmo), gostaria de oferecer a todos os três leitores deste blogue uma prendinha: uma nova expressão idiomática. Podem passar a usar "uma mosca no algodão doce" sem pagar direitos de autor. Seguem-se alguns exemplos de uso corrente:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"As hipotecas subprime foram uma boa forma de nivelamento social, mas a mosca no algodão doce foi a crise do mercado imobiliário."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"A festa estava óptima, mas a mosca no algodão doce era que o bar estava sempre cheio."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Estava tudo a correr bem, mas depois pousou uma mosca no algodão doce: o investidor principal desistiu."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Meus senhores, temos de encarar os factos. Há uma mosca neste algodão doce, que é a baixa rentabilidade do nosso serviço de vendas directas."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Ela disse-te isso? Olha, não é por nada, mas cheira-me que esse algodão doce leva mosca."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Espero que gostem. Se não servir, guardei o recibo e dá para trocar. Boas entradas!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-4186853574524763114?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/4186853574524763114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=4186853574524763114' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/4186853574524763114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/4186853574524763114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/12/credo.html' title='Credo!'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SVlvkQREvAI/AAAAAAAAAI4/bpCOckqebdU/s72-c/MMSEDITIMAGE0.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-2380792243946935192</id><published>2008-12-02T13:06:00.000-08:00</published><updated>2008-12-02T13:38:47.802-08:00</updated><title type='text'>Pr'aligeirar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/STWqeDTu-YI/AAAAAAAAAIw/wz_gNkBswFw/s1600-h/kermit.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/STWqeDTu-YI/AAAAAAAAAIw/wz_gNkBswFw/s320/kermit.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275309971795278210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Sim, a vaidade. Toca a todos, como o sol ou a dificuldade em pôr sequer uma patinha de fora do edredão, num dia de frio, para fazer &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;snooze&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; no despertador. Ainda há horas dei por mim parada, estática, à montra de uma loja de manicure (sim, "loja" de manicure, isso existe, e as cutículas, essa parte mínima do corpo, podem ser sujeitas a infindáveis tratamentos. Menos extensões, acho que não se fazem extensões de cutículas. Porque, reparem, por muito relativa que seja a moda, e por muito que blah-blah-blah os homens usavam coisas que eram praticamente saias até ao século XIX e a cintura de vespa era considerada algo bonito, e não uma atracção de circo, há uns meros 50 anos, a verdade é que extensões de cutículas era só nojento; estão a imaginar, unhas cobertas de pele?). Então, estava eu parada à montra de uma loja de manicure, transfigurada por uma embalagem de verniz verde. Verde como o senhor aqui à vossa direita. Seria apropriado que a marca fosse Risquée, mas acho que não, era qualquer coisa como Gauche, De Trop ou Salope de Cinc Centimes. Enquanto as minhas mãos, guiadas por um instinto alheio a mim, se dirigiam para a carteira e sacavam do cartão de crédito, tentei chamar-me de volta à razão, argumentando que, mesmo que eu vivesse 500 anos, e saísse todas as noites, e a cada noite fosse a um local diferente, mesmo assim, num espaço de 500 anos e percorrendo todos os locais do mundo, estatisticamente haveria talvez 0,5 ocasiões em que usar verniz verde-alforreca poderia ser considerado aceitável. Bom, o,75 ocasiões se contarmos com o Santo António e aquilo fazia &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;pandan &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;com um manjerico. Então, bati contra a porta de entrada da loja (que estava fechada), num impulso para comprar o verniz que fazia &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;pandan&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; com um manjerico. A voz da razão, ou um Poder Superior, como diria a Oprah, lembrou-me que fazer &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;pandan&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; com um manjerico não é um traço positivo e, com uma disciplina que faria inveja a um militar da guarda suiça em 1789, vim-me embora. Sem o verniz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Isto para dizer. Encontrei este artigo na &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;New York&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color: rgb(51, 51, 51);   font-family:'Trebuchet MS';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;h&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color: rgb(51, 51, 51);   font-family:'Trebuchet MS';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;ttp://nymag.com/fashion/look/2009/spring/transformations&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;É mais uma daquelas denúncias casuais, do estilo "oooh como as modelos são esqueléticas e feias e a beleza não passa de maquilhagem e de um jogo de espelhos", que eu normalmente acho bastante irritante. As modelos sem maquilhagem não são nem feias nem bonitas, são gente, como toda a gente. Já agora, não se deve fumar em jejum, melancia verde faz diarreia, e deve levar-se um agasalho ao peito em dias de vento. A sério, nunca ninguém vos ensinou isto? Acho que a próxima geração de mulheres não acredita mesmo nos anúncios de cosmética e, se acabarem com sérios problemas de auto-estima, não será por a Gucci ter escolhido mulheres magras para passar a sua roupa em Milão. Get a life. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Não, o que me preocupou mesmo, ao ver este artigo, foi o facto de as modelos pré-maquilhagem parecerem prostitutas numa esquina e, pós-maquilhagem, parecerem travestis em palco. Moral da história: um verniz verde-alforreca não é assim tão gritante, em comparação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Amanhã a ver se ainda lá está.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-2380792243946935192?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/2380792243946935192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=2380792243946935192' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/2380792243946935192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/2380792243946935192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/12/praligeirar.html' title='Pr&apos;aligeirar'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/STWqeDTu-YI/AAAAAAAAAIw/wz_gNkBswFw/s72-c/kermit.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-6954545873862457017</id><published>2008-11-11T02:50:00.001-08:00</published><updated>2008-11-11T02:59:56.535-08:00</updated><title type='text'>Nos Campos da Flandres</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SRllGHBGoTI/AAAAAAAAAGg/hNSI2aaNCIM/s1600-h/610x.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267352394823803186" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SRllGHBGoTI/AAAAAAAAAGg/hNSI2aaNCIM/s320/610x.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;À 11.ª hora do 11.º dia do 11.º mês: o armistício.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não podia parecer mais longe de nós, esta guerra para acabar com todas as guerras ("vamos passar o Natal a Berlim", diziam, orgulhosos, os soldados ingleses em 1914). Esta Guerra com G de Grande, que inspirou expressões como "vê lá que foi assim que a Alemanha perdeu a guerra", sempre que alguém se baixa e expõe o traseiro, superstições como a de que fumar a 3 dá azar e uma divertida canção de Brassens:&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.dailymotion.com/video/x50pc4_brassens-la-guerre-de-1418_music"&gt;http://www.dailymotion.com/video/x50pc4_brassens-la-guerre-de-1418_music&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O inferno lamacento das trincheiras, a chacina das batalhas de Ypres, do Somme, de Verdun: em 4 anos quebrou-se o espírito da civilização ocidental. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Era só para lembrar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-6954545873862457017?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/6954545873862457017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=6954545873862457017' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/6954545873862457017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/6954545873862457017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/11/nos-campos-da-flandres.html' title='Nos Campos da Flandres'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SRllGHBGoTI/AAAAAAAAAGg/hNSI2aaNCIM/s72-c/610x.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-5675806108849370393</id><published>2008-11-10T11:23:00.000-08:00</published><updated>2008-11-10T12:10:25.615-08:00</updated><title type='text'>A Kid With a Funny Name</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SRiVJZ4OcGI/AAAAAAAAAGY/z6QyTsJdewc/s1600-h/shepard-fairey-barack-obama.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 239px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SRiVJZ4OcGI/AAAAAAAAAGY/z6QyTsJdewc/s320/shepard-fairey-barack-obama.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267123753007870050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hoje no &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;New York Times&lt;/span&gt; o Frank Rich escreveu um artigo muito interessante (ao contrário do que faz toooodas as semanas nesse mesmo media, e por isso é que é um dos cronistas mais respeitados dos EUA, duh):&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;www.nytimes.com/2008/11/09/opinion/09rich.html&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um termo que ele usou fez cair uma data de fichas na minha cabeça: foi quando falou da "abusive relationship" que os EUA tinham com a administração Bush.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que epifania! É isso mesmo! O mundo ocidental anda há 8 anos a apanhar no focinho. A bater contra as portas. A cair das escadas. A ir parar às urgências com uma data de costelas partidas e a dizer "foi um acidente". A jurar aos amigos que ele normalmente não é assim, que no fundo é muito carinhoso. A apanhar porrada da grossa. E, aparentemente, pelo menos até agora, a gostar de apanhar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pode parecer egoísta, mas uma das coisas que me fazia mais impressão a cada sucessivo abuso dos direitos, da dignidade e da verticalidade humanas que foi sendo cometido pela santa trindade Bush-Cheney-Rove era pensar: como é que vou explicar isto aos meus netos? Quando a pequena Lindsay ou o pequeno Rufus me perguntarem: "avó, o que era Guantanamo?", como é que eu conseguiria responder? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um pequeno aparte: os meus futuros e potenciais netos nunca me perguntariam isso porque saberiam que qualquer pergunta feita à avó teria como resposta: "não sei, amor, mas já que abriu a boca vá buscar os cigarros da/ fazer um martini à avó". E se acham mal tratar os netos por você, não se preocupem: faz parte da minha teoria de pedagogia tratar as crianças por tu apenas a partir dos 13 anos. É mais barato que um bar mitzvah.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vltando à batata quente: passámos os últimos 8 anos com sucessivos olhos negros. Guantanamo. O Iraque. A Haliburton e etc. A "execução" de Saddam Hussein filmada em telemóveis. O Patriot Act. Pessoalmente, percebi que tinha chegado o momento em que, aplicando quilos de base com uma mão a estremecer, já não dava para disfarçar mais, quando dei por mim, ao ouvir notícias, a olhar para o lado. A mudar de assunto. Ora, eu fui criada na esquerda. Uma esquerda moderada, com avisos acerca dos excessos do estalinismo e muito Koestler, mas na esquerda. Naquela que acredita em trazer ao de cima o melhor que há no Homem, em respeitar a diversidade, em criar um mundo de igualdade, liberdade e fraternidade (sem ninguém perder a cabeça). Na esquerda que sabe que a revolução come sempre os seus filhos, mas que não vai, por isso, deixar de ensinar um homem a pescar (nem de dar peixes a quem deles precisa). De cada um conforme os seus meios, a cada um conforme as suas necessidades. Algures entre a esquerda-kibbutz e a esquerda-caviar. Como é que eu, uma neta de '68, tinha acabado a desviar o olhar da injustiça flagrante?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que mais caracteriza uma relação violenta, seja entre pessoas ou entre classes, é o &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;disenfranchisement&lt;/span&gt;: a falta de representatividade. Quando quem detém o poder o detém sem justificação nem mandato. E a administração Bush começou sem mandato e foi esticando o &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;disenfranschisement&lt;/span&gt; até ao limite. Quando não somos representados, somos necessariamente silenciados. É o equivalente a 8 anos de nos mandarem calar porque não compreendemos o que se passa. 8 anos de tomarem decisões por nós. Um parceiro violento decide o que é que podemos vestir ou dizer, com quem podemos conviver. Os líderes violentos decidem que países invadimos. E nós aceitámos. Porque tínhamos medo, porque o mundo era notavelmente mais perigoso, porque de facto talvez não soubéssemos o que era melhor para nós.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como tantas relações violentas, esta acabou quando nos apercebemos de um simples facto: yes, I can. A decisão é minha. O poder é meu. O mandato é meu. Aqueles dirigentes são os meus dirigentes. Estão lá pelo meu voto (tant bien que mal). E com outro voto, podem sair de lá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesta metáfora, Barack Obama não é o médico simpático nas urgências, nem o psicólogo compreensivo, nem sequer o melhor amigo que nos oferece abrigo quando lhe batemos à porta. Ele pode ser um simples desconhecido que nos ouve e diz aquilo que sempre soubemos: mas tu podes sair. Tu podes mudar. Podes ter melhor. Ser melhor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E que mais nobre característica pode ter um verdadeiro líder senão a de trazer ao de cima aquilo que de melhor há em cada pessoa? Sei que nunca nos sentiremos sem mandato com Barack Obama. Porque desde o primeiro dia que ele nos inclui a todos em tudo o que diz, faz e promete: Yes, We Can. Não há um discurso em que ele não enfatize a dificuldade de dar a volta ao país e o trabalho que todos temos pela frente, mas: Yes, We Can. Não há uma palavra que ele pronuncie que tenha uma sombra de exclusão, discriminação ou divisão, mas dirige-se a todos os americanos: Yes, We Can.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o mundo comove-se e lembra-se que sim, consegue. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele - como lhe chamam, a sério, uma das alcunhas dele é "Ele", já viram isto? - é só alguém que acredita em nós, mas conseguiu devolver-nos a capacidade de acreditarmos também.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pronto, acabou o tempo de antena, vá! Desculpem o tom panfletário, mas a &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;noblesse&lt;/span&gt; dele &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;oblige&lt;/span&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-5675806108849370393?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/5675806108849370393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=5675806108849370393' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/5675806108849370393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/5675806108849370393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/11/kid-with-funny-name.html' title='A Kid With a Funny Name'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SRiVJZ4OcGI/AAAAAAAAAGY/z6QyTsJdewc/s72-c/shepard-fairey-barack-obama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-5163492472448668860</id><published>2008-11-05T03:30:00.000-08:00</published><updated>2008-11-05T03:47:11.226-08:00</updated><title type='text'>Maybe this time...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SRGHK3C1SwI/AAAAAAAAAGI/p6Rt2PrMWTk/s1600-h/Liza-HeartRedDress1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265138060017093378" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 264px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SRGHK3C1SwI/AAAAAAAAAGI/p6Rt2PrMWTk/s320/Liza-HeartRedDress1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SRGE8O9TmuI/AAAAAAAAAGA/wuAYbYYRG2M/s1600-h/Liza%20(Cabaret).jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esta é uma das coisas que a vitória de Barack Obama me faz sentir - e a mais milhões de pessoas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=E3rkLRJ0m0k"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=E3rkLRJ0m0k&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It had to happen, happen sometime! Não era?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-5163492472448668860?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/5163492472448668860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=5163492472448668860' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/5163492472448668860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/5163492472448668860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/11/maybe-this-time.html' title='Maybe this time...'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SRGHK3C1SwI/AAAAAAAAAGI/p6Rt2PrMWTk/s72-c/Liza-HeartRedDress1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-7023668595792094328</id><published>2008-11-05T02:22:00.000-08:00</published><updated>2008-11-05T03:56:18.035-08:00</updated><title type='text'>Dear Mr. Obama</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SRGIY4h8ySI/AAAAAAAAAGQ/1rs8gM9PqJI/s1600-h/480px-Judy_Garland_publ.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265139400445839650" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 256px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SRGIY4h8ySI/AAAAAAAAAGQ/1rs8gM9PqJI/s320/480px-Judy_Garland_publ.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esta é uma das coisas que o Barack Obama me faz sentir - e a mais milhões de pessoas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=FloYqohi6Xk"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=FloYqohi6Xk&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pele de galinha e suspiros de tonta. Ele é o Clark Gable, é um Mac, é um Fiat 500 (novo), é uma ideia do Steve Jobs - e é o 44.º Presidente Eleito dos EUA.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, finalmente chegámos ao outro lado do arco-íris!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-7023668595792094328?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/7023668595792094328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=7023668595792094328' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/7023668595792094328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/7023668595792094328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/11/dear-mr-obama.html' title='Dear Mr. Obama'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SRGIY4h8ySI/AAAAAAAAAGQ/1rs8gM9PqJI/s72-c/480px-Judy_Garland_publ.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-1956723184417774789</id><published>2008-10-04T15:58:00.000-07:00</published><updated>2008-10-07T13:42:22.517-07:00</updated><title type='text'>Nem Tanto ao Touro, Nem Tanto ao Urso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SOvHysb9y5I/AAAAAAAAAF4/M4mpVa79rIA/s1600-h/Wall-Street-Bull.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SOvHysb9y5I/AAAAAAAAAF4/M4mpVa79rIA/s320/Wall-Street-Bull.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254513063993658258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há dias li este artigo no &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;New York Times&lt;/span&gt; acerca de um editor lendário (a ver se consigo pôr o link, este blogue anda parvo, deve ter um &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;hedge fund&lt;/span&gt; da Goldman Sachs e anda meio avariado). Não sabia que ele era lendário até ler o artigo e ver que tinham feito um documentário sobre ele. Se é sujeito de um doc., pensei logicamente, devia ser lendário. Mas ao que parece o senhor era mais ainda que lendário: era aquela coisa muito admiravelmente americana, um «maverick». Publicou Genet, Henry Miller e D. H. Lawrence. Bons tempos em que se podia ser só um erotómano vagamente misógino para se ter um trabalho interessante e emocionante. Em que não se tinha de passar oito horas por dia à procura do próximo Segredo, Rio das Flores ou Alquimista. Não pensem que estou a dizer isto com a amargura de quem já recebeu dezenas de cartas de rejeição de editores e se considera um génio ignorado; digo isto com a amargura de quem passa dezasseis horas por dia à procura do próximo Segredo, Rio das Flores ou Alquimista. Ou do próximo «ensaio» sobre crianças mortas/raptadas/desaparecidas. Se existisse um um autocolante a dizer «I'd rather be publishing obscure avant-garde», punha-o no meu carro, podem ter a certeza.&lt;div&gt;&lt;div&gt;Gosto sempre de ouvir estas histórias de projectos cheios de paixão e entusiasmo. Embora, tal como visitar os museus de história judaica, se saiba que vai sempre acabar mal. Estes projectos louváveis raramente acabam com os fundadores a tomar banhos no dinheiro que acumularam numa caixa-forte e a afagarem a sua primeira moedinha (embora haja boatos de que os fundadores do Google, do Facebook e o Steve Jobs façam isso mesmo). O que mais me chamou a atenção neste artigo foi o comentário do maverick em questão, a propos de a editora ter acabado na falência: «We got rid of the money».&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É capaz de ser uma das atitudes mais admiráveis que alguma vez vi. Não perdeu, nem esbanjou, nem geriu erradamente o dinheiro: simplesmente livrou-se dele, como quem se livra de cabeças de espargo a mais quando está a fazer um risotto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não me entendam mal. Ambos os dois leitores deste blogue sabem que eu não advogo a pobreza franciscana nem escolheria, para mim ou para os meus entes queridos, uma vida de abdicação e despojo, a comer raizes e a calçar birkenstocks. A pobreza em excesso causa morte lenta e dolorosa, e tenho quase a certeza que reduz o fluxo de sangue e causa impotência. Mas agrada-me muito esta ideia  de, mais que despojamento, um saudável alheamento do lado financeiro da vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isto muito a propos da crise nos EUA, que tem sido noticiada por aguns media mais estridentes como «o princípio do fim do capitalismo». Acho que ainda não estamos próximos de reconstruir o muro de Berlim, mas é sempre altura de repensar alguns dos excessos, não do capitalismo enquanto sistema social e económico, mas do mercado livre enquanto influência num dos aspectos menos felizes da personalidade humana: a ganância. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há tempos ouvi o Richard Ford, autor de alguns livros que podem, a meu ver, ser considerados a incarnação do great american novel, a ler excertos do seu mais recente, The Lay of the Land. A sua obra tem muito sucesso em França, porque é ponderosa, reflexiva, filosófica, melancólica, escrita com uma atenção quase masoquista à elegância do estilo, e este último, por exemplo, tem 500 páginas e passa-se ao longo de um só fim-de-semana. Trés français, sem dúvida. O Sr. Ford é também um acérrimo opositor da administração Bush. Na apresentação do livro, escolheu ler, entre outros, um excerto que incluía a seguinte passagem:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;«Except everyone's entitled to some glimmering sense of right in his (or her) own heart. And part of that sense of right - for real estate agents, anyway - involves not just what something &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;ought&lt;/span&gt; to cost (here we're always wrong) but what something &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;can&lt;/span&gt; cost in a world still usable by human beings.»&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Indeed. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-1956723184417774789?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/1956723184417774789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=1956723184417774789' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/1956723184417774789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/1956723184417774789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/10/caras-so-as-putas.html' title='Nem Tanto ao Touro, Nem Tanto ao Urso'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SOvHysb9y5I/AAAAAAAAAF4/M4mpVa79rIA/s72-c/Wall-Street-Bull.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-993644471142829002</id><published>2008-09-23T12:34:00.000-07:00</published><updated>2008-09-23T12:39:17.307-07:00</updated><title type='text'>Não é Jeff Koons mas Podia Ser</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SNlFZ9lvSrI/AAAAAAAAAFw/Gfyhfw0Xq3w/s1600-h/Cam000076.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SNlFZ9lvSrI/AAAAAAAAAFw/Gfyhfw0Xq3w/s320/Cam000076.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249303153008921266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não, a sério, isto é que achei estranho: dois pastores da Igreja de Jesus Cristo dos Últimos Dias a passear por Versalhes! (O outro estava na sala de jogos do Delfim - na sala de jogos do Delfim, por amor da santa!) &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Esta entrada e a anterior tiveram o gentil patrocínio da Dr.ª Tânia Ganho, do Major Júlio Verne e do jovem Lucas. Obrigadas, meus caros!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-993644471142829002?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/993644471142829002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=993644471142829002' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/993644471142829002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/993644471142829002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/09/no-jeff-koons-mas-podia-ser.html' title='Não é Jeff Koons mas Podia Ser'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SNlFZ9lvSrI/AAAAAAAAAFw/Gfyhfw0Xq3w/s72-c/Cam000076.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-6387572339515310592</id><published>2008-09-23T11:43:00.000-07:00</published><updated>2008-09-23T12:33:26.062-07:00</updated><title type='text'>Habsburg Chic</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SNlEfg4sPnI/AAAAAAAAAFo/lTLBngSWMEY/s1600-h/Cam000069.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SNlEfg4sPnI/AAAAAAAAAFo/lTLBngSWMEY/s320/Cam000069.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249302148871372402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por capricho, compulsão ou acaso, tenho várias biografias de Maria Antonieta. A minha favorita, de longe, é o &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;biopic&lt;/span&gt; de Sofia Copolla. Não é a biografia mais exacta, claro, mas parece-me que captura perfeitamente o seu espírito; pode não retratar aquilo que de facto &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;foi&lt;/span&gt; a rainha dos franceses também conhecida como Madame Déficit, mas retrata perfeitamente aquilo que ela &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;poderia&lt;/span&gt; ter sido. Foi também com esse filme que descobri que todo o meu humor, mas absolutamente todo, repousa em um só artifício: o anacronismo. Falem-me de um pirata a usar um telemóvel ou de um centurião romano com um perfil no Facebook e eu rebolo de riso. É um pouco assustador descobrir isso; é um pouco como descobrir que se tem toda a fortuna investida em, digamos, acções. Vive-se num temor permanente do próximo &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;crash&lt;/span&gt;. &lt;div&gt;Combinando então o meu amor do anacronismo com o meu fascínio por Maria Antonieta, foi com (inserir aqui emoção quando existir descrição suficientemente ampla para a explicar) que vi recentemente a exposição de Jeff Koons no palácio de Versalhes. Passei os dias que se seguiram imersa no seguinte cenário:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Maria Antonieta: O tio sabe o que é que ficava bem aqui? Uma lagosta gigante de borracha pendurada!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Luís VX: ....&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Maria Antonieta: E na sala de recepções, podíamos pôr um cão gigante, como se fosse de um balão dobrado, só que em aço. E cor-de-rosa, talvez.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Luís VX: Era mesmo só o que faltava!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Maria Antonieta: Não era?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda cheguei a tempo de apanhar alguma da reacção adversa à exposição. Nos telejornaiss, claro, porque ao vivo as pessoas raramente refilam. No dia em que fui, pelo menos, os visitantes, na sua maioria latino-americanos e japoneses, por alguma razão, limitavam-se a olhar para as esculturas, como a de Michael Jackson com o macaco Bubbles em porcelana branca e dourada, e a exclamar um bem-educado "ah".  Mas na televisão, os visitantes franceses (que devem ter ido todos noutro dia) peroravam fortemente, com exclamações dignas do Capitão Haddock, contra esta deturpação do seu património. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que me levou a pensar acerca do gosto e da sua origem. Gosto de pensar que o snobismo tem um lugar próprio em todos os recantos da vida quotidiana, mas acho-o um pouco deslocado quando se aplica às artes. Se formos honestos, a primeira reacção que quase todos temos quando entramos em contacto com uma nova forma de arte, seja aos 6 ou aos 60 anos, é mais ou menos a mesma que eu estou a ter ao campari e tónica que estou a beber agora: "Blaaagh! sabe a remédio!" &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A reacção da maioria dos seres humanos sensatos ao primeiro concerto, quer seja Bach ou Bártok, é, naturalmente, pensar que o coitado do gato que estão a torturar para fazer aqueles barulhos não deve de ter feito mal a ninguém. Quem vê Shakespeare pela primeira vez pensa que o &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Will and Grace&lt;/span&gt; tem mais piada e que, se quisesse conflitos existenciais, ficava em casa a ver o &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;House&lt;/span&gt;. Uma primeira ópera enche-nos de tédio, susto e embaraço em partes quase iguais, deixando-nos com um ligeiro pânico: como não estamos a seguir a história, não fazemos ideia de quando se poderá estar a aproximar do fim (embora tenhamos sempre a sensação de que deveria ter acabado há meia hora pelo menos). E o bailado não passa de uma excruciante experiência de tentar não olhar fixamente para as partes privadas dos artistas que, misteriosamente, não abanam. Depois de caminhar por várias salas de um museu, deixamos de registar aquelas coisas na parede (que inicialmente catalogámos de acordo com quão bem ficariam nas nossas salas, e em que parede) e começamos discretamente a procurar sofás.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por outro lado, um Jeff Koons, como tantos outros artistas contemporâneos de "choque", é como um bom e velho gin tónico, ou uma cerveja fresquinha. Qualquer pessoa que entre na sala dos embaixadores em Versalhes e veja uma lagosta gigante pendurada do tecto, vai imediatamente ter uma reacção emocional que poderia ser traduzida como "ai que giro". Sentimo-nos divertidos, ainda que ligeiramente inquietos.  Não sabe a remédio e é refrescante. Mas, tal como gin tónico ou a cerveja, que são sobretudo refrescantes, é quando nos levantamos para ir embora que, olhando para os copos vazios na mesa, percebemos que estamos embriagados. E está feito. Ficamos agarrados à arte. Queremos passar a ver mais lagostas em palácios barrocos. E, gosto eu de pensar, daí a apreciar a arte do contraponto, do jogo de perspectiva ou da encenação minimalista, são dois passos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E só por curiosidade: estou a insistir no meu Campari Tónico. É verdade que o bebo sobretudo pelo prazer do chique que é pedir uma bebida com este nome (no dia em inventarem uma bebida com "Habsburgo" no nome, vou ficar fã, nem que seja um cocktail de anis e caldo de caranguejo). Mas os gostos também se adquirem, e pode ser que o meu paladar se eduque.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-6387572339515310592?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/6387572339515310592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=6387572339515310592' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/6387572339515310592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/6387572339515310592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/09/habsburg-chic.html' title='Habsburg Chic'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SNlEfg4sPnI/AAAAAAAAAFo/lTLBngSWMEY/s72-c/Cam000069.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-970302635188347151</id><published>2008-09-03T09:42:00.000-07:00</published><updated>2008-09-20T17:02:03.749-07:00</updated><title type='text'>Like That Shit Is So Old, It Was In the Bible</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SNWO7t8W1RI/AAAAAAAAAFg/FjByYGhmUfI/s1600-h/leighton-meester.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SNWO7t8W1RI/AAAAAAAAAFg/FjByYGhmUfI/s320/leighton-meester.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248258097366357266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há muitos anos atrás, eu costumava ser uma pessoa pontual. Na verdade, chegava sempre suficientemente adiantada para tomar um café e fumar um cigarro antes de a outra pessoa chegar. Mas a vida mudou. As pessoas já não usam relógios, usam os telemóveis para ver as horas e avisar que estão atrasadas. Já não se pode fumar enquanto se espera pelas pessoas, a não ser que se espere na rua/ à porta, o que é patético e me faz lembrar demasiadas cenas do &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Casablanca&lt;/span&gt; e depois dou por mim ou a murmurar «play it, Sam! Play "As Time Goes By"» ou a cantar A Marselhesa. Ser pontual, tal como ter as unhas sempre impecáveis, pode ser muito elegante, mas também sugere que se tem demasiado tempo livre, portanto está definitivamente &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;passé&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há tempos, fui ter com uns amigos (que também não chegaram a horas, apesar de serem super-elegantes) e cheguei atrasada. Tínhamos combinado no Amo-te Chiado, por alguma bizarra e esotérica razão. Entrei ofegante e disse: «Desculpem o atraso, é que fui ao sitio errado! Pensei que era para nos encontrarmos no Não És Tu, Sou Eu, Chiado».&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É claro que as horas que se seguiram foram passadas a complementar este reportório, e inaugurámos os seguintes l&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;ounge-bars&lt;/span&gt; imaginários:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não Estou Pronto para Uma Relação, Chiado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;És a Pessoa Certa na Altura Errada, Chiado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Preciso de Espaço, Chiado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ia Só Acabar por Te Magoar, Chiado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conheci Outra Pessoa, Chiado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sinto-me Sufocado, Chiado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gosto Muito de Ti Mas Não Te Amo, Chiado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Queremos Coisas Diferentes da Vida, Chiado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não Sou a Pessoa Certa para Ti, Chiado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Devo admitir que passei muitos anos da minha vida adulta, e parte da minha infância, a desempenhar o papel de As Outras Três Gajas para as Carrie Bradshaws à minha volta, com breves temporadas a desempenhar o papel principal de Carrie e a lacrimejar sobre amigos compreensivos. Contudo, esta tarde no Acho Que Devíamos Ser Amigos, Chiado foi um dos momentos em que estive mais perto de descobrir a verdade acerca dos relacionamentos. E a verdade é que: não estejam à espera de uma grande revelação que se reduza a um epigrama ou a uma anedota memorável, mas se se puser as coisas em perspectiva chega a ter piada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tive recentemente uma outra epifania acerca das complexidades do amor ao ler um artigo na &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;New Yorker&lt;/span&gt; acerca da nova temporada (sim, é ainda mais patético do que esperar por alguém na rua, é LER acerca de telenovelas, sobretudo acerca de uma que se baseia quase exclusivamente naquilo que os protagonistas usam e na maneira como levantam o sobrolho a cada fala) da minha adorada &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Gossip Girl&lt;/span&gt; em&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://nymag.com/daily/intel/2008/09/where_the_chuck_have_you_been.html"&gt;http://nymag.com/daily/intel/2008/09/where_the_chuck_have_you_been.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E esta foi a frase que fez com que tocassem a rebate os sinos da minha cabeça:&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;«Anyone can say I love you. People who can't say it are just being melodramatic.»&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma das coisas que aprendemos quando ficamos crescidos (para além do facto de que sim, eles cortam MESMO a luz e a água se nos atrasarmos a pagar) é que as pessoas podem mentir sem ser necessariamente mentirosas. Podem ser desonestas, inconscientes, insensíveis, omissas, evasivas sem chegarem de facto a mentir. Com o tempo, descobrimos inúmeras maneiras de nos representarmos e até de nos vermos, e nenhuma delas é um retrato exacto. Esperar que alguém nos diga A Verdade num relacionamento, qualquer relacionamento, é como ir a um &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;drag show&lt;/span&gt; e esperar não ouvir Whitney Houston: possível, mas pouco provável. É sempre mais divertido com um pouco de melodrama. É só não esquecer que é tudo a fingir.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-970302635188347151?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/970302635188347151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=970302635188347151' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/970302635188347151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/970302635188347151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/09/like-that-shit-is-so-old-it-was-in.html' title='Like That Shit Is So Old, It Was In the Bible'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SNWO7t8W1RI/AAAAAAAAAFg/FjByYGhmUfI/s72-c/leighton-meester.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-8625635771587032093</id><published>2008-08-28T08:05:00.000-07:00</published><updated>2008-09-07T13:57:59.166-07:00</updated><title type='text'>My, My, How Can I Resist You?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SMRAL4T7m-I/AAAAAAAAAFY/tZalEO5gXmw/s1600-h/mammamia460.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SMRAL4T7m-I/AAAAAAAAAFY/tZalEO5gXmw/s320/mammamia460.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243386439004822498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Peço antecipadamente perdão a ambos os dois leitores deste blogue. Acabo de ver o &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Mamma Mia&lt;/span&gt;, o primeiro filme da história do cinema filmado inteiramente em MDMA e com filtro de anfetaminas. Entrei em casa aos saltinhos, e enquanto fazia o jantar com uma coreografia improvisada ao som de todas as músicas dos Abba de que me conseguia lembrar, ia partindo várias peças de louça. Como um blogue não se parte, pelo menos em teoria, achei que era mais seguro vir escrever até o efeito do filme passar. Mas desculpem desde já qualquer excessivo entusiasmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que é que eu ia a dizer...? ah, a Madonna. Tem a ver com o filme, a sério, já lá chegamos. E não, não é por causa do &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;sampler&lt;/span&gt; do "Gimme Gimme Gimme" no "Hung Up".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque é que era a Madonna...? Era por causa do... Ah, já sei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como não se consegue passear pelas ruas de Lisboa sem ver várias t-shirts de "madonna @ 50", nem ter uma conversa civilizada sem passar pelo tópico de o que se vai estar a fazer no dia 14, nem aceder a qualquer &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;media&lt;/span&gt; sem se ser exposto aos músculos das coxas e dos antebraços da rainha da pop, ocorreu-me, há dias, espontaneamente: a Madonna parece velha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando pensei isto, respondi-me imediatamente: bom, velha, velha não diria, desculpe discordar de si, minha cara, mas não diria exactamente velha. Talvez um pouco gasta... talvez o figurino já não jogue tanto a favor dela.  Sim, é verdade que o cabelo parece mais deslavado que spaghetti cozinhado por alemães e as maçãs do rosto estejam mais salientes que os olhos de um cartoon assustado, mas daí a dizer que parece velha...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Concordei comigo mesma: é verdade, aos 50 ninguém é velha. Só mesmo, como diria Helena Rubinstein, uma mulher muito preguiçosa poderia estar "velha" aos 50, nestes dias de pilates e botox. Ora, se a Madonna tem 50, pensámos ambas as interlocutoras deste monólogo, vamos ver um termo de referência... A Rommy Schneider que idade tinha para o fim da carreira? Uns 50 e picos? Sei que a Sofia Loren tem 70 e sem dúvida que, para a maioria dos seres vivos, ainda marchava. A Meryl Streep, por exemplo, que idade terá?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Tem 59. Obrigada, Google)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E é aqui que entra o &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Mamma Mia&lt;/span&gt;. Não é que fosse preciso ver este filme para saber que a Meryl Streep ainda é eminentemente apetecível, como uma coca-cola geladinha numa manhã de ressaca ou uma maça verde fresquinha depois de um passeio campestre num dia de Verão. Desde Sofia até Miranda Priestley, basta ver qualquer papel que ela fez para perceber que se trata não só de uma mulher "bonita", como, sobretudo, de uma mulher "bonita, caramba!". É uma mulher bonita com ênfase. É bonita a bold e em itálico. Porque é que nunca me tinha ocorrido pensar, por exemplo, que a Meryl Streep fosse velha?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bom, certamente ajuda o facto de ela não estar na "crista" da moda, na vanguarda de todos os &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;trends&lt;/span&gt;. Como disse a Nancy Mitford, uma senhora usa sempre a moda de há dois ou três anos; só as &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;starletts&lt;/span&gt; e as criadas é que usam o que usa este ano. E é claro que a atitude também não permite muitas comparações. Quando a Meryl Streep quer provocar síncopes cardíacas, levanta uma sobrancelha ou vira ligeiramente o rosto, enquanto que a Madonna abre as pernas em frente a um espelho, vestida com um &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;maillot&lt;/span&gt; rosa choque, ou enfia a língua pela garganta da Britney Spears abaixo. Quando se faz isso, é mais difícil esconder a idade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não, não era só uma questão de atitude. Porque é que a Meryl Streep parece mais fresca a fazer um esgar, a baixar os óculos, a ajeitar a &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;écharpe&lt;/span&gt;, do que a Madonna até, digamos, na capa da &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Vogue&lt;/span&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Subitamente ocorreu-nos, a ambas as duas interlocutoras deste monólogo: porque a Madonna parece velha, mas a Meryl Streep, tal como a Sofia Loren ou a Romy Schneider no fim da carreira, é velha. Não me entendam mal. Digo "velha" no mesmo sentido que digo "gorda", por exemplo, ou seja: descartando quaisquer preconceitos sociais de uma cultura dominada pela perfeição física. Sempre defendi que, se "magra" não é um elogio (e não creio que o seja, necessariamente, é só um qualificativo), "gorda" não é um insulto. O mesmo se aplica a "nova/velha". Para efeitos retóricos, concordemos que, por exemplo, a America Ferrara e a Sara Ramirez, com os seus certamente mais de 54 quilinhos (o peso excato delas já não vem no Google...), são "gordas"; assim, aos 59 anos, a Meryl Streep é "velha". Mas alguém no seu juízo perfeito evocaria o facto de ter de se levantar cedo para trabalhar se uma destas senhoras convidasse para "subir e tomar um copo"?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Madonna parece velha porque tenta parecer outra coisa. A Meryl Streep é velha. Sabe a idade que tem, aceita-a e vive de acordo com isso. Por isso, parece infindavelmente nova e fresca. Só lhe faltam as gotas de orvalho para parecer uma flor em botão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Eu avisei. É efeito do filme...)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isto faz-me lembrar uma resposta que a Dolly Parton deu, quando alguém lhe perguntou se ela se incomodava com anedotas de louras burras: "Não me incomodam, porque sei que não sou burra e sei que não sou loura."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E embrulha!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-8625635771587032093?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/8625635771587032093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=8625635771587032093' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/8625635771587032093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/8625635771587032093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/08/my-my-how-can-i-resist-you.html' title='My, My, How Can I Resist You?'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SMRAL4T7m-I/AAAAAAAAAFY/tZalEO5gXmw/s72-c/mammamia460.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-7222764143889664892</id><published>2008-08-13T16:58:00.000-07:00</published><updated>2008-08-13T17:57:10.238-07:00</updated><title type='text'>It's just what WOULD Happen</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SKOC3-LNrHI/AAAAAAAAAFQ/xaysGZMoJOo/s1600-h/1960-WINNIE-THE-POOH-EEYORE-BY-RIVER-PRINT_0_0_Q1L4.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SKOC3-LNrHI/AAAAAAAAAFQ/xaysGZMoJOo/s320/1960-WINNIE-THE-POOH-EEYORE-BY-RIVER-PRINT_0_0_Q1L4.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234171090029096050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Há dias, estava a arrumar umas coisas antes de sair de casa e tinha a televisão ligada na Oprah. Há quem ouça música de fundo, há quem cante no chuveiro, eu gosto de ouvir a Oprah de fundo. Mas, neste dia, ela tinha um convidado a fazer uma palestra, Aliás, uma lição. Com &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;powerpoint&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;, o que é logo um excelente começo. Enquanto confirmava se tinha as chaves de casa e se o telefone tinha bateria e se a janela estava fechada, ouvi este tipo exultar as vantagens de viver a vida em cheio, em pleno, com um sorriso no rosto e um sol no céu, fazendo limonada quando a vida nos dá limões, e vivendo cada dia como se fosse o último.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Fiz uma pausa quando o ouvi dizer: «Vivam como se fossem morrer amanhã. A sério. Sei do que estou a falar: tenho cancro e estou a morrer.»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;O meu karma entrou em saldo negativo quando pensei: «Not fast enough, you're not!»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Numa tentativa de fazer uns depósitos de bom karma na minha conta astral, decidi ouvir mais um pouco. Este tipo chama-se Randy Pausch, é autor do agora &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;best-seller A última lição&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;, está a morrer e decidiu partilhar com o mundo aquilo que aprendeu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Por alguma razão, o facto de ele estar a morrer enervou-me mais ainda. Era como se ele estivesse a derivar autoridade do seu iminente esticanço de pernil. Um erro grave de retórica: se não se pode acabar cada frase de um debate com «seu porco nojento» (argumento &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;ad hominem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;), tão pouco se pode acabar cada frase com «e vê lá que eu tenho cancro e estou quase lá na Terra da Verdade» (argumento &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;ad mortem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;?). É como uma extensão daquele desconforto politicamente correcto que nos leva a ser excessivamente deferenciais para com os deficientes e ajudar velhinhas e cegos a atravessar a estrada, quer queiram quer não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Talvez seja uma questão de educação. Fui criada numa família onde dizer lapalisses era mais grave que lamber o prato, ser condescendente era mais grave que tirar macacos do nariz, e raciocínios espúrios eram mais graves que palavrões. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Quando vi o Sr. Quase-Morte anunciar que tínhamos de decidir se na vida queríamos ser um Tigger ou um Eeyore, ou seja, umas personalidades solarengas e sempre sorridentes ou uns depressivos pessimistas em constante violação da lei da atracção, que percebi que o Banco Central do Karma me ia saldar a dívida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;As lapalisses, como o Sol, são para todos. Cada um pode ser mais pindérico que Píndaro à sua vontade. Mas, caramba: peguem n' &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;O Alquimista!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; Peguem n'&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;O Princepezinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;! Afoguem-se com Kahlil Gibran! Só lhes peço que não usem A. A. Milne para ilustrar filosofia de algibeira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;O Ursinho Puff, como é conhecido cá o imortal Winnie the Pooh, é uma das mais sábias e ricas personagens da literatura ocidental. Peguem num livro de A. A. Milne se não tiverem paciência para ler o cânone da literatura e filosofia ocidentais ou não tiverem tempo para se inscrever em aulas de meditação. O resultado é mais ou menos o mesmo, mas bem mais divertido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Entre os amigos de Pooh contam-se um tigre hiperactivo e possivelmente cocainómano (Tigger), um intelectual que não sabe escrever (Owl), um coelho arrivista que tem milhares de familiares que tenta desesperadamente esconder (Rabbit) e um delicioso neurótico - Eeyore. É um jerico que vive na parte mais escura da floresta, tem um casebre a cair de podre, come urtigas e domina na perfeição a arte de fazer toda a gente (e animais) sentir-se embaraçada e pouco à-vontade, apenas por exprimir a sua profunda neurose. É uma relíquia dos tempos pré-Prozac, em que ser depressivo era uma competência social e um direito. Eyore é uma espécie de Oscar Wilde passivo-agressivo e é uma lição viva de humor. Estas são algumas das suas pérolas:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);   letter-spacing: 1px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;The old gray donkey, Eeyore stood by himself in a thistly corner of the Forest, his front feet well apart, his head on one side, and thought about things.  Sometimes he thought sadly to himself, "Why?" and sometimes he thought, "Wherefore?" and sometimes he thought, "Inasmuch as which?" and sometimes he didn't quite know what he was thinking about.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);   letter-spacing: 1px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;You don't always want to be miserable on my birthday, do you?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color: rgb(51, 51, 51);   letter-spacing: 1px;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" letter-spacing: normal; font-family:'Trebuchet MS';"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span lang="EN-US" style="  letter-spacing: 1pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Everybody crowds around so in this Forest. There's no Space. I never saw a more spreading lot of animals in my life, and in all the wrong places.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span lang="EN-US" style="  letter-spacing: 1pt; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;No Give and Take. No Exchange of Thought. It gets you nowhere, particularly if the other person's tail is only just in sight for the second half of the conversation.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span lang="EN-US" style="  letter-spacing: 1pt; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;After all, what are birthdays? Here today and gone tomorrow. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" letter-spacing: 1px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" letter-spacing: normal; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span lang="EN-US" style="  letter-spacing: 1pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;One can't complain. I have my friends.  Someone spoke to me only yesterday.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span lang="EN-US" style="  letter-spacing: 1pt; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="letter-spacing: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;“Why, what's the matter?" "Nothing Pooh Bear, nothing. We can't all, and some of us don't. That's all there is to it" "Can't all what?" said Pooh, rubbing his nose. "Gaiety. Song-and-dance. Here we go round the mulberry bush." "Oh!" said Pooh. He thought for a long time, and then asked, "What mulberry bush is that?" "Bon-hommy," went on Eeyore gloomily. "French word for meaning bonhommy," he explained. "I'm not complaining, but There It Is.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span lang="EN-US" style="  "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Eeyore, the old grey Donkey, stood by the side of the stream, and looked at himself in the water. "Pathetic," he said. "That's what it is. Pathetic."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color: rgb(0, 0, 0);   font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Eeyore é uma lembrança viva e jerica da natureza complexa da felicidade. Vivemos numa sociedade que tenta industrializar o bem-estar: temos fórmulas, receitas e instrumentos para sermos felizes e realizados e, como a oferta cria consumo, sentimo-nos na obrigação de os pôr em prática. Há um livro engraçadíssimo a respeito, &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Against Happiness&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;, de Eric Wilson, que aconselho vivamente. Nele, o autor salienta as virtudes da melancolia como contrapeso à obsessão pela felicidade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Vou contrariar um moribundo: não temos de escolher entre ser Tiggers ou Eeyores. Todos temos algo de tigre saltitão e de jerico melancólico. Todas as emoções cumprem uma função, e querer viver numa constante euforia e passar os dias com um sorriso estampado no rosto só resulta numa coisa: dores de cabeça e de músculos faciais. Jeanette Winterson escreveu uma vez que a tristeza é homeopática. É um bom princípio: se arde, lá há-de curar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Mesmo que não fique bem em &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;powerpoin&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;t.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-7222764143889664892?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/7222764143889664892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=7222764143889664892' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/7222764143889664892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/7222764143889664892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/08/its-just-what-would-happen.html' title='It&apos;s just what WOULD Happen'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SKOC3-LNrHI/AAAAAAAAAFQ/xaysGZMoJOo/s72-c/1960-WINNIE-THE-POOH-EEYORE-BY-RIVER-PRINT_0_0_Q1L4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-7186100580473893759</id><published>2008-07-24T11:42:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T17:59:14.162-08:00</updated><title type='text'>Romani Ite Domum (as pessoas chamadas romanos entram dentro de casa)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SIjSJaCqUHI/AAAAAAAAAFI/3Xf1lcbEtJs/s1600-h/alex_mcqueen_gladiator_sandal.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SIjSJaCqUHI/AAAAAAAAAFI/3Xf1lcbEtJs/s320/alex_mcqueen_gladiator_sandal.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226658426614599794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estão a ver&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt; A Vida de Brian&lt;/span&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estão a ver aquela cena em que a Frente do Povo da Judeia (não a Frente Popular da Judeia) está reunida na casa do velho pedinte a planear um rapto para deitar abaixo o império romano?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estão a ver quando o Reg (John  Cleese) faz um pequeno discurso a condenar os romanos e a enumerar todas as atrocidades que eles cometeram, e pergunta "e o que é que eles alguma vez fizeram por nós?" e, um a um, os membros da Frente do Povo da Judeia vão dando exemplos de coisas que os romanos fizeram?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estão a ver como a cena vai fazendo um crescendo cómico até o Reg conclui:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 16.0px Times"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;"All right, but apart from the sanitation, the medicine, education, wine, public order, irrigation, roads, a fresh water system, and public health, what have the Romans ever done for us?"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 16.0px Times"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Já viram que, desta lista de benesses adquiridas através da colonização, não se menciona uma única vez A Sandália Romana?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 16.0px Times"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Estão a ver como o Povo da Judeia, que é sempre representado vestido com uma variedade de confecções elaboradas de serrapilheira e com um corte deliberadamente sacodebatatesco, ainda assim tem o bom f&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;ashion sense&lt;/span&gt; de não considerar a sandália romana uma coisa positiva?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 16.0px Times"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Então, o que é que aconteceu?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 16.0px Times"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Como é que se decidiu recuperar, como acessório, um modelo de calçado que faz pneus nas pernas e só poderia racionalmente ser admirado por adeptos do &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;bondage&lt;/span&gt; mais extremo?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 16.0px Times"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Quero exortar os leitores deste blogue (ambos os dois) a fazer o seguinte, em nome do bom gosto e do bom senso: quando virem alguém com sandálias romanas calçadas, puxem-lhes as orelhas, arrastem-nos até ao muro mais próximo e obriguem-nos a escrever, em latim, "não volto a usar sandálias romanas", cem vezes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 16.0px Times"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Para que aprendam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-7186100580473893759?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/7186100580473893759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=7186100580473893759' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/7186100580473893759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/7186100580473893759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/07/romani-ite-domum-as-pessoas-chamadas.html' title='Romani Ite Domum (as pessoas chamadas romanos entram dentro de casa)'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SIjSJaCqUHI/AAAAAAAAAFI/3Xf1lcbEtJs/s72-c/alex_mcqueen_gladiator_sandal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-6029712545838029192</id><published>2008-07-19T04:54:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T17:59:14.284-08:00</updated><title type='text'>The L Girl</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SIHdSr63EzI/AAAAAAAAAFA/2OzcuagszDk/s1600-h/lindsay_lohan.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SIHdSr63EzI/AAAAAAAAAFA/2OzcuagszDk/s320/lindsay_lohan.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224700355823473458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pois não sei, faltam-me as palavras e as lágrimas quase me correm pelo rosto abaixo.&lt;div&gt;Diz quem não sabe (corre pelos tablóides e pelos blogues) que a Lindsay Lohan tem há meses uma relação com a Samantha Ronson, e que agora a assumiu publicamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há coisas que parecem boas demais para ser verdade, e depois há coisas que são boas demais para serem permitidas pelos deuses. Eu nestas coisas sou muito grega e acho que, quando uma &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;child star&lt;/span&gt; virada &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;sex symbol&lt;/span&gt;,  que esgotou a &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;New York&lt;/span&gt; e quase crashou o site da revista quando fez uma sessão fotográfica com o Ben Stern a recriar a famosa "white session" da Marylin, que é conhecido por levar mais coca que um cargueiro colombiano, que tinha como &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;character references&lt;/span&gt; Paris Hilton e Nicole Ritchie, que tinha como &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;manager&lt;/span&gt; a mãe (que agora é "manager" da outra filha de 14 anos), que foi despedida por um estúdio por chegar tarde e ressacada às filmagens, que faz como ninguém o olhar trágico da mulher-criança com um passado difícil e uma personalidade conturbada, dizia, quando uma mulher destas recebe um anel de noivado da Cartier de uma mulher que é DJ, a coisa mais &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;cool&lt;/span&gt; que se pode ser, filha de um milionário da Yahoo, irmã do Mark Ronson (produtor da Amy Winehouse e da Lilly Allen), e que para além de fazer o beicinho &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;butch&lt;/span&gt; melhor do que muitas, ainda vem basicamente da casta mais fixe que há, acho que quando isto acontece, dizia eu, Zeus e Hera e Vénus e Vishnu e Shiva e todos os seus amigo e conhecidos olham para baixo e pensam: mas afinal, são só humanas! Quem lhes disse que podiam ser tão felizes, tão belas e tão &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;cool&lt;/span&gt;? Tais coisas só aos deuses são permitidas!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E depois causam um cataclismo qualquer. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se não fosse La Lohan; se não fosse uma DJ que usa, por amor dos céus, uma fedora!, como quem está acima das leis que ditam que o &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;r&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;etro eighties&lt;/span&gt; já estar a chegar ao fim; e se o anel não fosse Cartier, os deuses até eram capazes de fechar os olhos. Mas esta conjugação de coisas perfeitas e deliciosas é quase uma afronta. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E se um dia isto acabar mal, vou chorar muito, como no fim das novelas, ou como no casamento do Carlos e da Diana.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Mazel-Tov &lt;/span&gt;para as meninas!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-6029712545838029192?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/6029712545838029192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=6029712545838029192' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/6029712545838029192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/6029712545838029192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/07/ai-nem-sei.html' title='The L Girl'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SIHdSr63EzI/AAAAAAAAAFA/2OzcuagszDk/s72-c/lindsay_lohan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-8215007457125579481</id><published>2008-07-11T11:52:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T17:59:14.416-08:00</updated><title type='text'>True Story</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SHe---vwDTI/AAAAAAAAAE4/z15JgJodg88/s1600-h/1637.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SHe---vwDTI/AAAAAAAAAE4/z15JgJodg88/s320/1637.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221852282163825970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há uns meses atrás, a PEF (Pequena Empresa Familiar) onde eu trabalho foi comprada por uma GMI (Grande Multinacional Importante). Foi uma união feliz e desejada por ambas as partes, um pouco como o casamento da Duquesa do Cadaval com o Príncipe de Orleans: uma coisa bonita que fica bem num &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;spread&lt;/span&gt; da &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Vogue&lt;/span&gt; e que, embora inevitavelmente acabe também nas páginas da imprensa cor-de-rosa, faz todo o sentido financeira, genealogica e sentimentalmente. A única falha nesta comparação é que, como todos sabemos, os executivos das GMI são, ao contrário dos aristocratas e monarcas sem trono dos nossos dias, plenipotenciários. Um Orleans ou um Bragança pouco mais pode almejar que trazer visibilidade a algumas boas causas e/ ou acenar à distância num raro casamento real, enquanto que os executivos das GMI vivem em casas palaciais, trabalham em instalações palaciais, compram arte, são mecenas de tudo e mais alguma coisa e, caso desejem, podem mandar executar, das mais diversas e criativas formas, quem bem entenderem. Para além disso, mais ou menos governam o mundo, ao contrário dos AMST (aristocratas e monarcas sem trono). Enfim, &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;plus ça change&lt;/span&gt;...&lt;div&gt;Como em qualquer casamento, nós os da PEF mudámo-nos para a casa da GMI, onde fomos muito bem recebidos e, depois de arrumarmos o enxoval, lá nos dedicámos à vida quotidiana de deveres matrimoniais. Toda a gente me tinha avisado que o ambiente de uma PEF é muito diferente do de uma GMI (sendo o da primeira claramente o preferido). Nas GMIs, disseram-me, as pessoas vivem enterradas em burocracia, a cumprir processos incompreensíveis para fazer funcionar sistemas ultrapassados e ineficientes. Uma vez mais, um pouco como uma monarquia absoluta no seu pior: uma espécie de despotismo iluminado sem terramotos nem Baixas Pombalinas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como a mais nova das noivas de Barba-Azul, não vi nada de assustador ou suspeito na minha nova casa. As pessoas eram simpáticas, as instalações óptimas, o sistema parecia funcionar e temos autonomia q.b. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como acontece em muitas GMIs (exceptuando aquelas em que os trabalhadores, ups, colaboradores, são ou alimentados a soro para não saírem do local de trabalho, ups, colaboração), a nossa tem não só uma cantina com óptima comida como também, em cada andar, uma pequena copa onde os macrobióticos, os alérgicos a tudo e as inevitáveis fêmeas que se alimentam exclusivamente de batidos diuréticos de Maio a Setembro podem fazer as suas refeições. E foi aí que tive o meu primeiro vislumbre do estranho mundo das GMIs.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na sexta-feira, fui à copa aquecer a minha refeição macrobiótica e vi uma banana em cima da mesa. Na segunda-feira, fui misturar o meu batido diurético e lá continuava a banana. Na quinta-feira, fui aquecer o meu bacalhau à brás especial para alérgicos a bacalhau e a banana, impávida e serena, permanecia em cima da mesa, talvez um pouco mais sombreada mas ainda apresentável.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na semana seguinte comi na cantina e foi só na outra segunda-feira que voltei à copa para aquecer um chá. Em cima da mesa vi um objecto oblongo e recurvado de cor violácea escura, e no ar pairava um odor inominável. Mal a reconheci, mas era a minha boa velha amiga banana.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi só passados mais uns dias que a estranheza da situação me tingiu em pleno. A banana, como o Corvo de Poe, não se mexera uma polegada, mas, como o Corvo de Poe, estava agora escura como o bréu. Uma banana preta. Mais precisamente, uma banana deixada apodrecer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Comentei com uma colega da minha PEF que havia uma banana preta, possivelmente podre, na copa. Quando ela me perguntou: "Então e ninguém faz nada?", tenho de admitir que me ocorreu chamar a Associação Protectora de Bananas para castigar o responsável pelo apodrecimento do simpático e outrora fresco e vital fruto. E foi então que percebi: numa GMI, ninguém é responsável por uma banana. Alguém a compra, alguém a traz para a empresa, alguém a deixa de parte e ela apodrece. Mas, se chega a acontecer que alguém repare, ninguém está autorizado a deitá-la fora (ou, pra os mais aventureiros, a comê-la). Ainda não sei se isso é um sistema eficaz ou não, mas é certamente estranho. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah, e eu enchi-me de coragem e deitei fora a banana. Foi difícil, mas era um acto de misericórdia e alguém o tinha de o fazer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-8215007457125579481?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/8215007457125579481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=8215007457125579481' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/8215007457125579481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/8215007457125579481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/07/true-story.html' title='True Story'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SHe---vwDTI/AAAAAAAAAE4/z15JgJodg88/s72-c/1637.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-3664214821855679753</id><published>2008-07-11T08:22:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T17:59:14.525-08:00</updated><title type='text'>Quem quer casar c' Carochinha?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SHeIygvQ9SI/AAAAAAAAAEw/DmmEwZtJLVg/s1600-h/c03963b60dt8.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SHeIygvQ9SI/AAAAAAAAAEw/DmmEwZtJLVg/s320/c03963b60dt8.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221792694322394402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não sei o que me passou pela cabeça quando vi esta foto da... ora bolas, vocês sabem perfeitamente quem é, no excelente blogue da Amy Spiridakis no &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;New York Times&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;http://themoment.blogs.nytimes.com/author/nytspiridakis&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os pensamentos, ditos espirituosos, farpas infecciosas, retorques maldosos e investidas queirosianas atropelaram-se na minha mente. Por onde começar? Pelos pés e as unhas meio pintadas? Pelo tapete encardido a eles subjacente? Pela relíquia de aspirador usada para o "limpar"? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou, numa abordagem completamente diferente, pelo lenço &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;á la bonne&lt;/span&gt; perfeitamente aplicado? Pelo cigarro ao canto da boca? Pelo &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;kohl&lt;/span&gt; impecavelmente desenhado, mesmo para os afazeres domésticos?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou pelo facto de a senhora estar de pé, &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;tout court&lt;/span&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seja como for, merece um aplauso, não?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Take a bow, Mrs. Amy Winehouse!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;N.B. - Esta não é a foto que está no blogue, a outra é melhor, vão lá ver que vale a pena!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-3664214821855679753?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/3664214821855679753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=3664214821855679753' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/3664214821855679753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/3664214821855679753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/07/quem-quer-casar-c-carochinha.html' title='Quem quer casar c&apos; Carochinha?'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SHeIygvQ9SI/AAAAAAAAAEw/DmmEwZtJLVg/s72-c/c03963b60dt8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-2540645286697661038</id><published>2008-07-06T15:15:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T17:59:14.676-08:00</updated><title type='text'>IT'S ALIVE</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SHFGwfxWvtI/AAAAAAAAAEo/uoZJx9wOX8o/s1600-h/young-frankenstein2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SHFGwfxWvtI/AAAAAAAAAEo/uoZJx9wOX8o/s320/young-frankenstein2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220031242075291346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É VERDADE!&lt;div&gt;Depois de semanas de ausência, os crocs verde lima voltaram à vida!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E nem foi preciso contratar um assistente chamado Igor para chafurdar por cemitérios à procura de partes; graças a um patrocínio de um proeminente banco lisboeta e ao mecenato de um grande &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;player&lt;/span&gt; da finança internacional, os crocs voltam à vida perante os vossos olhos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muita coisa se tem passado entretanto. A Hillary saiu da corrida às presidenciais. O Paes do Amaral não comprou uma nova editora. Há um novo cessar fogo no Médio Oriente. O Rufus esteve em Vila Nova de Famalicão (coitado!). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o Ver\ao chegou, finalmente. Está na hora de calçar os crocs.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-2540645286697661038?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/2540645286697661038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=2540645286697661038' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/2540645286697661038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/2540645286697661038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/07/its-alive.html' title='IT&apos;S ALIVE'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SHFGwfxWvtI/AAAAAAAAAEo/uoZJx9wOX8o/s72-c/young-frankenstein2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-8601105291295422246</id><published>2008-05-14T01:50:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T17:59:15.041-08:00</updated><title type='text'>Birthday girl</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SCqoYakfuaI/AAAAAAAAAEg/XEVKMAf-LnY/s1600-h/eretz.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200153857155381666" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SCqoYakfuaI/AAAAAAAAAEg/XEVKMAf-LnY/s320/eretz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O único estado democrático (tant bien que mal) do médio oriente. Um oásis (passe o cliché) de cultura e chique. E é mais novo que a Sofia Loren...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Parabéns, Eretz Yisrael!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-8601105291295422246?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/8601105291295422246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=8601105291295422246' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/8601105291295422246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/8601105291295422246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/05/birthday-girl.html' title='Birthday girl'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SCqoYakfuaI/AAAAAAAAAEg/XEVKMAf-LnY/s72-c/eretz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-1203814706805051437</id><published>2008-04-24T14:33:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T17:59:15.173-08:00</updated><title type='text'>As Coisas Como Elas Não São</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SBEBseULYsI/AAAAAAAAAEY/gDO6s9LJgQg/s1600-h/linds.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192933708898460354" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SBEBseULYsI/AAAAAAAAAEY/gDO6s9LJgQg/s320/linds.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vivemos em tempos confusos. O Berlusconi voltou a ser presidente. Os norte-americanos, depois de dois mandatos republicanos desastrosos, uma economia em recessão e uma guerra sem fim à vista, podem decidir por um terceiro mandato republicano, só porque o Hillary e a Obama se picam como duas peixeiras da Madragoa. E o presidente francês casou com um avatar da Françoise Hardy. Nesta era de ambiguidades e meias-verdades, é importante lembrar algumas verdades básicas e incontornáveis sobre as quais podemos construir os fundamentos de uma vida honesta, trabalhadora, e sóbria. Nomeadamente:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1 - Leggings não são calças. Você nunca roubaria uma carteira, um filme ou uma televisão, e é por isso que não faz downloads ilegais. Você nunca usaria um cinto à cintura de umas collants, nem um top justo com calças coleantes (mas se o fizer, pode postar fotos aqui que eu arranjo o espaço... preciso de mais leitores!). Por isso, antes de usar um par de leggings - que são basicamente collants sem pés e mais caras - com seja o que for que não tape o seu &lt;em&gt;derrière&lt;/em&gt; e o seu f&lt;em&gt;rontière&lt;/em&gt;, pense duas vezes. É para o bem de todos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2 - Os cães não usam roupa. Há dias, a minha cadela, que, tal como a dona, fica de mau feitio antes do café e do primeiro cigarro (mas como ela não fuma nem bebe café, tem sempre mau feitio), foi perseguida por um caniche de camisolinha e calças - juro! - de padrão Burberry cor-de-rosa. Em vez de o atacar e devorar, que seria a coisa mais misericordiosa a fazer, a minha cadela olhou para ele cheia de desgosto e pesar e suspirou. É uma senhora. Reparei que tinhamos passado por um quiosque que vendia roupa para cães. Em pequenos &lt;em&gt;racks&lt;/em&gt;, com pequenos cabides. A única roupa que um animal pode usar é a que a natureza lhe deu: meias (no caso dos cães que têm as patas de uma cor diferente do corpo) ou boinas (no caso dos cães que têm uma mancha sobre o olho e a orelha, como uma pequena &lt;em&gt;berette&lt;/em&gt; francesa estilo Mary Quant).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3 - As crianças não usam &lt;em&gt;couture&lt;/em&gt;. Na verdade, as crianças usam muito pouco: &lt;em&gt;baby-grows&lt;/em&gt;, vestidos ou fatos-macaco. E fraldas, convém. Se pertencemos a uma geração que sofreu os tormentos do sapato de verniz que belisca e do vestido de lã que pica, porque não quebrar já a cadeia de violência e abuso? Para quê inflingir a uma nova geração os horrores da «roupa boa»? Antes de comprar uma camisa Burberry, uns sapatos Escada ou um blazer Dior para o seu rebento, pense: será que ele vai a uma reunião de accionistas ou chafurdar numa poça de lama? Há um tempo certo para tudo, na vida. Se o seu filhote usar Chanel aos 5 anos, é bem provável que venha a comer areia e andar de esgorrega aos 50.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lembre-se disto. Por um amanhã mais seguro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-1203814706805051437?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/1203814706805051437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=1203814706805051437' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/1203814706805051437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/1203814706805051437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/04/as-coisas-como-elas-no-so.html' title='As Coisas Como Elas Não São'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/SBEBseULYsI/AAAAAAAAAEY/gDO6s9LJgQg/s72-c/linds.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-5818653333411914948</id><published>2008-04-04T15:58:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T17:59:15.502-08:00</updated><title type='text'>A Minha Vida Dava Um Episódio-Piloto</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R_bGpPFBMrI/AAAAAAAAAEQ/XQbp5GDV5ds/s1600-h/JT+Leroy_01[1].JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185550432688222898" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R_bGpPFBMrI/AAAAAAAAAEQ/XQbp5GDV5ds/s320/JT%2BLeroy_01%5B1%5D.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Já todos ouvimos falar de &lt;em&gt;racial profiling&lt;/em&gt;. É notório o excesso de zelo dos controladores de passaportes ou lá como se chamam os tipos que decidem quem é que entra num país (vivi muitos anos no espaço Schengen, não sei o que isso é). E um pequeno burocrata com um pouco de poder é mais perigoso que uma depilação brasileira com uma lâmina ferrugenta. Mas esta é a primeira vez que ouço falar de racismo literário ou aquilo a que poderíamos chamar memoriofobia:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.nytimes.com/2008/03/20/books/20memoi.html?_r=1&amp;amp;ex=1206676800&amp;amp;en=76d58fe81a2a8b02&amp;amp;ei=5070&amp;amp;emc=eta1&amp;amp;oref=slogin"&gt;http://www.nytimes.com/2008/03/20/books/20memoi.html?_r=1&amp;amp;ex=1206676800&amp;amp;en=76d58fe81a2a8b02&amp;amp;ei=5070&amp;amp;emc=eta1&amp;amp;oref=slogin&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não li o livro, mas pelo que percebi o rapaz drogava-se, dava-se com meninas de má vida e depois foi ele mesmo um menino de má vida. Depois escreveu as suas memória, dando-lhes um encantador tom dandiesco e &lt;em&gt;belle epoque&lt;/em&gt;. Parece louvável. Só que, pelos vistos, pode impedí-lo de fazer compras na Saks Fifth Avenue e de comer no Russian Tea Room - e, infelizmente, só uma dessas coisas é que se pode fazer online (passear no Central Park já se pode fazer online)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Este é o mais recente episódio na novela da memoriofobia. Nos últimos anos, os autores de memórias têm sido alvo de ferozes perseguições e estigmatizados socialmente. É certo que isso tem acontecido depois de venderem centenas de milhares de livros, mas ainda assim, é feio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Augusten Burroughs retrata, em &lt;em&gt;Correr com Tesouras,&lt;/em&gt; a sua adolescência, passada com o psiquiatra louco da mãe (a mãe «deu-o» ao psiquiatra, que tinha um certo hábito de adoptar crianças perdidas). É uma espécie de Mogli versão LSD. É claro que o psiquiatra e a família são mais loucos que qualquer louco; toda a gente está sempre encharcada em comprimidos, em relações disfuncionais e em aventuras sexuais predatórias. O livro é tão bom que, comentei com amigos, se lê como um romance. Na verdade, quando o li estranhei aquele «non-fiction» pespegado na contracapa. Depois de o livro vender uns milhões e os direitos para cinema estarem vendidos (belíssimo filme, realizado pelo senhor que nos trouxe &lt;em&gt;Nip/Cut&lt;/em&gt;), a família do psiquiatra decidiu processar o autor, dizendo que se sentia difamada. Que, como se diz aqui pelos cafés sobre os jogos da bola, «não foi bem assim». Depois de um &lt;em&gt;settlement&lt;/em&gt; de alguns milhões a favor da família, e de um final para o filme tão cor-de-rosa e falso como uma depilação brasileira feita em casa, não ocorreu a ninguém perguntar o óbvio: será que as memórias de um adolescente terão necessariamente de reflectir a verdade objectiva? Não será o valor da memória exactamente o de apresentar um ponto de vista único, efémero, localizado no tempo? Não será que a arte do memorialista consiste precisamente em recapturar essa visão específica de um período da vida?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas passou, de uma forma mais ou menos inofensiva, como a alergia à cera numa primeira depilação, e Augusten Burroughs continua a escrever e a vender bem. O próximo na mira, e esta mira foi bem mais pública, foi James Frey. O seu &lt;em&gt;A Million Little Pieces&lt;/em&gt; descrevia a experiência de um alcoólico inveterado a desintoxicar-se. Um dos momentos mais marcantes do livro, daqueles que as pessoas contam umas às outras, perguntando «lestes aquela parte?», foi a descrição de uma ida ao dentista para uma desvitalização sem anestesia. Na altura James Frey já estava nos AA e não podia tomar qualquer forma de droga, incluindo novocaína. Desvitalizou o dente a frio para se manter limpo e sóbrio. Uau.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Afinal parece que não. Exagerou. Uma vez mais, não foi bem assim. Testemunhos vários sugeriram que ele tinha exagerado ou embelazdo alguns episódios. O trágico foi que, na altura em que se soube, ele já tinha ido à Oprah, chorado com a Oprah e sido abraçado pela Oprah. A Oprah dá poucos abraços e não gosta de os desperdiçar. Não foi a abraçar mentirosos que a senhora subiu na vida. Quando o gato saiu da mala, como dizem os ingleses, já o livro tinha vendido milhões. Depois de a Sr.ª Winfrey-Steadman ter mandado o James Frey voltar ao programa, admitir publicamente a mentira e pedir desculpa, a editora do livro fez uma coisa inaudita: retirou o livro de circulação e reembolsou os leitores que pediram o dinheiro de volta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foi então que eu fiquei preocupada, como quando se está a fazer uma depilação brasileira e se vê que a depiladora está há imenso tempo ao telefone, não faz tenções de desligar e a cera está a ficar picante. Devolver dinheiro aos leitores? Que raio de precedente era este? Com que base legal? Se isto começasse a pegar, iríamos ter as pessoas a devolver &lt;em&gt;Os Maias&lt;/em&gt; porque acabava mal, &lt;em&gt;A Sibila&lt;/em&gt; porque não se percebe metade, &lt;em&gt;Cem Anos de Solidão &lt;/em&gt;porque tem demasiados personagens? Não, a razão era bem mais simples: &lt;em&gt;A Million Little Pieces&lt;/em&gt; era uma memória, logo, não ficção. Na não ficção não se embeleza nem se exagera. Por isso o Stephen M. Hawking que tenha cuidado a usar metáforas, porque na não-ficção não há espaço senão para os factos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O caso de James Frey foi bastante nótório porque o seu livro chegoua um público já abertamenter ávido de sensacionalismo. Isso tornou-se claro quando Frey se justificou dizendo que a editora o tinha pressionado para publicar o livro como memória (ele originalmente tinha pensado em transformar as memórias num romance) porque «vendia mais». O selo da «história verídica» lubrifica as vendas. A &lt;em&gt;reality TV&lt;/em&gt; já não convence ninguém, mas aparentemente a &lt;em&gt;reality literature&lt;/em&gt; ainda convence. Por alguma razão, os livros &lt;em&gt;pulp&lt;/em&gt; dos anos 50, sobre histórias escandalosas de lésbicas, gays, travestis e depilações brasileiras, eram publicados como «histórias verídicas». Já não era o valor literário que estava em questão, mas a intensidade da sensação causada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Com o misterioso JT Leroy, a história deu uma volta inesperada. Leroy escrevia ficção literária de qualidade. Os seus romances tinham, segundo se publicitava, uma inspiração autobiográfica. Eram sempre sobre adolescentes vítimas de maus tratos, forçados a prostituir-se com camionistas naqueles vilarejos pedidos no meio do nada atravessado por auto-estadas (donde, os camionistas) e tão sexualmente ambíguos que faziam a pantera cor-de-rosa parecer macho (ou fêmea). A sua obra ela elogiada pela crítica e por escritores mais que conceituados, e ia ser o próximo &lt;em&gt;it boy&lt;/em&gt; da cena literária. Era tímido, andrógino, pelo que se via das poucas fotos disponíveis, só fazia entrevistas pelo telefone, e até o editor só o tinha visto uma vez.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Isso porque ele era Laura Albert, uma mulher de trinta anos muito, muito perturbada, que tinha inventado a &lt;em&gt;persona&lt;/em&gt; de JT Leroy. Foi denunciada pelo namorado, cuja irmã, disfarçada com óculos &lt;em&gt;oversize&lt;/em&gt; (que visionária!) e cabeleira loura, «posava» como JT Leroy nas poucas aparições públicas. Foi processada pela empresa que tinha comprado os direitos cinematográficos de um dos romances (o filme ia ser com Asia Argento e não lhes perdoo não terem ido em frente com o projecto!) e o julgamento foi, ao que parece, um interessante debate sobre a verosimilhança e o processo criativo. Guardo duas coisas deste processo: a tristeza que mostrava Laura Albert por todo este &lt;em&gt;fuss&lt;/em&gt; - parecia uma criança a quem tinham morto o amigo imaginário, uma criatura tão indefesa e adorável quanto as suas próprias personagens; e o título de um dos seus livro, das coisas mais bonitas que já vi: &lt;em&gt;The Heart Is Deceitful Above All Things&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Enquanto eu me ia preocupando com a possibilidade, que me parecia cada vez mais real, de exumarem Fernando Pessoa e o sentarem no banco dos réus por falta de pagamento de impostos da parte dos seus heterónimos (com o presente estado das coisas, não sei se a inexistência física dá isenção), aconteceu o mais recente caso: Margaret Seltzer, sob o pseudónimo de Margaret B. Jones, escreveu &lt;em&gt;Love and Consequences&lt;/em&gt;, memórias da sua adolescência como &lt;em&gt;gang-banger&lt;/em&gt; e traficante de droga numa zona perigosa de LA, onde vivia num lar de acolhimento. Desta vez, a revelação nem demorou uma semana, os livros nem chegaram a aquecer as bancas. Margaret Seltzer cresceu com os paizinhos numa zona confortável e burguesa de LA. Se usou bandanas, foi com laço à coelhinho, como boa betinha. A editora fez aquilo que, agora, é da praxe: retirou os livros do mercado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A propósito de tudo isto, saiu uma charge engraçada no &lt;em&gt;International Herald Tribune&lt;/em&gt;:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.iht.com/articles/2008/03/09/opinion/edleyner.php"&gt;http://www.iht.com/articles/2008/03/09/opinion/edleyner.php&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E lembrei-me de uma cena de &lt;em&gt;O Detective Cantor&lt;/em&gt;, em que um psicanalista diz a um autor: «Li o seu livro. Está cheio de pistas.» E o autor responde: «É um livro. Está cheio de páginas.»&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Platão dizia que não admitiria poetas na sua república, porque eram fabricantes de mentiras. Por isso há cerca de 8 000 anos que se sabe que os escritores são fingidores, mentirosos, fabricantes, fazedores. As intricâncias legais acerca da catalogaçãodos livros - ficção, não ficção, memória, história, ensaio,&lt;em&gt; &lt;/em&gt;depilação brasileira, &lt;em&gt;whatever&lt;/em&gt; - não nos devia fazer esquecer que tudo o que é escrito em ozalides, desde os dez mandamentos até ao &lt;em&gt;Sei Lá&lt;/em&gt;, contém, como qualquer espelho, elementos de distorção.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Adorava que os juízes de todos estes casos de difamação, fraude e outras acusações absolutamente esticadas contra autores (de livros que o público e a crítica tanto louvavam), pronunciassem uma sentença de: «Get a life. and I don't mean in paperback.»&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E depois os queixosos ficavam proibidos de fazer depilações brasileiras no Verão mas, numa exebição de sadismo judicial, eram obrigados a fazê-las no Inverno.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;PS - A foto é daquela pessoa que não existe, JT Leroy.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-5818653333411914948?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/5818653333411914948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=5818653333411914948' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/5818653333411914948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/5818653333411914948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/04/minha-vida-dava-um-episdio-piloto.html' title='A Minha Vida Dava Um Episódio-Piloto'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R_bGpPFBMrI/AAAAAAAAAEQ/XQbp5GDV5ds/s72-c/JT%2BLeroy_01%5B1%5D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-1700557101454223690</id><published>2008-03-23T12:09:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T17:59:15.528-08:00</updated><title type='text'>What's Up, Doc?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R-arP_FBMqI/AAAAAAAAAEI/2tLjhrgPt-s/s1600-h/Rolling_hare_large.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181016712455205538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R-arP_FBMqI/AAAAAAAAAEI/2tLjhrgPt-s/s320/Rolling_hare_large.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-1700557101454223690?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/1700557101454223690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=1700557101454223690' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/1700557101454223690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/1700557101454223690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/03/whats-up-doc.html' title='What&apos;s Up, Doc?'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R-arP_FBMqI/AAAAAAAAAEI/2tLjhrgPt-s/s72-c/Rolling_hare_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-4572557925237143722</id><published>2008-03-20T03:27:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T17:59:15.623-08:00</updated><title type='text'>Trash and Treasure</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R-JA4PFBMpI/AAAAAAAAAEA/xAr-oUhwOSw/s1600-h/donatella.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179773856293925522" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R-JA4PFBMpI/AAAAAAAAAEA/xAr-oUhwOSw/s320/donatella.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Às vezes, quando não tenho muito mais que fazer e está demasiado frio para ir à praia ou demasiado calor para não ir, penso na relação entre os EUA e a Europa. O que é nós pensamos deles? O que é que eles pensam de nós? Será que odeiam os franceses? Será que os franceses os odeiam? Porque é que há música da Dulce Pontes a passar em filmes do Richard Gere? Porque é que todas as &lt;em&gt;sitcoms&lt;/em&gt; têm pelo menos um personagem inglês que é excêntrico e adorável? Porque é que a Nely Furtado existe (não, a sério, porquê?)? Porquê a história das «liberty fries»? O que se passa? Que estranha relação é esta?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma vez, a filha da editora da &lt;em&gt;Vogue&lt;/em&gt; francesa estava numa festa em Nova Iorque e alguém lhe disse qualquer coisa a respeito dos sapatos dela. E ela respondeu: «Eu sou europeia, &lt;strong&gt;acordo &lt;/strong&gt;de saltos altos!». Ou seja, por um lado, ser europeu é usar pérolas, maquilhagem invisível, jóias óptimas mas discretas e fumar &lt;em&gt;vogue slims&lt;/em&gt; - é ser a Jacqueline Bouvier K.O. É BCBG.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por outro lado... ver acima. O próprio conceito de &lt;em&gt;eurotrash&lt;/em&gt;. Europeia é a Donatella Versace, com as suas péssimas extensões de cabelo descolorado, pele de cabedal e apresentação de, em geral, bradar aos céus. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por isso resolvi brindar os leitores deste blogue (sim, ambos!) com uma fotografia que tão bem ilustra esta dicotomia: a &lt;em&gt;dotty old dowager&lt;/em&gt; Versace ao lado da adorável pequena &lt;em&gt;Gossip Girl&lt;/em&gt;, uma discreta &lt;em&gt;charge&lt;/em&gt; à Jackie Kenneddy.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já agora, leiam a entrada a respeito no &lt;em&gt;Go Fug Yourself&lt;/em&gt;, que tem piada e rir faz bem à pele:&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://gofugyourself.typepad.com/go_fug_yourself/2008/03/house-of-fugsac.html"&gt;http://gofugyourself.typepad.com/go_fug_yourself/2008/03/house-of-fugsac.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-4572557925237143722?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/4572557925237143722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=4572557925237143722' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/4572557925237143722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/4572557925237143722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/03/trash-and-treasure.html' title='Trash and Treasure'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R-JA4PFBMpI/AAAAAAAAAEA/xAr-oUhwOSw/s72-c/donatella.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-4921327219678265159</id><published>2008-03-12T13:57:00.001-07:00</published><updated>2008-12-11T17:59:15.946-08:00</updated><title type='text'>«Já ninguém lá vai, está sempre cheio»</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R9hO6-rtb9I/AAAAAAAAAD4/hfWs8UxIRLs/s1600-h/victoriachanelshow.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176974546828095442" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R9hO6-rtb9I/AAAAAAAAAD4/hfWs8UxIRLs/s320/victoriachanelshow.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há tempos vi um anúncio, numa agenda, de um curso. Como estou sempre à procura de aprender coisas novas, como macramé, braille e trivialidades acerca de bairros históricos (sim, perder tempo faz-me sentir viva!), li atentamente. Era um curso de [sic] cooltura. Consistia em seminários de culinária, guionismo e, creio, introdução ao design.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como qualquer pessoa que foi profundamente incoolta durante grande parte da vida, dei graças aos anjos e santos do cool por haver finalmente um curso de acesso a esta hermética disciplina. No meu tempo de adolescente, ser cool era um exercício de incalcoolável precisão. Era visível que se tinha de usar certos jeans (Uniform, Levis, Chevignon, El Charro), certos sapatos (Portside, All Stars), certos chumaços, certos brincos de aros do tamanho que ia do mediano à sevilhana, um certo esgar, uma certa permanente. Ouvir certa música (Guns n' Roses), ir a certos sítios (Coconuts, Bauhaus). Ok, estou a localizar-me geografica e históricamente, mas percebem o que quero dizer. Mas mesmo que se usase e fizesse tudo isto, havia sempre algo que escapava se não se fosse natural e intrinsecamente cool. Era como se o todo fosse mais do que a soma das partes. O cool foi o meu primeiro exercício mental com a inefabilidade, uma experiência quase mística.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Com este curso, pensei, talvez tivesse descoberto o coolcanhar de Aquiles da gente bonita. Afinal, é tudo tão simples: ser proficiente na criação de boa comida, bom entretenimento e coisas bonitas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Antes tarde do que nunca, pensei, com um suspiro. Agora, sim, ia poder conviver com os melhores, com as pessoas que conhecem as pessoas que conhecem as pessoas, com os gurus do estar-bem-consigo-mesmo. Nem preciso de acrescentar que, em consequência, viria a ser feliz, completa e realizada. Bastava cozinhar um risotto com queijo de hamster e pardal levemente salteado; escrever um episódio-piloto de uma sitcom sobre um vendedor de seguros que é um arquitecto visionário latente, com grandes planos da &lt;em&gt;skyline&lt;/em&gt; de Manhattan sobreposta à Baixa da Banheira; e fazer um candeeiro com lápis Caran d'ache usados até ao boto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E, subitamente, as perspectivas profissionais também se abriram como um horizonte vasto e infindável. Podia tirar mestrados atrás de mestrados - estudar a cooltura europeia (ir a &lt;em&gt;pubs&lt;/em&gt; com uma atitude retro e irónica, a &lt;em&gt;houseparties&lt;/em&gt; tão exclusivas que estão vazias, e ouvir música tão &lt;em&gt;underground&lt;/em&gt; que ainda nem foi escrita), cooltura judaica (cabala para perder peso, música hassidica de brooklyn em remixes pós-punk e bares fixes em Tel Aviv) ou até antropologia cooltural (fazer biópsias a celebridades em busca do gene do cool; será um gene? uma mutação? um retrovirus?). Podia trabalhar como adida cooltural em embaixadas e definir quais os sítios &lt;em&gt;must&lt;/em&gt; em qualquer país com o qual tivessemos relações diplomáticas, ou sugerir países cool com os quais entrar em guerra para invadir e entrar de graça nos melhores sítios. Ou como consultora cooltural em empresas e decidir quem são os executivos &lt;em&gt;in&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;out&lt;/em&gt; («sim, ele é um génio com a fiscalidade, mas &lt;em&gt;ainda&lt;/em&gt; usa gravata às riscas!»).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Contudo, tudo isto coolminou com uma estranha associação entre imagens e palavras. Subitamente, veio-me à mente a fotografia que está na abertura deste post: a Becks a entrar num desfile Chanel. E lembrei-me depois de uma entrevista com Mademoiselle, já muito velha, na qual ela passou todo o tempo a tirar um lenço de uma manga e a pôr na outra, com um ar de inigualável desdém, e a perorar acerca dam essência da elegância. A certa altura, comentou que achava a mini-saia abominável, porque mostrava os joelhos, que numa mulher são raramente bonitos. Ver a Becks, vestida numa homenagem à maquilhagem dos anos 80 no seu pior, sob o nome desta senhora, lembrou-me que o melhor que tinha a fazer era fechar a agenda e deixar de ser tão calcoolista. Afinal o cool é como a mini-saia: só mostra as partes de nós que raramente são bonitas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah, o título é uma deixa do Groucho Marx.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-4921327219678265159?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/4921327219678265159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=4921327219678265159' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/4921327219678265159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/4921327219678265159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/03/j-ningum-l-vai-est-sempre-cheio.html' title='«Já ninguém lá vai, está sempre cheio»'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R9hO6-rtb9I/AAAAAAAAAD4/hfWs8UxIRLs/s72-c/victoriachanelshow.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-6946278959753674450</id><published>2008-03-07T16:51:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T17:59:16.160-08:00</updated><title type='text'>As Mulheres</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R9Hyb-rtb8I/AAAAAAAAADw/tHFMWat1Ppc/s1600-h/norma.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175184009322131394" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R9Hyb-rtb8I/AAAAAAAAADw/tHFMWat1Ppc/s320/norma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O meu filme favorito de todos os tempos, aquele que eu levava para uma ilha deserta (ou para uma ilha ou para um deserto) é &lt;em&gt;The Women&lt;/em&gt;, de George Cukor. Foi feito em 1939, escrito por Anita Loos e Clare Booth Luce (uma dupla criativa que só tem rival na dupla «Fome» e «Vontade de Comer»), tem uma passagem de modelos a cores a meio e tem frases como:&lt;br /&gt;«Ele era capaz de partir um côco com os joelhos, se conseguisse fechar as pernas»;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;«A primeira pessoa que conseguir explicar como é que um homem pode estar apaixonado por duas mulheres ao mesmo tempo vai ganhar aquele prémio que estão sempre a dar na Suécia!»;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;«Há um nome para mulheres como vocês, mas não se usa em alta sociedade... fora de um canil»;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mãe para a filha: «Confia em mim, filha. Eu já era uma mulher casada antes de tu nasceres».&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E oh, tantas, tantas outras! São 133 minutos de &lt;em&gt;bitchiness&lt;/em&gt; e diálogos mais bem trabalhados que um diamante da Cartier. E é uma jóia enfeitada com as gemas mais cintilantes: Norma Sherarer é a angélica heroína; Joan Crawford a má da fita; Rosalind Russell a cómica e desastrada&lt;em&gt; sidekick&lt;/em&gt;; Paulette Goddard a durona amistosa; e Mary Boland a deliciosa figura de &lt;em&gt;comic relief&lt;/em&gt; à décima potência.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando soube que ia ser feito um &lt;em&gt;remake&lt;/em&gt;, fiquei contente. Não sou nada conservadora nestas coisas; se, como dizia Oscar Wilde, a imitação é a forma mais sincera de elogio, o &lt;em&gt;remake&lt;/em&gt; é certamente a forma mais cara, mas ainda asim um elogio. Mas a minha alegria desvaneceu-se quando vi o elenco escolhido para esta versão, a sair em 2008: Meg Ryan em vez de Norma Shearer; Eva Mendes em vez de Joan Crawford; Bette Midler em vez de Mary Boland . Sinceramente, foi como se tivesse ido a um restaurante e pedido um risotto de porcini com azeite trufado e gorgonzola (que exagero!) e me tivessem dito: «não temos, mas posso fazer-lhe um arrozinho de tomate com peixinhos da horta».&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Vamos admitir que o cinema contribui, ainda que de forma marginal, para a construção do imagético social de género. Assim sendo, &lt;em&gt;The Women&lt;/em&gt; de 1939 era uma afirmação do ideal feminino da sua época, uma espécie de cápsula do tempo que diz às gerações vindouras: «Estas são as mulheres de hoje: educadas, sofisticadas, inteligentes, engraçadas, complexas, profundas. Fabulosas a cada &lt;em&gt;frame&lt;/em&gt;.» Feitas as devidas ressalvas e tomando em conta o câmbio do dia do &lt;em&gt;glamour&lt;/em&gt; (um cêntimo do &lt;em&gt;glamour&lt;/em&gt; de Cukor dava para comprar cem &lt;em&gt;starlets&lt;/em&gt; dos nossos dias), o cast de &lt;em&gt;The Women &lt;/em&gt;de 2008 é embaraçoso. Não são mulheres, são meninas. Nalguns casos, meninas com grandes implantes nos lugares certos, mas meninas ainda assim. Incapazes de um gesto mais magnífico que o beicinho, de uma expressão mais complexa que o morder o lábio inferior tremelucente. É como se este filme tivesse sido feito 70 anos antes, e não depois,do original. É um &lt;em&gt;premake&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A crescente infantilização da mulher é preocupante. Não estou só a falar de celebridades cada vez mais novas, de mulheres que só pegam num livro se a Oprah mandar, que com idade para terem juízom ainda fazem beicinho ou que gastam metade do salário em sapatos. Nem sequer estou a falar de como o ideal da fada-do-lar se está a insinuar lentamente no seio da nossa cultura. Estou a falar de como passámos deste estado (ver foto acima)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;a este&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.poster.net/ryan-meg/ryan-meg-photo-xl-meg-ryan-6233505.jpg"&gt;http://www.poster.net/ryan-meg/ryan-meg-photo-xl-meg-ryan-6233505.jpg&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.poster.net/ryan-meg/ryan-meg-photo-xl-meg-ryan-6233505.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R9Hutertb4I/AAAAAAAAADQ/nDsPT1jFp_o/s1600-h/meg.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma mulher pode vir a ser uma senhora, e uma senhora pode vir a ser tudo; uma menina só pode vir a ser uma gaija (com i de infantil).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;B'jinhos, lindas!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-6946278959753674450?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/6946278959753674450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=6946278959753674450' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/6946278959753674450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/6946278959753674450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/03/as-mulheres.html' title='As Mulheres'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R9Hyb-rtb8I/AAAAAAAAADw/tHFMWat1Ppc/s72-c/norma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-3897653572834079733</id><published>2008-02-19T12:53:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T17:59:16.375-08:00</updated><title type='text'>Os Boulevards da Amargura</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R7tIqjjxK2I/AAAAAAAAADA/bGfjeSF2INA/s1600-h/miguelpaisdoamaral9uo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168804893274745698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R7tIqjjxK2I/AAAAAAAAADA/bGfjeSF2INA/s320/miguelpaisdoamaral9uo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R7tH2jjxK1I/AAAAAAAAAC4/vorkmrcrWxw/s1600-h/mpa.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nos últimos meses, tem-se falado muito acerca da aglomeração das editoras portuguesas em grandes grupos: a Explorer I, a Leya, a Bertlesmann, a Citroen... Se bem que, na sua maior parte, estas conversas fossem alternativas ao inevitável tema da proibição de fumar, revelaram uma coisa até então insuspeita: que as editoras dão dinheiro, &lt;em&gt;ergo&lt;/em&gt;, que os livros vendem, &lt;em&gt;ergo&lt;/em&gt;, que os portugueses lêem. Ou isso ou que descobriram na literatura uma fonte barata de aquecimento, comida ou vestuário. E, se bem que eu gostasse mais de usar o último livro de (inserir aqui o nome do vosso autor mais detestado) do que de o ler, acho que é verdade que os portugueses lêem cada vez mais. O que gera uns estranhos &lt;em&gt;bedfellows&lt;/em&gt;: editores e homens de negócios. O &lt;em&gt;poster boy&lt;/em&gt; deles tem sido o Miguel Paes do Amaral, esse grande empresário, o homem que disse certa vez ser a primeira pessoa da família em 400 anos a precisar de trabalhar e que, com o seu charme de Dr. House-meets-Richard-Branson, agora detém o maior grupo editorial do país (a não ser que venda tudo à Citroen).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tenho verificado muitas reacções de tristeza a estas compras e vendas. Quase ninguém gosta de grandes grupos (é a nossa costela anti-sistema ou talvez anti-napoleónica) e quase ninguém gosta de trabalhar em grandes empresas. Ao mesmo tempo, muitas pessoas parecem chocadas com o facto de um &lt;em&gt;millieu&lt;/em&gt; tão artístico, quase de artesãos, como o do livro, estar aparentemente a ceder ao encanto do capital. Creio que as pessoas imaginam os editores como cavalheiros vestidos de &lt;em&gt;tweed&lt;/em&gt;, que vão para os copos com escritores mas não bebem muito para depois poderem levar o génio embriagado para casa, que passam os dias em escritórios forrados de livros, a fumar português suave e a suspirar quando chegam as contas ou os relatórios de vendas. E alguns são assim. Mas também é verdade que os editores são os tipos que tiveram a brilhante ideia de ganhar a vida a vender literatura; só acontece que nem sempre o fazem muito bem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No contexto da comercialização da literatura, e numa cultura centrada no consumidor, sugiro algumas alterações aos títulos dos seguintes clássicos das letras, cujas vendas nem chegam aos pés de coisas como &lt;em&gt;O Segredo&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;A Estrela de Joana&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Romeu e Julieta&lt;/em&gt; passaria a chamar-se &lt;em&gt;Atracção Fatal&lt;/em&gt;;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Madame Bovary - O Pecado Mora ao Lado&lt;/em&gt;;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Os Lusíadas - Mar Adentro&lt;/em&gt;;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Guerra e Paz - Com Jeito Vai... na Rússia&lt;/em&gt;;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Orlando - Quando Ele Era Ela&lt;/em&gt;;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;A Dama das Camélias - Call Girl&lt;/em&gt;;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;A Sibila - Que Bem Que Se Está no Campo&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Assim, quando o incauto leitor se apercebesse de que não estava, de facto, a ler um &lt;em&gt;thriller&lt;/em&gt; pejado de acção e mulheres de biquini, já estaria viciado em boa literatura. E assim podíamos todos acabar numa sala forrada a livros, a fumar português suave. Ganhavamos nós, ganhavam os editores, ganhava o Paes do Amaral e ganhava a Citroen.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;P.s. - a Citroen não anda a comprar editoras, que eu saiba, mas queria ver se conseguia espalhar o boato para valorizar o meu pequeno C1.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-3897653572834079733?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/3897653572834079733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=3897653572834079733' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/3897653572834079733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/3897653572834079733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/02/os-boulevards-da-amargura.html' title='Os Boulevards da Amargura'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R7tIqjjxK2I/AAAAAAAAADA/bGfjeSF2INA/s72-c/miguelpaisdoamaral9uo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-7642196476952261692</id><published>2008-02-15T12:58:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T17:59:16.515-08:00</updated><title type='text'>Florilégio</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R7lhmDjxK0I/AAAAAAAAACw/bzSAtWtIpSM/s1600-h/florib1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168269353802607426" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R7lhmDjxK0I/AAAAAAAAACw/bzSAtWtIpSM/s320/florib1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R7YD7zjxKzI/AAAAAAAAACo/_TxV3NjaGLs/s1600-h/luciana-abreu-702777.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R7YCFDjxKyI/AAAAAAAAACg/nFAIQhuBBlU/s1600-h/luciana.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Guilherme de Ockham e, mais tarde, Sherlock Holmes, diziam: «uma vez eliminado o impossível, o que resta, por improvável que seja, é necessariamente a verdade». Nesse sentido, é estatisticamente inevitável que certas coisas aconteçam. Todas aquelas coisas, por exemplo, que os nossos pais diziam que nos iriam acontecer se não tivessemos o proverbial e ubíquo «cuidado». É estatisticamente impossível que as seguintes coisas não tenham ocorrido, pelo menos uma vez, a crianças que não tiveram «cuidado»:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1 - Arrancar um olho com «isso»;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2 - Desmaiar por ler no carro;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;3 - Cair e partir a cabeça por andar com os atacadores desapertados;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;4 - Perder um braço/ uma mão por andar com ele/ela fora do carro;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;5 - Ficar doente por comer demasiados doces ou não usar chapéu ao sol;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;6 - Ter uma melancia a crescer no estômago por ter engolido uma semente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Era, por isso, inevitável, estatisticamente, que, algum dia, acontecesse o que agora começa a verificar-se: que eu tinha razão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há cerca de um ano que, julgando-me em companhia de pessoas tolerantes e com um pouco de mundo, exprimi a opinião seguinte: a Floribella é sexy. Tendo em conta a torrente de risos, soluços, bebidas expelidas em choque, manifestações de espanto, gozo e desilusão que se seguiram, talvez não tivesse sido boa ideia verbalizar a opinião que servia de codicílio à anterior, &lt;em&gt;vide&lt;/em&gt;, que a Floribella viria a ser, com o tempo, um ícone lésbico. Mantenho pelo menos que uma comunidade que entronizou a Madonna renuncia ao direito de julgar o próximo com base em critérios como uma pronúncia do Porto e meias às riscas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os visionários nunca são compreendidos no seu tempo. De certeza que alguém que tenha dito a Luís XVI, no dia 13 de Julho de 1789, que lhe cheirava a revolução, teria sido acusado de ter abusado do rapé. Mas há coisas que se sentem no ar, que se adivinham nos jeitos das gentes, que se vislumbram em pequenas epifanias do dia-a-dia. E, se o karma é lixado, o tempo, então, é um granda filho da puta, e desta vez provou que eu tinha razão. Ao que parece, mademoiselle Abreu fez uma requalificação mamária e apareceu recentemente na capa desse bastião de masculinidade que é a FHM, devidamente - e pouco, mas horrendamente - trajada. Ainda não é sexy, na &lt;em&gt;vox populi&lt;/em&gt;, mas mereceu certamente a qualificação de «boa», sendo de uma bondade comparável à do cereal que cresce em espigas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não quero dizer «eu bem disse».&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Até porque não sou assim tão visionária, só aconteceu ter visto uma sessão fotográfica que o Expresso publicou com ela, em plena febre Floribella (de onde a foto é retirada).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É deixá-los, como dizia o galo ninfomaníaco a fingir-se de morto acerca dos abutres que o sobrevoavam, pousar...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-7642196476952261692?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/7642196476952261692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=7642196476952261692' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/7642196476952261692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/7642196476952261692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/02/florilgio.html' title='Florilégio'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R7lhmDjxK0I/AAAAAAAAACw/bzSAtWtIpSM/s72-c/florib1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-6232329437098682036</id><published>2008-02-11T12:02:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T17:59:16.684-08:00</updated><title type='text'>As Mãezinhas Deles</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R7C2LjjxKxI/AAAAAAAAACY/OI7_LxnhPeY/s1600-h/we-can-do-it.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165829082234039058" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R7C2LjjxKxI/AAAAAAAAACY/OI7_LxnhPeY/s320/we-can-do-it.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sábado. Esse abençoado dia em que até o mais &lt;em&gt;goy&lt;/em&gt; dos &lt;em&gt;goyim&lt;/em&gt; é um pouco santo, porque imita o Altíssimo no Seu repouso. A pessoa está a fazer uma última ronda de &lt;em&gt;zapping&lt;/em&gt; e, enquanto se pergunta se será o décor de Betty Feia que faz com que as piadas de transexuais sejam sempre tão engraçadas nesse programa e conclui que a RTP está a passar o mesmo filme nas matinés de sábado há cinco anos sem que ninguém se queixe, vê uma coisa nova. A pose das mãos diz Oprah, a postura das costas diz Dr. Phil, o olhar diz «fiz a capa da &lt;em&gt;Seventeen&lt;/em&gt; mais vezes do que vocês já comeram tremoços». Ela fala, ela acena, ela é a Tyra Banks.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E neste dia em particular a Tyra estava, de voz mansa e olhar doce por baixo de umas pestanas delicadamente maquilhadas, a expôr a intimidade de cinco raparigas. Calças justas, tatuagem um pouco acima do cóccis, raízes pretas e extensões, e base, muita base. O tema do programa podia ser um verso roubado ao Merceneiro: «Não há maior regalo que vida de rapariga»; mas, numa versão menos poética, o tema era mesmo «raparigas promíscuas».&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Enquanto as ondas de choque irradiavam pela minha mente, ouvi os testemunhos destas Mariquinhas do Midwest. As espreitadelas furtivas das vizinhas tornam-se um &lt;em&gt;all out glare&lt;/em&gt; quando estas raparigas admitiam, com &lt;em&gt;nonchalance&lt;/em&gt; (ou só a encolher os ombros) que saíam para estabelecimentos de diversão nocturna acompanhadas de outras raparigas, seduziam homens e tinham sexo com eles. A promiscuidade, aparentemente, consistia em que o faziam repetidamente e com homens diferentes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foi mais ou menos quando uma delas disse que uma vez tinha feito amor - perdão, sexo! - numa praia, que o meu microondas mental acabou de cozinhar a informação e fez um sonoro «ping!»&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Levantei-me do sofá e dirigi-me para a janela. Como não vi a Fome, a Morte a Peste e o Outro a cavalgar pelos céus, depreendi que este programa não era um dos sinais do Apocalipse. Pausadamente, fui até à cozinha. Vi o meu microondas e uma garrafa de coca-cola. Então, disse para mim mesma, de certeza que não estamos em 1950. Voltei à sala e liguei a CNN, a BBC e a Al Jahzeera (canal de controlo). Nenhuma das estações noticiosas ocidentais tinha crucifixos gigantescos à vista nem citações bíblicas inflamatórias a passar em rodapé. Das três, só a Al Jahzeera pertencia a um estado teocrático. Donde, disse a mim mesma, podemos inferir que a direita extremista ainda não chegou ao poder nos EUA.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os muitos anos que passei a ler policiais permitiam-me, então, considerar duas explicações possíveis para o sucedido: ou eu tinha enlouquecido de vez, ou o programa estava mesmo a passar, aqui e agora (bom, ali e então). A hipótese a) é sempre mais provável e apetecível, mas também é inconsequente; se eu tivesse mesmo enlouquecido, isso só me afectaria a mim e aos poucos leitores deste blogue, sobre cuja sanidade mental não me cabe comentar. Por isso, enveredei pela hipótese b) e, como boa cidadã laica, socialista e republicana, soltei um chorrilho de asneiras capaz de fazer o capitão Hadock exclamar: «mais, voyons, madame!»&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Até ver o episódio do Tyra Banks Show dedicado à redenção de raparigas promíscuas, eu acreditava, a sério que acreditava, que a revolução sexual tinha a) acontecido e b) sido, em geral, uma coisa boa. Como o sufrágio universal, a invenção da internet e a comida chinesa de &lt;em&gt;take-away&lt;/em&gt;: tem as suas desvantagens, mas em geral dá jeito. Pensei que o famoso &lt;em&gt;double standard&lt;/em&gt; já só existia naqueles países tão machistas que os homens são tão machos que não resistem uns aos outros e são secretamente gay. Pensei que a liberdade sexual significasse que qualquer pessoa pudesse exprimir a sua sexualidade da maneira que quisesse. Pensei que tudo valia entre dois - ou mais - adultos numa situação de consenso. Pensei que «mulheres promíscuas» fossem aquelas que nunca encontram a chave do carro na carteira ou deixam passar o prazo de validade dos iogurtes. Mas a Tyra, com os seus olhos de amêndoa doce, a sua pele aveludada e o seu beicinho &lt;em&gt;mignon&lt;/em&gt;, deixou bem claro em que consiste a promiscuidade. Tinhamos como exemplo estas raparigas de calças justas e cabelos pintados, que tinham tido múltiplos parceiros sexuais mas, depois de uma conversa franca, admitiam que o seu comportamento se devia simplesmente a uma falta de amor próprio ou àquele genérico vazio espiritual que leva tantas mulheres a procurar consolo nas compras, no chocolate e no sexo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas antes de chegarem a este &lt;em&gt;insight&lt;/em&gt;, as raparigas promíscuas - ou fáceis, também respondem por esse nome - foram expostas a um painel de homens. Não é o que estão a pensar, eu na altura também pensei que o programa fosse dar essa volta, mas não deu. O painel de homens expôs os seus sentimentos acerca de raparigas fáceis. Numa escala de 1 a 10, sendo 10 o respeito e a tolerância e 1 a elevação a ícone gay, os sentimentos deles estavam numa saudável média de 5, sendo 5 a redução a estatuto de objecto sexual. Vivemos numa época em que articular frases, mesmo na sua forma básica de juntar um sujeito e um predicadop por meio de um verbo, tipo... não dá. Ainda assim, duas frases tiveram direito a coro: para quê comprar a vaca quando se tem leite de graça? e «hos don't make housewifes». Ah, e aprendi que uma das maneiras que os homens têm de identificar uma rapariga fácil é o chamado «tramp stamp» que, para quem não sabe, é a tal tatuagem, aparentemente muito usada por raparigas promíscuas, uns centímetros acima do cóccis, muito visível entre o top subido e as calças de cintura baixa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como era sábado, dia de descanso, e tinha de sair para tomar café com a minha melhor amiga, dobrei a indignação e guardei-a numa gaveta emocional onde estão arrumadas as minhas revoltas para reciclagem. Foi só quandoa minha amiga me contou, por coincidência, que uma amiga comum lhe tinha telefonado, em lágrimas, porque tinha uma tatuagem no cóccis e agora se sentia «promíscua», que percebi que, por muito bonito que seja o beicinho da menina Banks, as pessoas não são coisas, e nem as coisas nem as pessoas são fáceis. E que se calhar devia haver uma tatuagem qualquer que permitisse identificar as pessoas decentes, tolerantes, compreensivas e compassivas. E que «feminismo», por muito que se quiera e discuta, ainda não é um arcaísmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-6232329437098682036?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/6232329437098682036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=6232329437098682036' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/6232329437098682036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/6232329437098682036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/02/mezinha-deles.html' title='As Mãezinhas Deles'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R7C2LjjxKxI/AAAAAAAAACY/OI7_LxnhPeY/s72-c/we-can-do-it.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-709221931479107687</id><published>2008-02-09T15:50:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T17:59:16.892-08:00</updated><title type='text'>Não São Nenúfares, Estúpido!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R64-zjjxKwI/AAAAAAAAACQ/Tng4Uf_Jcdw/s1600-h/liliesfoto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165134878080051970" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R64-zjjxKwI/AAAAAAAAACQ/Tng4Uf_Jcdw/s320/liliesfoto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na verdade, é uma sala cheia de gente a tirar fotografias à representação de impressões de nenúfares. Nesta fotografia só aparece uma e, ao contrário do estereóptipo, não é japonesa. Pois é, não são só as execuções sumárias de chefes de estado/ ditadores que podem ser captadas num bom Nokia em plenos pixéis. Sempre que estiver à frente de um dos tesouros da civilização, basta levantar a patinha e carregar no botão para que todos os seus amigos vejam que esteve a ver as pirâmides/a Mona Lisa/ o nariz de Cleópatra. Ver é uma experiência estética a ser vivida na imediatez. Mostrar que se viu, seja por meio de fotografias ou souvenirs, é característico do ser humano (escrevinhar nas paredes é quase um instinto para nós), mas trivializa a experiência estética - pelo menos a da pessoa atrás de si que está a tentar ver a obra de arte em questão e não pode porque você está a tirar todas as fotografias possíveis e, para azar dos azares, o seu telefone tem uma memória espantosa, na qual cabia o Louvre em peso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pior que mostrar que se viu é escrever sobre isso num blogue. Isso é mesmo só falta do que fazer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-709221931479107687?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/709221931479107687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=709221931479107687' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/709221931479107687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/709221931479107687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/02/no-so-nenfares-estpido.html' title='Não São Nenúfares, Estúpido!'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R64-zjjxKwI/AAAAAAAAACQ/Tng4Uf_Jcdw/s72-c/liliesfoto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-1950383281888879919</id><published>2008-02-09T15:00:00.001-08:00</published><updated>2008-12-11T17:59:17.053-08:00</updated><title type='text'>São Nenúfares, Estúpido!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R644TTjxKvI/AAAAAAAAACI/ZgkRbIDhtbQ/s1600-h/lilies.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165127726959504114" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R644TTjxKvI/AAAAAAAAACI/ZgkRbIDhtbQ/s320/lilies.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na verdade, não são tanto nenúfares quanto impressões de nenúfares. Uma sala redonda com as paredes cheias de impressões de nenúfares. Monet, o homem que, quando vivia com a mulher ilegítima e o filho ilegítimo na mais esquálida pobreza, escrevia ao pai, um rico mercador, e lhe pedia dinheiro para tintas e algum bom queijo, não era só um escroque, mas um génio fascinado pela forma de tornar visível aquilo que torna as próprias coisas visíveis: a luz. A sua obra é uma progressiva missão de capturar as manifestações da própria luz. E os estudos de nenúfares - por serem plantas brancas e aquáticas, logo, com condições óptimas de reflexão - são considerados os exponentes máximos da sua obra. Um dos seus quadros que melhor exprime esta busca pela visibilidade da luz retrata um perú num jardim, o que nos mostra que nisto de arte nem sempre se pode ser poético.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-1950383281888879919?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/1950383281888879919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=1950383281888879919' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/1950383281888879919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/1950383281888879919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/02/so-nen.html' title='São Nenúfares, Estúpido!'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R644TTjxKvI/AAAAAAAAACI/ZgkRbIDhtbQ/s72-c/lilies.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-4889877040866312915</id><published>2008-01-29T13:27:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T17:59:17.231-08:00</updated><title type='text'>Pela Fresca</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R5-lv9dSKaI/AAAAAAAAAB8/X02R9EVnHjU/s1600-h/final.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161025941359700386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R5-lv9dSKaI/AAAAAAAAAB8/X02R9EVnHjU/s320/final.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há coisas com que a pessoa não merece apanhar logo de manhã. É verdade que eu não me levanto com as galinhas nem com qualquer espécie de ave, que o único trânsito que apanho de manhã é a velhinha da esquina a ir deitar fora o lixo e que as minhas tarefas, antes de ir trabalhar, são não me esquecer de usar amaciador, passear a cadela e não deixar as chaves de casa na porta. Mas ainda assim, gosto de imaginar que, momentos, antes de me levantar, uma manada de assistentes está a correr pelo mundo a gritar uns aos outros: «ela está quase a acordar! mudem-me a cor desse céu! Menos luz, mais nuvens! Quem é que mandou haver vento? Porcaria de estagiários! Tirem esse carro daí, que ela ainda se magoa!» e outras coisas assim. Não é tanto um &lt;em&gt;Truman Show&lt;/em&gt; como um &lt;em&gt;Diabo Veste Prada&lt;/em&gt;: gosto de me imaginar como uma pequena Miranda Priestley a entrar no meu dia como ela entra pela &lt;em&gt;Vogue&lt;/em&gt; adentro. Por isso é que, quando acordo, a primeira coisa que digo é «get me Patrick!».&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E contudo, esta manhã, caminhando pacíficamente com a minha cadela, deparei-me com este magnífico anúncio. Primeiro pensei que o software mental que uso para ler antes de tomar café tinha apanhado um vírus, mas depois arranquei o dito para ter provas concretas. Caso a fotografia esteja pouco legível, o que diz é:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;«Final Digno. Mudanças para Todo País e Estrangeiro.»&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vamos imaginar quem é o Sr. X, dono da Final Digno, e que acontecimentos na sua vida o levaram a adoptar este nome para o seu respeitável negócio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1 - O Sr. X é casado e feliz. A Sr.ª X é uma mulher trabalhadora, ainda atraente, mãe extremosa e amiga dos seus amigos. São casados há 17 anos, amam-se e respeitam-se, os filhos têm boas notas e não se dão com más companhias. O ano passado foram à Eurodisney. Contudo, pouco a pouco, a Sr.ª X começa a dar sinais de impaciência. O Sr. X ronca, sorve a sopa, passa as sextas-feiras à noite nos copos com os amigos e, ultimamente, só lhe responde mal. Nunca repara quando ela compra um vestido novo e no outro dia disse-lhe que se calhar ela devia ir para um ginásio «que lhe fazia bem». Vão sempre jantar a casa dos pais dele, mas se a mãe dela os vem visitar, é um ai-Jesus! Não é que o Sr. X esteja muito mais satisfeito com a situação. Ultimamente, tem trabalhado até cada vez mais tarde, os fins-de-semana são uma seca, ela implica com ele por tudo e por nada e nunca lhe apetece. A certa altura, cada vez que o Sr. X diz alguma coisa, a Sr.ª X só ouve um som como de unhas a arranhar um quadro de ardósia. E ao ouvir o suspiro da Sr.ª X, quando acaba de lavar a loiça, o Sr. X tem de se conter para não lhe dar um murro nas trombas. Um dia, estão os miúdos fora, olham um para o outro, ao jantar, à mesa da cozinha, e percebem: acabou tudo. Sem alarido, falam com os filhos, com a família, com os advogados. Ela fica com a casa, ele vai ficar com o irmão até arranjar outra coisa. Quando vão assinar os papéis do divórcio, ela acosta-o, à saída. Sem uma palvra, toca-lhe no braço e deixa-lhe na mão um botão de casaco. Um botão de uniforme da Marinha; era o que lhe tinha caído do casaco, na noite em que fizeram amor pela primeira vez. Ela perguntara-lhe: «vais ter sarilhos por causa disto?» e ele respondera: «valeu a pena.» Por causa da partilha de bens, ele tem de mudar o nome à empresa. Chama-lhe «Final Digno».&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2 - O pai do Sr. X morreu de cancro da próstata. Na altura, não se faziam exames regulares. Quando descobriram o que era, já se tinha espalhado, não sem antes lhe causar dores excruciantes, em nada aliviadas pelos medicamentos receitados para as maleitas erradamente diagnosticadas. Saber a verdade trouxe ao Sr. X um estranho alívio e, a partir de então, uma estranha clareza e determinação instalaram-se na sua alma. Foi isso que fez com que aguentasse, sem uma lágrima, ver o pai preso a uma cama enquanto a doença lhe comia, lentamente, como se deliciada, cada orgão, cada função, cada traço do cadáver adiado que fora, outrora, o seu pai. Um corpo dobrado de dores, sem memória nem expectativa de futuro, preso sem mercê a um presente composto inteiramente por sofrimento sem sentido. Quando uma enfermeira lhe respondeu, com «vai já» e um encolher de ombros, seguidos de um murmurar que ele não conseguiu, ou não quis, entender, ao seu pedido de que mudassem as fraldas ao pai, um observador atento teria visto infiltrar-se no semblante do Sr. X uma semente de raiva. O pai do Sr. X morreu num dia quente de Verão, agarrando-se como um animal à respiração que teimava em seguir pelos pulmões afogados, ao mundo que os seus olhos já não viam, gritando pela vida com a voz que já não tinha. O Sr. X agarrava uma almofada com tanta força que abriu os pulsos. Foi ao funeral do pai com eles ligados, como um adolescente sucida tardio. Andou uns tempos sem eira nem beira. Bebia. Quando lhe chegou a pequena herança do pai, despediu-se da repartição e abriu uma empresa. Faz mudanças: da vida para a morte. Do sofrimento para o alívio. Chamam-no de lares, normalmente os donos, que sabem o que custa uma doença prolongada (custa mais do que rende). Às vezes vai a hospitais, alguns médicos com casos mais bicudos chamam-no para fazer o trabalho que não podem fazer. Raramente, são as próprias famílias que o chamam, perdidos numa névoa de confusão e cansaço. Já lhe aconteceu ter homens de 50 anos perguntar-lhe, com a voz trémula de uma criança: «morreu?» Então, o Sr. X entrega-lhes a sua discreta factura, com o cabeçalho que diz «Final Digno».&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Céus, há uma infinidade de coisas que o Sr. X podia ser e que a Final Digno podia fazer! As possibilidades são ilimitadas. Mas, como disse acima, ainda não tinha tomado café e tinha de ir trabalhar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-4889877040866312915?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/4889877040866312915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=4889877040866312915' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/4889877040866312915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/4889877040866312915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/01/pela-fresca.html' title='Pela Fresca'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R5-lv9dSKaI/AAAAAAAAAB8/X02R9EVnHjU/s72-c/final.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-5809567217606004083</id><published>2008-01-25T13:10:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T17:59:17.407-08:00</updated><title type='text'>O Lixão Laranja</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R5pwgNdSKZI/AAAAAAAAAB0/ZgXMYbTqAxU/s1600-h/peng01.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159560021776935314" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R5pwgNdSKZI/AAAAAAAAAB0/ZgXMYbTqAxU/s320/peng01.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os bibliofagos têm uma vantagem sobre os outros &lt;em&gt;gourmets&lt;/em&gt;: o seu deleite de eleição pode não ser fresco. Enquanto que um apreciador de bom vinho ou boa comida raramente bebe um merlot de segunda mão ou come um &lt;em&gt;boeuf de veau&lt;/em&gt; usado e meio gasto, um devorador de livros que se preze fica com ligeira taquicardia ao passar por uma loja de livros em segunda mão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há puristas que não podem ver um livro com a «espinha» vincada, pois os há, mas também há quem não goste de ouvir o Glen Gould a tocar as Variações Goldberg, o que significa que há gente para tudo e tudo para toda a gente. O mundo, nesse aspecto, é muito parecido com a Worten. Para mim, não há maior deleite que apanhar um livro usado mas bem usado: sublinhado, vincado, com bilhete de comboio a fazer de marcador, com dedicatória e data. Com sinal de uma vida anterior, com história. Como diz o Terry Pratchett: «The story doesn't unveil, it weaves». E nada tece mais a narrativa de um livro do que a história de quem leu o livro antes. É como uma sobrecapa biográfica, uma camada de vida. Os livros são marcas nas nossas vidas; aquilo que lemos a dado momento é um testemunho de quem somos então. E o facto de os descartarmos significa, de alguma forma, que queremos deixar de o ser. Deitar fora um livro é como apagar uma tatuagem, mas sem enxertos nem cicatrizes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por isso foi com muito gosto que li esta peça no &lt;em&gt;New York Times&lt;/em&gt; sobre a compra de livros na mítica livraria Strand:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.nytimes.com/2008/01/18/nyregion/18bigcity.html?ex=1201669200&amp;amp;en=da287c39ee56d867&amp;amp;ei=5070&amp;amp;emc=eta1"&gt;http://www.nytimes.com/2008/01/18/nyregion/18bigcity.html?ex=1201669200&amp;amp;en=da287c39ee56d867&amp;amp;ei=5070&amp;amp;emc=eta1&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pode parecer estranho que uma bibliofaga não se choque com uma cultura onde é aceitável deitar fora livros - mesmo &lt;em&gt;paperbacks&lt;/em&gt;. Mas o facto de se deitarem fora, como o artigo explica, só aumenta a sua reciclabilidade. O lixo de uns é o sustento de outros, o negócio de outros e o entretenimento de outros ainda. Esta frase serve, ao mesmo tempo, de condenação marxista e de elogio do neoliberalismo. Por um lado, a pequena burguesia (e os intelectuais) - ou, pior ainda, a &lt;em&gt;gauche caviar&lt;/em&gt;, os &lt;em&gt;limousine leftists&lt;/em&gt; - compram livros baratos porque o &lt;em&gt;lumpenproletariat &lt;/em&gt;se vê forçado a remexer no lixo, qual rato de livraria (literalmente) para lhes fornecer entretenimento barato. Visto assim, o &lt;em&gt;Pequeno Livro Vermelho&lt;/em&gt; parece não só uma boa ideia, como também um imperativo histórico. Por outro lado, o facto de uns verem no lixo uma oportunidade é um exemplo acabado do valor da meritocracia; pessoas que, por razões várias (que podem ser desde o alcoolismo até à fraude dos executivos da Enron - ou ambas), se encontram com menor liquidez financeira, enchem-se de empreendedorismo e montam um pequeno negócio. É a terra da oportunidade, onde nada se perde e tudo se revende. &lt;em&gt;Elbow grease&lt;/em&gt; com um bocado de tinta e alguns cortes de papel.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Seja como fôr, resulta em livros baratos, possivelmente com dedicatórias embaraçosas de uma mulher ao agora ex-marido, passagens sublinhadas por alguém que já encontrou outra filosofia de vida e páginas marcadas com recibos de refeições há muito digeridas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;It's all good.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-5809567217606004083?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/5809567217606004083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=5809567217606004083' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/5809567217606004083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/5809567217606004083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/01/o-lixo-laranja.html' title='O Lixão Laranja'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R5pwgNdSKZI/AAAAAAAAAB0/ZgXMYbTqAxU/s72-c/peng01.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-5175599078483243551</id><published>2008-01-22T13:09:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T17:59:17.610-08:00</updated><title type='text'>Striping the Velvet</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R5ZilRamk0I/AAAAAAAAABo/TqvgGKDyZeU/s1600-h/excision.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158418815669146434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R5ZilRamk0I/AAAAAAAAABo/TqvgGKDyZeU/s320/excision.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma repórter do &lt;em&gt;New York Times&lt;/em&gt; esteve na Indonésia e tirou, entre outras, esta foto. Era a cobertura de um... evento que tem lugar na Primavera. Podem lê-la em &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.nytimes.com/2008/01/20/magazine/20circumcision-t.html?_r=2&amp;amp;ref=magazine&amp;amp;oref=slogin&amp;amp;oref=slogin"&gt;http://www.nytimes.com/2008/01/20/magazine/20circumcision-t.html?_r=2&amp;amp;ref=magazine&amp;amp;oref=slogin&amp;amp;oref=slogin&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A bebé desta foto tinha cerca de 9 meses na altura e tinha acabado de ser excisada. A excisão, como as interpretações do Corão, varia, mas envolve sempre cortar o clitóris e resulta sempre em problemas crónicos de saúde. Para não falar de uma vida inteira sem prazer sexual.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Detesto toda a forma de panfletarismo, raciocínios de primeira figura e slogans aplicados à política. Defendo arduamente a diversidade cultural e a liberdade religiosa. E sei que é ingénuo fingir que o Homem não é o lobo do Homem e que a história da humanidade não está manchada de sangue.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas... em bom português, até a mim me doeu!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-5175599078483243551?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/5175599078483243551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=5175599078483243551' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/5175599078483243551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/5175599078483243551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/01/striping-velvet.html' title='Striping the Velvet'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R5ZilRamk0I/AAAAAAAAABo/TqvgGKDyZeU/s72-c/excision.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-3438273406147764270</id><published>2008-01-13T10:28:00.001-08:00</published><updated>2008-12-11T17:59:17.728-08:00</updated><title type='text'>Não Tem Mais Pequeno?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R4poZBamkzI/AAAAAAAAABg/uqmMFaT47Ns/s1600-h/giltcheese.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155047502564987698" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R4poZBamkzI/AAAAAAAAABg/uqmMFaT47Ns/s320/giltcheese.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No fundo do nosso armário psíquico, por trás da incerteza sexual, das neuroses da estação passada e das fobias mais berrantes, todos nós temos vícios inexplicáveis. Prazeres secretos e bizarros que existem desde que a humanidade é humanidade. Quando o fogo foi inventado, a par de exclamações como «a comida sabe melhor depois de passar por isto» e «isto dentro das cavernas sabe bem», ouviu-se certamente o grunhido de prazer do primeiro fetichista do fogo. Esta foi uma das razões que levou Freud, visionário como era, a colocar a sua cadeira de psicanalista por trás do divã. Dizia ele que era o mesmo princípio do confessionário católico: sem ver a cara do interlucotor, a pessoa sentir-se-ia mais desinibida. Mas este era o mesmo homem que via símbolos fálicos em tudo, embora fosse viciado em charutos (charutos grossos e grandes), e cunhou a famosa frase «às vezes um charuto é só um charuto» - ou seja, nem sempre era dado à veracidade. E a verdadeira razão para se sentar atrás dos pacientes e fora do seu ângulo de visão era para poder fazer caretas de nojo ou rir-se à vontade.&lt;br /&gt;Um dos meus prazeres secretos é uma coisa chamada &lt;em&gt;Gossip Girl&lt;/em&gt;, a nova série dos criadores de &lt;em&gt;The O.C.&lt;/em&gt; (outro vício secreto e que em português tem o delicioso título «Na Terra dos Ricos»). É a típica novela de adolescentes que, segundo me dita o anjinho que vive no meu ombro direito, eu tenho demasiada idade, bom gosto e juízo para ver. Em resposta, o diabinho que vive no meu ombro esquerdo só me pisca o olho e lá mergulhamos nós na complexa trama da vida dos milionários de 16 anos, tendo como fundo a impiedosa paisagem do Upper East Side.&lt;br /&gt;Das raras vezes que partilho este segredo com alguém, a reacção costuma ser de choque. Ninguém gosta de admitir que tem uma amiga que vê novelas de adolescentes; é um estigma social pesado. E eu faço pior quando tento justificar este gosto, o que me leva a explicar o complicado enredo, a descrever o guarda-roupa e a exaltar, entre suspiros, as larocas carinhas - e corpinhos - dos protagonistas (estes produtores têm por hábito usar, para os papéis principais, umas &lt;em&gt;blonde bombshells&lt;/em&gt; que elevam o beicinho a uma arte; Mischa Barton e delícias semelhantes). É nessa altura que o meu interlucotor se começa a afastar, sem fazer movimentos bruscos para não me assustar, tendo-me arquivado, na sua mente, como «louca mansa mas dada a surtos ocasionais».&lt;br /&gt;Mas, como todos os cães têm o seu dia, a &lt;em&gt;Gossip Girl&lt;/em&gt; tem um pormenor que me permite redimir-me socialmente: é a tosta de queijo que vos apresento na foto. Chama-se «Gilt Grilled Cheese Sanwich» e é confeccionada pelo &lt;em&gt;chef&lt;/em&gt; Chris Lee, do restaurante Gilt. Este restaurante fica no New York Palace, o hotel onde, na série,vive o mau da fita, Chuck Bass. A tosta foi actriz convidada de um episódio de culto e popularizou-se a partir daí.&lt;br /&gt;Como podem ver (&lt;a href="http://nymag.com/daily/food/2007/12/gilts_gossip_girl_grilled_cheese.html"&gt;http://nymag.com/daily/food/2007/12/gilts_gossip_girl_grilled_cheese.html&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;esta não é nenhuma tosta de pão bimbo com queijo do dia e banha de porco. É feita com pão artesanal, queijo fontina e trufas pretas por dentro, raspas de trufa branca por cima, e servida com batatas fritas regadas com azeite de trufas e salada de rúcula. Custa 50 dólares e o &lt;em&gt;chef&lt;/em&gt; garante que só a faz por piada, porque até perde dinheiro com ela a esse preço.&lt;br /&gt;Qualquer pessoa que aprecie a arte da extravagância ou queira fazer uma nota de rodapé engraçada num ensaio de Sociologia verá a delícia conceptual que é esta tosta. Pegar num &lt;em&gt;snack&lt;/em&gt; de pobres e enchê-lo de ingredientes caríssimos é, de alguma forma, uma expressão culinária do sonho americano. Só numa meritocracia sem classes estanques é que poderia existir este fenómeno: ricos ou pobres comem o mesmo, os ingredientes é que podem ser mais caros ou mais baratos. É novo-riquismo, mas em bom. É arrivismo, mas da variedade dos Astors e Vanderbilts - o arrivismo que casa bem e caça títulos. É ostentação, mas não é para amadores. É, basicamente, o que faz a geração a seguir àquela que fez dinheiro: comer dinheiro.&lt;br /&gt;E deve saber tão bem...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-3438273406147764270?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/3438273406147764270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=3438273406147764270' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/3438273406147764270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/3438273406147764270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2008/01/no-tem-mais-pequeno.html' title='Não Tem Mais Pequeno?'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R4poZBamkzI/AAAAAAAAABg/uqmMFaT47Ns/s72-c/giltcheese.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-5837726857345967650</id><published>2007-12-27T16:37:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T17:59:17.966-08:00</updated><title type='text'>Antioxidante</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R3RM6RamkyI/AAAAAAAAABY/ZLLfNS_azSQ/s1600-h/CAFY8RJT.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148824837982425890" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R3RM6RamkyI/AAAAAAAAABY/ZLLfNS_azSQ/s320/CAFY8RJT.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quase todos os blogues falam de coisas muito pessoais e, para este não ser excepção, vou falar também de uma parte muito privada do meu corpo: as amígdalas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As minhas amígdalas são as derradeiras armas de destruição em massa. Já se tornaram resistentes a toda a espécie de remédio, desde spray de amoníaco ao famoso xarope de cenoura como faziam as nossas mamãs. Pouco a pouco, elas estão a descodificar todos os antibióticos existentes à face do planeta e a tornar-se - sem exagero - omnipotentes. Entre os meus delírios de febre de amigdalite, com dores de ouvido que tornam certos actos de Van Gogh perfeitamente compreensíveis, decidi exterminá-las. Primeiro pensei em invadí-las, instituir um governo provisional e usar o aumento de terrorismo civil combinado com tropas mal preparadas para dar cabo delas. Mas depois de a febre baixar, pensei antes em ir a um otorrino, marcar uma operação, arrancá-las (bom, mandar arrancá-las) e fazer uns pendentes com elas, depois de as banhar em prata (ou ouro branco, ainda estou a ponderar). &lt;em&gt;E presto&lt;/em&gt;: uma semana de baixa a comer gelados e gaspacho - e adeus ás dores excruciantes e à garganta de sapo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Partilho isto aqui não porque me dê prazer falar de doenças - embora compreenda e empatize com essa compulsão de velhinha utente da caixa - mas porque Elas decidiram fazer uma última incursão. As minhas amígdalas são uma mutação do HAL, o computador do &lt;em&gt;2001, Odisseia no Espaço&lt;/em&gt;: assim que me sentiram entrar no gabinete do otorrino, disseram: «What are you doing, Dave?» e passaram ao ataque violento. Eis que, dois dias antes do Natal, começaram a inflamar-se e a ameaçar dias, senão mesmo semanas, de dor, desconforto e incapacidade de fumar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas desta vez declarei uma guerra sem tréguas a este terror doméstico do meu corpo. Liguei ao otorrino e pedi-lhe o antibiótico mais forte que ele tivesse. Ele, simpaticamente, acedeu ao meu pedido. O que eu não sabia era que o antibiótico era também, nos seus tempos livres, uma espécie de Xanax para elefantes. Estão a ver aqueles elefantes muito ansiosos, neuróticos até, que vivem de farra, bebem só bebidas brancas e tomam só drogas brancas, vão a todas as &lt;em&gt;afters&lt;/em&gt; possíveis, chegam a casa às 5 da tarde com outros elefantes que engataram numa festa, têm sexo voraz com eles, mandam-nos para casa sem pedir o número de telefone e depois precisam de alguma coisa para adormecer até ser horas de abrir a pista? Esses elefantes tomam o mesmo antibiótico que eu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por outro lado, a minha amígdalite não é razão para o mundo deixar de celebrar o nascimento de um judeu numa mangedoura. Altura em que o chocolate abunda, em todas as suas gloriosas formas e feitios, e é imoral, talvez até ilegal, não consumir a maior quantidade possível. Para além dos costumeiros bombons, trufas e chocolates em forma de marisco (quem teve essa brilhante ideia, já agora?), estive a devorar uns destes que estão na fotografia: chamam-se&lt;em&gt; macaroons&lt;/em&gt; e são a coisa mais barroca, suave e saborosa que se pode fazer com chocolate, excepção feita aos possíveis usos libidinosos do chocolate espalhado pelo corpo, mas não é disso que estamos a falar. Para mim, a par dos Manolos e da Kirsten Dunst, os &lt;em&gt;macaroons&lt;/em&gt; foram as estrelas do filme &lt;em&gt;Marie Antoinette&lt;/em&gt;, da Sofia Coppola, por isso, já que os outros dois não me são acessíveis, comer uma caixa de &lt;em&gt;macaroons&lt;/em&gt; é um prazer incomparável.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um pedaço de trivia, para vosso entretenimento: o chocolate tem a mesma composição química que a marijuana.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um Natal passado sob efeito de antibióticos e chocolate é uma experiência que recomendo vivamente. É uma espécie de lobotomia provisória - e às vezes sabe bem dar descanso ao velho lobo frontal, não é?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Boas entradas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-5837726857345967650?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/5837726857345967650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=5837726857345967650' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/5837726857345967650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/5837726857345967650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2007/12/antioxidante.html' title='Antioxidante'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R3RM6RamkyI/AAAAAAAAABY/ZLLfNS_azSQ/s72-c/CAFY8RJT.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-7739535439369493683</id><published>2007-12-16T11:42:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T17:59:18.244-08:00</updated><title type='text'>Making Christmas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R2WJyxamkxI/AAAAAAAAABQ/_pGmu19zHkc/s1600-h/Poor_Opaque_Jack_Skellington.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144669654692041490" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R2WJyxamkxI/AAAAAAAAABQ/_pGmu19zHkc/s320/Poor_Opaque_Jack_Skellington.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O mundo divide-se em dois grandes grupos: o das pessoas que dividem o mundo em grandes grupos e o das pessoas que têm mais juizinho. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Outros dois grandes grupos em que o mundo se divide são: o das pessoas que adoram o Natal e o das pessoas que odeiam o Natal.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como devem imaginar, em ambos os casos sou membro irredutível do primeiro grupo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para já, porque todas as pessoas que conheço que odeiam o Natal caem numa das seguintes categorias:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1 - acabaram de passar por uma separação dolorosa e odeiam não só o Natal, como a Primavera, o Verão, o Halloween, as festas de bar aberto, as festas em geral, a noite em geral, o dia, o trabalho, o carro, a casa, a roupa toda que têm e, até ver, tudo menos bebidas brancas e amigos pacientes;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2 - estão só a tentar chegar a casa mas moram ou trabalham ao pé de um centro comercial;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;3 - estão só a tentar ir tomar café mas moram ou trabalham na Baixa;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;4 - perderam toda a família num incêndio trágico no Natal (isto só acontece em telenovelas ou filmes de Natal, claro, mas convém que conste);&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;5 - o filho morreu crucificado aos 33 anos e fazia anos no dia 25;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;6 - são más, más como vilãos de &lt;em&gt;cartoon&lt;/em&gt;: roubam doces a orfãos, atam latas às caudas dos gatinhos, colaboram com regimes totalitários e fumam.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Concedo aos cínicos do Natal, aos pequenos Ebenezers e Grinches da vida, que ser cínico é sempre mais divertido. Quando toda a gente está suar as estopionhas, com um sorriso palerma estampado no rosto, a empreender coisas - seja decorar uma árvore de Natal, rechear um perú, construir uma caravela ou redigir uma Constituição Democrtática, é muito mais giro ficar sentade num confortável canapé, com um &lt;em&gt;cocktail&lt;/em&gt; numa mão e um cigarro na outra, a olhar melancolicamente pela janela e a lançar, entre um suspiro e uma baforada de fumo, um «para quê?» carregado de &lt;em&gt;nonchalance&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;ennui&lt;/em&gt;. A &lt;em&gt;nonchalance&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;ennui&lt;/em&gt; são os derradeiros acessórios, porque ficam bem com qualquer cor e conferem imediatamente uma aura de magnificência perdida a quem os usa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tendo dito isto, tenho de acrescentar que os anti-natalistas me fazem muita impressão. Admiro o cinismo em geral, mas o verdadeiro cínico nunca se rebaixa ao ponto de bater no ceguinho. E, meus caros, odiar o Natal é verdadeiramente uma instância de violento espancamento de um invisual.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Diz-se: «O Natal está muito comercial». Como se o Natal fosse os Beatles, os Nirvana ou o Dylan quando começou a tocar guitarra eléctrica. Cita-se o exemplo do Pai Natal ser uma invenção da Coca-Cola e da árvore de Natal ser um instrumento de propaganda vitoriana. E eu que pensava que vivíamos numa cultura assente na busca da realização espiritual. Quer dizer que a sociedade ocidental &lt;em&gt;não é&lt;/em&gt; um ermitário de carmelitas? Somos movidos por - horror! - interesses comerciais?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Diz-se: «O Natal é um stresse». Bom, por acaso até concordo. Nem o marquês de Sade conseguiria descrever o acto de passar 2 dias e, por vezes, 3 refeições em família (alargada e nuclear) como «um prazer». Mas sempre é mais agradável que um casamento, um baptizado ou um funeral. As estações de televisão não fazem programação especial para casamentos, baptizados e funerais (pelo menos para aqueles a que eu costumo ir).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Diz-se: «O Natal é deprimente». É verdade que o número de suicídios sobe em flecha no Natal. É verdade que nos leva a ponderar os anos que passaram. É verdade que é uma prova viva do desaparecimento da magia da infância - um pouco como encontrar o capuchinho vermelho num clube de strip (por acaso acho que isso até se consegue arranjar, só não seria &lt;em&gt;O&lt;/em&gt; capuchinho vermelho) ou o Peter Pan a cair de bêbedo no no Lugar às Novas. Mas se lamentamos a perda da magia e da inocência é porque,de alguma forma, ainda acreditamos nelas. Não são tão elegantes como o &lt;em&gt;ennui&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;nonchalance&lt;/em&gt;, são mais como umas luvas velhas de lã cheias de borbotos. Mas são confortáveis e ajudam a passar o frio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E que mais se pode pedir?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Feliz Natal a todos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-7739535439369493683?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/7739535439369493683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=7739535439369493683' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/7739535439369493683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/7739535439369493683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2007/12/making-christmas.html' title='Making Christmas'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R2WJyxamkxI/AAAAAAAAABQ/_pGmu19zHkc/s72-c/Poor_Opaque_Jack_Skellington.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-7799833424779837485</id><published>2007-12-02T10:03:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T17:59:18.436-08:00</updated><title type='text'>Is that a cigarette in your hand or are you just happy to see me?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R1MAjSoBvUI/AAAAAAAAABI/NfGSdo1z11k/s1600-R/fagad.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139452206055013698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R1MAjSoBvUI/AAAAAAAAABI/1kfDU4reg3o/s320/fagad.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lembram-se destes bons velhos tempos?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pois, eu também não. Tenho como vaga e recôndita memória de infância andar de autocarro em Lisboa e haver uma ou outra pessoa a fumar. Era uma imagem bonita, porque as janelas de autocarro são suficientemente grandes para se poder olhar por elas com melancolia - que é uma coisa que sabe muito bem com o cigarro. Quando comecei a andar de comboio regularmente, ainda havia uns cinzeiros ao lado dos assentos, mas eram já relíquias de outros tempos, pequenos repositórios de metal onde já nem as cinzas do passado se guardavam. E lembro-me, claro, de toda a gente fumar na televisão e no cinema. Na verdade, acho que só nos filmes da Disney e nos programas infantis é que não se fumava (e os apresentadores de programas infantis, céus! Como dizia alguém: não sei se estavam drogados ou se deviam estar drogados).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aproximam-se tempos difíceis - se é que já não chegaram, ainda não percebi se é neste mês ou em Janeiro que entra em vigor a infame lei de proibição de fumar em espaços públicos. Já tive ocasião de passar algum tempo em lugares onde leis semelhantes se aplicavam. Como não passei muito tempo lá, achava piada. Aquele silêncio constrangedor que se faz à mesa, quando levantam as entradas, e os fumadores começam todos a retorcer as mãos ou a brincar com as pontas da toalha, até que alguém mais corajoso anuncia, timidamente: «desculpem, vou só lá fora fumar um cigarrinho...» - seguido de um coro de três ou quatro vozes: «olha, faço-te companhia». A converseta que se faz com os outros fumadores à porta dos edifícios, os olhares de cumplicidade que se troca.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A imagem acima remete-nos a um tempo mais livre e inocente. Um tempo em que fumar não era sinal de uma idiotice chapada comparável apenas à de tentar arrancar as torradas da torradeira com uma faca, secar o cabelo no duche ou cortar as unhas com uma serra eléctrica. Quando fumar era sinal de requinte. Aliás, basta ver o penteado dela, os brincos, o champanhe, os menus (há-de ser um restaurante para o caro), o relógio dele. A mão dele é a de um homem «moderno e de requintado bom gosto» (vem no anúncio). Bom, por acaso acho que a mão dele sugere mais violência doméstica do que romantismo, mas a estética dos nos 70 também passava muito por aí.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O que este anúncio também evidencia é uma componente subliminar do acto de fumar: a componente sexual. O objectivo de fumar nem sempre foi o de contrair doenças cardiovasculares e morrer lenta e dolorosamente, ter impotência sexual, prejudicar gravemente a saúde dos que nos rodeiam ou obrigar as crianças a respirar o nosso fumo. A dada altura, fumar era sinónimo de maturidade, sobretudo de maturidade sexual. Cada fumador neófito procurava um estilo de fumar que o fizesse parecer mais sexy: desde a maneira de segurar o cigarro à maneira de inalar, todos os gestos eram calculados. E, claro, cada marca associava o fumador a características distintivas. Aliás, sempre achei que os slogans de cada marca de cigarro davam belíssimas frases de engate. Ora vejamos:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1 - Come to where the flavor is (Marlboro).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2 - It's a woman's thing/ You've come a long way, baby (Virginia Slims).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;3 - Blow some my way (Chesterfield).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;4 - Taste me! Taste me! (Doral).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;5 - Come all the way up to Kool (Kool).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;6 - So much more to enjoy (Peter Stuyvesant).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;7 - A silly millimiter longer (Chesterfield).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;8 - Alive with pleasure (Newport).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;9 - Light n' sassy (Misty).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;10 - We've got the taste that's right, right any time of the day (Viceroy).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;11 - It's what's up front that counts (Winston).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;12 - Almost as pretty as you are (Eve).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;13 - Why don't you pick me up and smoke me sometime (Muriel).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A Camel é a grande vencedora (e não digo isto só por fumar Camel Lights, perdão, azuis, agora não se pode dizer «lights» porque dá a entender que é menos prejudicial, bl-bla-bla): &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1 - Slow dow, pleasure up.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2 - It's your taste.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;3 - Where a man belongs.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Depois disto, quero ver quem é que se lembra que beijar um fumador é como lamber um cinzeiro!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando já não se puder fumar em nenhum recinto fechado, poderemos sempre mandar imprimir t-shirts com estes slogans para atingir o efeito desejado de &lt;em&gt;sex-appeal&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ou isso ou ir fumar para a rua, se não estiverem temperaturas muito negativas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-7799833424779837485?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/7799833424779837485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=7799833424779837485' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/7799833424779837485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/7799833424779837485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2007/12/is-that-cigarette-in-your-hand-or-are.html' title='Is that a cigarette in your hand or are you just happy to see me?'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R1MAjSoBvUI/AAAAAAAAABI/1kfDU4reg3o/s72-c/fagad.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-7897151085558313656</id><published>2007-11-22T12:17:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T17:59:18.628-08:00</updated><title type='text'>E Esta, Hã?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R0XvUKY9BXI/AAAAAAAAAAw/8aIrVgPQHwo/s1600-h/kane.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135774079751357810" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R0XvUKY9BXI/AAAAAAAAAAw/8aIrVgPQHwo/s320/kane.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Regra geral, odeio jornalistas. Com um ódio claro e penetrante como o sol de Inverno, forte e sólido como o lombo de um fox terrier, e inebriante como vodka finlandesa que foi passar umas férias à Rússia para descobrir as suas raízes (ou vice-versa). Odeio jornalistas de várias formas, feitios e &lt;em&gt;media&lt;/em&gt;: os repórteres e os seus casacos de &lt;em&gt;cameraman &lt;/em&gt;(não houve uma portuguesa que foi ao Iraque e deixou lá as cuecas quando foi raptada?); os comentadores com as suas opiniões absolutamente neutras e inconsequentes, e as suas referências obscuras; os pivots, que nem com um cartaz gigantesco à frente conseguem ler palavras com mais de duas sílabas (num dia bom); os jornalistas da imprensa que não sabem fazer &lt;em&gt;copy&lt;/em&gt;. Excepção feita ao pato Donald e ao Peninha, cujas reportagens estelares ilustravam as páginas desse belíssimo ópusculo, &lt;em&gt;A Patada&lt;/em&gt;, odeio jornalistas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tenho um amigo que via o telejornal de TVI como se fosse uma comédia. Ele tinha razão, visto assim era digno dos mais altos galardões. E tem de se reconhecer, cada país tem o &lt;em&gt;Seinfeld&lt;/em&gt; que merece. Miguel Sousa Tavares ou Elaine Benes; Manuela Moura Guedes ou Cosmo Kramer. A partir do momento em que os termos «velhinhos» e «pobrezinhos» começaram a ser aceites em&lt;em&gt; prime time&lt;/em&gt;, tudo se tornou possível.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Acho que não estou a ser demasiado violenta. Não é que eu deteste todos os jornalistas. Alguns dos meus melhores amigos são jornalistas, e tenho uma vizinha que tem um filho que é jornalista e ele ata os sapatos sem ajuda e tudo. Mas há uma coisa que me me dá apoplexias sucessivas (e isto tendo em conta que a apoplexia já nem é uma doença reconhecida pela comunidade médica): jornalistas sem rede. Quando estão à espera que um jogador saia de um balneário, que a família da vítima saia da morgue, que uma celebridade saia de um spa ou que um ministro saia de outro spa e começam a fazer tempo... bem, digamos que é nessas alturas que se percebe que a língua portuguesa tem mais muletas que uma centopeia com problemas do ouvido interno que está sempre a tropeçar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A verdade é que sou menos tolerante (isto chama-se «eufemismo», meninos e meninas) com maus jornalistas porque admiro tanto os bons jornalistas. Muito do que hoje em dia se escreve de genial encontra-se nas páginas de revistas como a &lt;em&gt;Esquire&lt;/em&gt;, a &lt;em&gt;New York, a Slade&lt;/em&gt; ou a &lt;em&gt;Vanity Fair&lt;/em&gt;. E enfim, este desabafo todo era só para mostrar este artigo (em duas partes):&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.vanityfair.com/culture/features/2007/10/hitchens200710"&gt;http://www.vanityfair.com/culture/features/2007/10/hitchens200710&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Alguém que diga que ser gordo lhe permite enfrentar o frio com &lt;em&gt;ursine insoupsiance&lt;/em&gt; ou que descreva a sensação (que o fumador tão bem conhece) de acordar de uma &lt;em&gt;overdose&lt;/em&gt; de fumo como «ter o sabor de gaiola de papagaio na boca», domina, a meu ver, a arte do &lt;em&gt;mot juste&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(Mas não posso deixar de salientar, neste desabafo, que é maravilhoso viver numa sociedade aberta, livre e democrática que permite os desabafos, e de reconhecer o papel que desempenham jornalistas corajosos e dedicados para que todas as sociedades assim o sejam.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-7897151085558313656?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/7897151085558313656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=7897151085558313656' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/7897151085558313656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/7897151085558313656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2007/11/regra-geral-odeio-jornalistas.html' title='E Esta, Hã?'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R0XvUKY9BXI/AAAAAAAAAAw/8aIrVgPQHwo/s72-c/kane.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-2486493760238266801</id><published>2007-11-20T12:19:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T17:59:18.818-08:00</updated><title type='text'>Gotas de Chuva em Rosas e Bigodes em Gatinhos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R0NOTKY9BWI/AAAAAAAAAAo/jB9nQPS2ZuM/s1600-h/soundofmusic4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135034091245995362" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R0NOTKY9BWI/AAAAAAAAAAo/jB9nQPS2ZuM/s320/soundofmusic4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Embalagens de papel vegetal e luvas de lã quentinhas, Invernos branco e prata que se transformam em Primavera, essas são algumas das minhas coisas favoritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas são outras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Jimmy Wales, um dos fundadores/ criadores da Wikipedia e do conceito de Wiki em geral. Não vou fingir que sou letrada no conceito de Wiki ou noutros conceitos relacionados com os admiráveis mundos novos da tecnologia em geral. Mal sei tirar fotografias com o telemóvel, por amor da santa! Mas respeito e admiro pessoas que sejam capazes de fazer uma batelada de dinheiro, e o Sr. Wales é uma delas. A Wikipedia fez mais pela democratização do saber desde... digamos, desde Platão ou a Oprah. De certa forma, é uma metáfora da própria democracia: amplamente usada e abusada, completamente aberta (ao ponto de ser considerada demasiado acessível), muito falível mais ainda a melhor enciclopédia com excepção de todas as outras (que são a pagantes). Agora que penso nisso, também é uma boa metáfora de um dos meus bares preferidos do Bairro Alto. Mas, como num artigo da Wikipedia, estou a divagar e a esquecer-me do essencial. O Sr. Jimmy Wales é uma das minhas coisas favoritas porque disse hoje, numa entrevista ao &lt;em&gt;New York Times&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.nytimes.com/2007/11/18/magazine/18wwln-domains-t.html?adxnnl=1&amp;amp;ref=magazine&amp;amp;adxnnlx=1195427645-Up/Uwsk5rfAdv5JjCadWIQ"&gt;http://www.nytimes.com/2007/11/18/magazine/18wwln-domains-t.html?adxnnl=1&amp;amp;ref=magazine&amp;amp;adxnnlx=1195427645-Up/Uwsk5rfAdv5JjCadWIQ&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;duas coisas adoráveis: que ia comprar um Mini Cooper (é quase um &lt;em&gt;fashion statement&lt;/em&gt;, e não necessariamente dos bons, nos EUA) e que colecciona livros (toma lá, Kindle da Amazon e e-reader da Sony!). Mas não só colecciona livros, como também cola pequenas tiras na lombada com os números de catalogação-na-origem da Library of Congress e organiza-os asssim - e ainda tem a frontalidade de classificar isso como «ubelievably geeky».&lt;br /&gt;Mas, mas, mas... o mais giro ainda é que não tem registo informático da colecção!&lt;br /&gt;O fundador da Wikipedia tem uma mini-Library-of-Congress em casa mas não se dá ao trabalho de fazer um registo informático deste processo tão «unbelievably geeky»!&lt;br /&gt;Há quem diga que um homem se conhece pelos sapatos que calça, pela gravata que usa, pelo &lt;em&gt;scotch&lt;/em&gt; que bebe. Eu acho que uma pessoa se conhece por estas pequenas contradições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 -Outra das minhas coisas favoritas chama-se Fred Feinsilber. Conheci-o num vôo de Frankfurt; eu ia em turística, ele vinha retratado num artigo do &lt;em&gt;International Herald Tribune&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.iht.com/articles/2006/10/06/features/melik7.php"&gt;http://www.iht.com/articles/2006/10/06/features/melik7.php&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A infância dele parece um conto de fadas em que a fada-madrinha má e invejosa ganhou às outras. Nasceu em Bucareste em 1940, filho de judeus russos. O pai foi recrutado à força pelo exército soviético e a família nunca mais o viu. Ele e a mãe escaparam à justa de uma deportação para a Sibéria e acabaram por se instalar em França (via Israel e outra vez Roménia). Aqui a fada-madrinha ressentida parece ter acalmado: o rapaz estudou Engenharia Química, desenvolveu uma coisa/invenção daquelas que os engenheiros desenvolvem e fundou uma empresa que depois teve a sorte de ser comprada pela Dow Chemicals. O rapaz tinha 52 anos e uma data de malas de mão recehadas de notas, como nos filmes.&lt;br /&gt;Talvez por influência da fada-madrinha de mal com a vida, o rapaz tinha um fraco por livros em geral e Camus em particular. Como toda a gente sabe, se Sísifo fosse vivo hoje não estaria a empurrar uma rocha montanha acima, montanha abaixo, mas a fazer uma coisa ainda mais trabalhosa: a coleccionar livros.&lt;br /&gt;Começa então o rapaz a coleccionar edições raríssimas de manifestos de artistas, livros de poemas ilustrados e outras curiosidades elegantes e bem conseguidas. Um manifesto do expressionismo alemão com gravuras de Kandinsky aqui, um livro de poemas de Eluard com desenhos de Picasso ali. Aberto o apetite, vai apanhando um ensaio de Geoffroy com litografias de Toulouse-Lautrec, uma sátira do séc. XV com gravuras de Dürer, uma edição original dos &lt;em&gt;Quatro Livros de Arquitectura&lt;/em&gt; de Andrea Palladio.&lt;br /&gt;Composta a colecção, o que é que o rapaz decide fazer? Bom, se foram ao link, já sabem: foi leiloada na Sotheby's de Paris.&lt;br /&gt;E porque é que alguém faria isso?&lt;br /&gt;Diz o rapaz: «Quando se colecciona, começamos por comprar aquilo que nos fascina, Depois aprendemos a subir ao nível do objecto. Quando termina o processo de descoberta, coleccionar torna-se um jogo de poder. É altura de seguir em frente.»&lt;br /&gt;Se houvesse epitáfios em vida, era isto que queria que escrevessem no meu.&lt;br /&gt;Aqui, «coleccionar» é um eufemismo para «viver». Porque a vida pouco mais é do que uma longa colecção de momentos e coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E estas são duas da minhas coisas favoritas, de que me lembro quando o cão morde, a abelha pica, ou me sinto triste.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-2486493760238266801?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/2486493760238266801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=2486493760238266801' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/2486493760238266801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/2486493760238266801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2007/11/gotas-de-chuva-em-rosas-e-bigodes-em.html' title='Gotas de Chuva em Rosas e Bigodes em Gatinhos'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R0NOTKY9BWI/AAAAAAAAAAo/jB9nQPS2ZuM/s72-c/soundofmusic4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-1600260704727851596</id><published>2007-11-20T12:18:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T17:59:18.947-08:00</updated><title type='text'>Damas de Ferro Forjado</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R0yHfqY9BYI/AAAAAAAAAA4/qjD2Qi8eeOo/s1600-h/dinner.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137630252947539330" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R0yHfqY9BYI/AAAAAAAAAA4/qjD2Qi8eeOo/s320/dinner.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há mais ou menos duas semanas, andava a Hillary um bocadinho à frente nas sondagens (sim, que ela não é mulher para andar alguns passos - ou pontos - atrás de ninguém), quando saiu este artigo no &lt;em&gt;New York Times&lt;/em&gt;:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.nytimes.com/2007/11/14/opinion/14dowd.html?ex=1196226000&amp;amp;en=73ae573af6b96191&amp;amp;ei=5070&amp;amp;emc=eta1"&gt;http://www.nytimes.com/2007/11/14/opinion/14dowd.html?ex=1196226000&amp;amp;en=73ae573af6b96191&amp;amp;ei=5070&amp;amp;emc=eta1&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esclarecimento: a Maureen Dowd é uma colunista muito respeitada e publicitada do &lt;em&gt;Times&lt;/em&gt;, quase um estereótipo da «mulher ruiva e inteligente». &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No dia seguinte, numa reacção que me fez lembrar o nosso histórico acesso de «o-Saramago-ganhou-o-Nobel-mas-quem-o-merecia-era-o-Lobo-Antunes-que-também-é-um-convencido-mas-ao-menos-nunca-foi-comuna», vários colunistas e opinadores criticavam a menina Dowd. Criticar não é bem a palavra certa; qual será o termo para uma mistura de crítica e ataque pessoal? O verbo «to bitch» existe em portguês? Será «sopeirar»?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Enfim, no dia seguinte muito se sopeirou acerca do artigo «Should Hillary be a Flight Attendant?». O curioso é que os artigos criticavam Maureen Dowd por:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1 - Ser pretensamente feminista (o que significava, dependendo do artigo, ser revolucionária e provavelmente não depilar as axilas e deixar cinza de sutiã por todo o lado, ou então não ser suficientemente feminista e tentar fazer regredir a condição feminina nos EUA uns 50 anos. Mas era sempre por ser ruiva, aposto; as ruivas são notoriamente matreiras);&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2 - Usar o humor como facilitismo para uma questão complexa (se bem que as campanhas presidenciais norte-americanas ultimamente têm sido mais paradas que uma tarde de pesca sem isco... e sem lago... e sem peixes);&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;3 - Jogar «a carta do género».&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E esta foi a minha acusação favorita. Para quem não conhece a expressão, «jogar uma carta» significa usar uma parte da sua identidade a seu favor, victimizando-se: «Tu não sabes como é difícil para mim, sendo mulher/ de cor/ gay/estrangeira/ judia/ muçulmana (ok, estes têm razão, é difícil para eles, &lt;em&gt;salam alekhum!&lt;/em&gt;)/ deficiente/ pobre/ sportinguista/ do Porto».&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Acusar alguém de «jogar uma carta», particularmente a do género, é uma arma retórica fantástica, uma verdadeira faca de dois gumes: pode ser usada por dois adversários em simultâneo para o ataque e para a defesa. Na verdade, como um daqueles paus que se usa no karate. Ou uma matraca. Ou uma faca, de certa forma... Bom, vá, como qualquer arma, tecnicamente, mas a carta do género é a melhor das armas ainda assim porque consegue desviar imediatamente a atenção da questão a ser tratada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E, neste caso, a questão a ser tratada é, para falar em bom português, a vagina da Senadora Clinton. Não fiquem chocados/as: também estamos a falar do maior orgão que o Senador Obama tem no corpo (a pele). Isto para dizer que ninguém pode fingir que, nestas eleições, a raça e a cor não são factores determinantes. E a forma como cada candidato os usar vai revelar muito acerca da sua inteligência e capacidade de estratégia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por isso é que achei interessante que uma mulher (Maureen Dowd, uma das primeiras mulheres a ter uma coluna de opinião no &lt;em&gt;Times&lt;/em&gt;) fosse acusada de ter um preconceito injusto ao falar de outra mulher (a Senadora Clinton, a Primeira Dama mais política de sempre e agora a primeira mulher a candidatar-se à presidência nos EUA). Já adivinharam: as críticas eram quase todas dirigidas por... mulheres. É um jogo de espelhos. Ou, neste caso, (vá, tenho de fazer o humor de facilitismo) de espelhinhos de maquilhagem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ao ler todos estes artigos, lembrei-me imediatamente daquele velho cliché feminista dos dois pesos e duas medidas. Se um homem no poder é assertivo, é um bom líder; se for uma mulher, é cabra. Os papéis de género, que eu sinceramente julgava estarem em desuso, estão a reaparecer com uma força nova.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E como não há nada que ajude tanto a esclarecer como a relativização e o anacronismo, pensei nas seguintes situações históricas, revistas e com comentários acrescentados (que reflectiriam a tendência da opinião pública):&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1 - Mulher das cavernas a inventar o fogo: «Olha, tem a mania que é esperta.»&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2 - Moisésa desce do Monte Sinai e lê os Dez Mandamentos: «Mandona! Deve achar que é mais que ás outras, esta!»&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;3 - Aníbala a descer os Alpes com o seu exército montado em elefantes: «Que coisa, tem sempre de ser o centro das atenções. Acha que é original, não?»&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;4 - Júlia Césara a ser esfaqueada nas costas por Bruta: «Ai, ela sempre foi muito dada a intruigas, a Bruta. Mas olha que Césara também era uma cabra...»&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;5 - Marca António deixa Roma para estar com Cleópatro (ou Cleópatra, para o caso, curiosamente, é indiferente): «O que ela quer sei eu...»&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;6 - Napoleona a coroar-se Imperatriz: «Olha a coisinha, agora acha que governa a Europa! Mas a gente sabemos bem de onde ela vem, a corsa pé-descalça!»&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se não quisermos olhar para a históris fictícia (que, a meu ver, tem sempre mais piada do que a história factual, porque não temos de decorar datas e, na minha imaginação pelo menos, acaba quase sempre num grande número musical com efeitos de luzes e coroas de plumas), podemos olhar para a história dos livros com o mesmo nome e ver os epítetos lançados contra as mulheres que, de facto, ocuparam cargos de poder. Desde Maria Antonieta, que nunca dise «eles que comam bolo», à sua mãe, Maria Teresa de Áustria, que renovou o poder dos Habsburgo, à Rainha Vitória, transformada em ícone de feminilidade, modéstia e valores familiares, até Margaret Thatcher, que disse, sem nunca o dizer «eles que comam bolo» e graças a cuja impopularidade a expressão «dama de ferro» foi restaurada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Até Hillary Clinton. Que continua à frente nas sondagens.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O que elas querem sei eu. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Talves fose altura de o resto do mundo o começar a perceber, não?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;PS - A imagem deste post é uma peça de uma autora muito engraçada, a Anne Taintor. Ela teve uma daquelas ideias comparáveis ao post-it ou ao hula-hoop («you know... for kids!»): pegou em imagens retro e colou-lhes frases irreverentes. Podem ver quase tudo em &lt;a href="http://www.annetaintor.com/"&gt;http://www.annetaintor.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-1600260704727851596?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/1600260704727851596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=1600260704727851596' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/1600260704727851596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/1600260704727851596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2007/11/damas-de-ferro-forjado.html' title='Damas de Ferro Forjado'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R0yHfqY9BYI/AAAAAAAAAA4/qjD2Qi8eeOo/s72-c/dinner.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-7155362404337231025</id><published>2007-11-18T12:41:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T17:59:19.065-08:00</updated><title type='text'>Lime Green Crocs</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R0CscaY9BVI/AAAAAAAAAAg/NbWS7Kt2qog/s1600-h/crocs.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134293179322664274" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R0CscaY9BVI/AAAAAAAAAAg/NbWS7Kt2qog/s320/crocs.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A revista &lt;em&gt;New York&lt;/em&gt; publicou há pouco tempo um artigo acerca dos piores (leia-se, mais pirosos e detestados) sapatos das últimas décadas:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://nymag.com/shopping/features/40266/"&gt;http://nymag.com/shopping/features/40266/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Tinha de passar pelos crocs, claro. Mas o que me parece que o artigo também demonstra é que cada sapato é representativo da sua época. Do pior, do melhor, do mais típico, do que se vê quando se sai à rua. Quer nos faça pensar «ai por amor de deus ainda nem tomei café e já tenho de estar a levar com isto» ou «olha, ficava bem com aquelas calças que lá tenho e que nunca visto» ou «apetece-me TANTO pisar esta gaja», a verdade é que, de um dia para o outro (é sempe de um dia para o outro), eles estão em todo o lado. Nos pés, nas montras, nas revistas, nas conversas e, mais recentemente até, na Oprah. Quer sejam concebidos por ortopedistas ou por designers, tornam os seus criadores ricos e os seus utilizadores sujeitos a toda a espécie de comentários. A progressão deste é mais ou menos a seguine:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Ah estes é que são os X?»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«No outro dia vi uma gaja a usar X.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Poça, agora toda a gente usa X.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Comprei uns X. (objecção de ouvinte). Não, por acaso nem são.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«São X, mas são de imitação.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensado: «Deito fora ou ainda uso?»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pausa de alguns anos: «Foi nessa noite, foi, e eles até estavam a usar X... bem, X, lembras-te disso?»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nostalgia tem como banda sonora o som de uma caixa registadora, porque só se gera à volta de coisas típicas que, para se tornarem típicas, foram consumidas em grande escala. Tenho para mim que as vacas/bisontes/ bichos cornudos que o homem primitivo pintava em cavernas eram&lt;em&gt; all the rage&lt;/em&gt; da época imediatamente &lt;em&gt;anterior&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, quer se goste ou não, os crocs são típicos da nossa geração. Alguém comentou uma vez que, quando se fizerem festas dos anos 00, as pessoas vão levar óculos oversize e crocs. E t-shirts da Paris Hilton, porque o «retro» tem destes erros. E vão passar a música do Dartacão, do Verão Azul, e TODA a música que alguma vez foi produzida entre 1979 e 1988. Com destaque para «you were working as a waitress in a cocktail baaaar when I met you...».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À sua humildemente garrida maneira, os crocs captam o &lt;em&gt;élan&lt;/em&gt; da nossa geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São garridos (mas também os há em tons pastel, para serem usados por aquelas matronas de meia-idade que, agora ao que parece, se inspiram nos filhos para o vestuário);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São de plástico, o que me poderia levar a fazer tantos comentários como os que me surgem quando vejo um Magritte - sobretudo por não serem de plástico mas de uma coisa que alguém agora muito rico inventou e que não é plástico mas cheira e sabe a plástico. Mas fico-me pela ênfase: são DE PLÁSTICO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São tão obviamente para crianças que ninguém se dá ao trabalho de o negar. O infantil chic é o novo &lt;em&gt;heroin chic&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;São confortáveis (sem ficarem a cheirar a cebolada de vinagrete passado umas horas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecem uma coisa completamente nova mas na verdade não passam de sandálias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No artigo da New York, alguém comentou que os crocs são um sinal do Apocalipse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moda deixa de ser moda e passa a ser «moda»; e assume proporções bíblicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso, atrevo-me a postar, somos nós.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-7155362404337231025?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/7155362404337231025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=7155362404337231025' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/7155362404337231025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/7155362404337231025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2007/11/lime-green-crocs.html' title='Lime Green Crocs'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R0CscaY9BVI/AAAAAAAAAAg/NbWS7Kt2qog/s72-c/crocs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6932633077592606063.post-4337025669311684130</id><published>2007-11-18T11:49:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T17:59:19.222-08:00</updated><title type='text'>Procura-se Investidores</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R0ChRKY9BTI/AAAAAAAAAAM/zBFvCIyOqSk/s1600-h/paris_hilton4_300.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134280891421230386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R0ChRKY9BTI/AAAAAAAAAAM/zBFvCIyOqSk/s320/paris_hilton4_300.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Procuro investidores para um projecto de lucro assegurado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É (como agora se diz) assim:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje em dia, com toda a publicidade negativa que o tráfego de mulheres tem recebido, os clientes de casas de passe tendem a sentir-se coibidos de tocar à campainha encarnada. Mas basta um pouco de visão para perceber que há outras formas de satisfazer este nicho de mercado, sem recorrer necessariamente a táticas comerciais como o espancamento, o rapto e a violação &lt;em&gt;en masse&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Imagine-se um homem heterossexual. Tem uma mulher (ou duas) à frente e pode escolher o décor, os instrumentos e a actividade. O que é que a(s) punha a fazer?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sexo consigo (é muito óbvio);&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sexo uma com a outra (também já está um bocado visto);&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lutas na lama com t-shirts molhadas (implica custos de limpeza elevados);&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A passar lingerie/ sapatos (olhe, para isso compre uma revista e não me faça perder tempo).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas vasculhe bem o seu imaginário e dê um pontapé à sua capacidade de observação para ver se aranca: qual é a outra coisa que os homens gostam de ver uma mulher fazer, senão mesmo A coisa que faz esvaziar qualquer tasca e virar todas as cabeças masculinas na rua?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma mulher a estacionar, claro!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Basta elas ligarem o pisca para eles ficarem logo com um formiguerozinho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Começam a fazer manobra e é garantido que qualquer homem num raio de cem metros se vai aproximando, cautelosamente, como uma gazela Thompson na savana. Com um brilho de desejo e ansiedade nos olhos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esse mesmo brilho que o identifica como um comprador certo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Imagine-se: um espaço amplo, decorado com gosto e bem pavimentado, dividido em cabinas individuais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em cada cabina, filas de carros estacionados, com um espaço vago (quanto mais apertado for o espaço, mais caro fica; a zona VIP é constituída exclusivamente de subidas).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma mulher, bem apresentada, de preferência com óculos de sol &lt;em&gt;oversize&lt;/em&gt;, unhas de gel, extensões no cabelo e sacos de compra. Opcional: telemóvel enrosaco no ombro. Ao volante de um carro de proporções fálicas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cada actuação teria em média três manobras falhadas e alguns «beijinhos» no carro de trás. Várias paragens bruscas e alguns puxões do travão de mão. Mas depende do estilo de &lt;em&gt;performance&lt;/em&gt; de cada artista, claro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por um custo adicional, o cliente pode ter o seu próprio carro estacionado à frente ou atrás do da artista.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os adeptos de SM podem ir sentados no lugar do morto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6932633077592606063-4337025669311684130?l=limegreencrocs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/feeds/4337025669311684130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6932633077592606063&amp;postID=4337025669311684130' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/4337025669311684130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6932633077592606063/posts/default/4337025669311684130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://limegreencrocs.blogspot.com/2007/11/procura-se-investidores.html' title='Procura-se Investidores'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18164322180212479163</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GjkCpOuPDBY/R0ChRKY9BTI/AAAAAAAAAAM/zBFvCIyOqSk/s72-c/paris_hilton4_300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
